O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que o Brasil retornará ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando Itália e Rússia no ranking global calculado com base no PIB nominal em dólares correntes. A projeção foi divulgada nesta sexta-feira (16) e indica que o país, atualmente na décima posição, deve manter o oitavo lugar ao menos até 2031. O salto ocorre à medida que o PIB brasileiro cresce em valor nominal, mesmo com o FMI revisando para baixo as estimativas de crescimento real da economia.
FMI projeta Brasil como 8ª maior economia global em 2027
O Brasil deve retornar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional. O país, que atualmente ocupa a décima posição no ranking global, deve ultrapassar tanto a Rússia quanto a Itália nos próximos meses, consolidando uma ascensão que o Fundo estima que se manterá ao menos até 2031.
Não é a primeira vez que o Brasil ocupa essa posição: o país chegou ao oitavo lugar pela primeira vez em 1996 e atingiu sua melhor marca histórica em 2011, quando alcançou o sexto posto ao superar o Reino Unido. Em 2020, porém, caiu para a décima segunda posição. A retomada projetada para 2027 representa, portanto, uma recuperação de terreno perdido ao longo de quase uma década.
O que o FMI projeta para o Brasil e o cenário global
Os números que sustentam a projeção são precisos: o PIB brasileiro deve fechar 2026 na décima posição, com US$ 2,65 trilhões, ainda abaixo dos US$ 2,7 trilhões da Itália e dos US$ 2,83 trilhões da Rússia. Em 2027, a situação se inverte. O PIB nacional deve atingir cerca de US$ 2,8 trilhões, superando os US$ 2,77 trilhões italianos e os US$ 2,68 trilhões russos. O ranking do FMI utiliza o valor corrente em dólares do PIB como parâmetro, sem descontar os efeitos da inflação, o que significa que oscilações cambiais também influenciam as posições.
No topo da lista, pouca novidade: Estados Unidos e China devem continuar nas duas primeiras posições em 2026 e 2027. O cenário interno brasileiro, contudo, traz sinais contraditórios. O FMI revisou para baixo o crescimento real da economia, de 2,4% para 2,2% em 2026 e de 2,2% para 1,9% em 2027. Ao mesmo tempo, a inflação deve recuar gradualmente, de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego segue trajetória oposta: sobe de 6% em 2025 para 6,2% em 2026 e 6,8% em 2027, o que indica que o crescimento nominal do PIB não se traduz, nas projeções do próprio Fundo, em mais postos de trabalho.
Foto: Ricardo Stuckert
Texto: Ivan Longo
Fonte: Revista Fórum