Depoimento de “laranja” é falso, segundo PF
A PF descobriu ser falso o depoimento de Aguinaldo Henrique Delino, que disse ter transportado R$ 250 mil a fim de entregar o dinheiro a Hamilton Lacerda, ex-coordenador de campanha de Aloizio Mercadante.
PF descobre que depoimento de “laranja” é falso
A Polícia Federal descobriu ser falso o depoimento de Aguinaldo Henrique Delino, que disse ter transportado R$ 250 mil de Pouso Alegre (MG) para São Paulo (SP), a fim de entregar o dinheiro a uma pessoa que identificou como ex-coordenador de comunicação da campanha de Aloísio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda.
A afirmação de Delino foi feita ontem em depoimento à Polícia Federal (PF) na cidade de Varginha (MG). De acordo com a rádio CBN a PF agora vai investigar uma suposta participação do PSDB no caso, já que a mulher que apresentou a testemunha seria funcionária do partido.
A PF chegou até Aguinaldo ele afirmar, em entrevista a uma TV local, que o promotor de eventos Luiz Armando Silvestre Ramos, para quem trabalhou, pediu que cedesse sua conta bancária para receber uma transferência de R$ 80 mil, provenientes de empresa do interior de São Paulo.
No depoimento à PF, Aguinaldo declarou ter recebido de Ramos o restante do dinheiro em espécie, sacado pelo empresário. Ambos, disse, levaram os recursos até São Paulo e os entregaram a Lacerda. A testemunha disse que deu-se conta da identidade do destinatário dos recursos somente após ver imagens de Lacerda na televisão.
Lacerda é o principal suspeito, segundo a PF, de ter levado o R$ 1,75 milhão a emissários petistas, em um hotel da capital paulista, para bancar a compra do dossiê com denúncias contra tucanos.
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PF diz que testemunha que incriminou petista mentiu
Testemunha que incriminou Hamilton Lacerda mentiu, diz PF
BRASÍLIA (Reuters) – O testemunho dado à Polícia Federal por Agnaldo Henrique Lima, que afirma ter levado R$ 250 mil ao ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, é uma farsa, segundo o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Daniel Lorenz.
“As declarações deles não se mostraram verdadeiras. Não comprovamos as movimentações com documentos”, afirmou o delegado à Reuters, por telefone, nesta sexta-feira.
Agnaldo será indiciado por falsidade ideológica, segundo o policial
A testemunha procurou jornais da região de Pouso Alegre em Minas Gerais e gravou entrevistas afirmando que teria levado dinheiro para
Lacerda.
Convocado a depor à PF, ele foi ouvido em Varginha (MG) e afirmou que teria recebido em sua conta uma transferência no valor de R$ 80 mil, que teria sido juntados a outros R$ 170 mil. Todo o dinheiro, segundo suas declarações, teriam sido levados para Lacerda em São Paulo.
O montante teria sido repassado a ele por seu patrão Luiz Silvestre.
“Não há consistências em suas informações”, disse Lorenz.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, em Brasília, Agnaldo foi levado à mídia por Rosely Souza Pantaleão, que se apresentou como jornalista. As investigações do órgão descobriram que ela é servidora pública em Pouso Alegre e secretária-executiva do PSDB local.
Por Áureo Germano – REUTERS.
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