Com o objetivo de subsidiar os trabalhos da CPMI dos Correios, o deputado estadual Rogério Correia (PT) enviou documento ao deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da comissão, com dados que comprovam as utilização de caixa-dois na campanha de reeleição do então governador e hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Correia é vice-presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, onde tentou instalar uma CPI para investigar o esquema, mas a oposição inviabilizou a comissão.
“Acompanhando o trabalho das CPIs nacionais, constatei que as irregualaridades cometidas naquele ano foram feitas pelos mesmos atores de agora: BMG, banco Rural, DNA, SMP&B, Marcos Valério, Duda Mendonça e outros”, diz o documento. O texto enviado a Serraglio foi também repassado aos Ministérios Público de Minas Gerais e Ministério Público Federal.
O ex-tesoureiro do PSDB de Minas Gerais, Cláudio Mourão, depõe hoje na CPMI dos Correios para falar das denúncias. A expectativa dos deputados do PT é que de ele possa esclarecer o modus operandi do caixa dois de campanha e as ligações das empresas de Marcos Valério de Souza – SMP&B e DNA – com o esquema.
O documento de Correia revela, dentre outros, que entre os dias 25 de maio e quatro de setembro de 1998, o governo de Minas promoveu a transferência de R$ 3 milhões para a SMP&B, com conta no Banco Rural.
O dinheiro foi repassado através de dois órgãos da administração indireta do Estado, a Copasa e a Comig. A importância foi utilizada para patrocinar o Enduro da Independência, que seria realizado pelo governo, com assessoria da SMP&B.
Nesse caso, não houve licitação nem comprovação de serviços publicitários prestados. Na época, o Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o governador Azeredo e outros réus, que foi acolhida e tramita agora no Supremo Tribunal Federal.
O documento encaminhado à CMPI denuncia ainda o pagamento de mais de R$ 2 bilhões feitos à SMP&B pela Cemig, companhia energética do Estado, em 1998 e 1999.
Em outubro deste último ano, a SMP&B fez vários pagamentos a políticos ligados ao ex-governador Azeredo, num total de R$ 1.162.450,28, tudo comprovado por DOCs do banco de Crédito Nacional.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.informes.org.br.
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