JORNAL TRAZ UMA BREVE ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA FETEC-CUT-PR E CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CURITIBA E REGIÃO PELA CHAPA 1, ELIAS JORDÃO

Como presidente da Fetec-CUT-PR desde 2008, você tem acompa-nhado de perto a categoria bancária no Paraná, bem como a conjuntura política e econômica. Qual a sua análise do cenário paranaense?
Eu diria que tudo que acontece no Paraná é reflexo do que acontece no Brasil. No aspecto econômico, mesmo com críticas de alguns setores, é perceptível que a economia está muito melhor do que já foi. Pode-mos ainda dizer, com convicção, que as campanhas salariais dos bancários têm contribuído em muito para o fortalecimento econômico, vide os valores injetados todos os anos por nossos acordos salariais.
Já o aspecto político é um capítulo à parte, que merece uma análise mais profunda. Porém, é possível dizer que muita coisa mudou no Paraná, começando pela capital, que na última eleição rompeu com a hegemonia de um grupo que dominava há aproximadamente 30 anos. Tal fato aponta uma exigência maior do eleitor paranaense e um esgotamento da velha política. Em ano eleitoral, apesar de algumas expectativas, ainda é cedo para apontarmos qual será a tendência no estado. É certo, apenas, que defenderemos candidaturas que legislem em favor da cidade, da sociedade e dos trabalhadores.
Os bancários garantiram grandes conquistas nos últimos anos. Em sua opinião, quais foram as mais importantes e quais as expectativas para 2014?
Em cada campanha salarial, a expectativa é muito grande pelo índice e pela PLR. Se olharmos nossa CCT, veremos que o leque de cláusulas econômicas e sociais é bastante amplo, mas nada disso valeria a pena se não tivéssemos conquistado itens que digam respeito à vida e à saúde. Por isso, creio que uma das nossas maiores conquistas foi a que trata do combate ao assédio moral nos locais de trabalho, muito embora ainda seja pouco usada pelos bancários. Para 2014, as expectativas não são diferentes: teremos muito empenho de nossa parte para avançar e muita dificuldade nas negociações, mas com mobilização faremos, novamente, uma campanha vitoriosa.
O ano de 2014 é importante para os brasileiros sob vários aspectos. Como você analisa todos os acontecimentos que estão por vir?
A despeito de algumas críticas extemporâneas à Copa do Mundo, muitas delas desfocadas dos reais problemas que envolvem este evento, estou otimista não apenas como um brasileiro que torce por seu país, mas também pelos números favoráveis à economia. Porém, justamente por este ano ser também eleitoral, entendo que nossa maior preocupação deva ser com a política brasileira. A Copa acaba, mas a vida continua. Portanto, de nossas esco-lhas dependerão a economia do país, nossos empregos, transporte público, a escola e a universidade para a educação de nossos filhos, a segurança e a saúde pública, entre outros.
Por fim, a atuação da categoria bancária no ano passado foi decisiva para barrar o Projeto de Lei 4.330, que regulamenta as terceirizações. Essa luta continua?
Esta luta não parou! Vencemos a primeira etapa, mas estamos vigilantes, pois sabemos que o Projeto de Lei pode voltar a qualquer momento. Não faltará, de nossa parte, determinação para continuarmos nesta luta, conscientizando o maior número possível de trabalhadores e de categorias para barrar de uma vez por todas este PL.
Por: Renata Ortega
SEEB Curitiba