Campanha ganha mais apoio
O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara, recebeu nesta quarta (16) as centrais sindicais para debater a redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Dom Dimas afirmou que vai defender o apoio da CNBB ao projeto e ao abaixo-assinado junto ao Conselho Epsicopal de Pastoral. A decisão oficial da entidade deve ser anunciada na quinta, dia 17.
“É um apoio extremamente importante. A CNBB dialoga com amplas parcelas da população brasileira, e se a entidade entende que a redução vai beneficiar a maioria e gerar mais empregos e qualidade de vida, é mais um sinal de que nossa campanha não é corporativa, mas visa amplas parcelas da sociedade e todas as categorias”, afirma Artur Henrique, presidente da CUT, presente à reunião realizada na sede da Conferência, em Brasília.
A CUT e as centrais vão procurar dialogar com outras entidades, religiosas ou não. “A defesa do emprego e da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras diz respeito a todos, então é nosso dever ampliar o arco de alianças com os setores representativos da sociedade”, avalia Quintino Severo, secretário-geral.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
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Reduzir a jornada para gerar mais empregos
Hoje no Brasil a jornada máxima de trabalho é de quarenta e quatro horas semanais. Além da jornada extenuante, os trabalhadores realizam um número absurdo de horas extras, totalizando um excesso de horas trabalhadas. Isso acarreta, entre outras coisas, graves riscos para a saúde.
Vivemos, assim, uma realidade de extremos: de um lado, um número elevado de trabalhadores desempregados; de outro, jornadas extenuantes impostas aos trabalhadores empregados.
Para fazer frente a essa dura realidade, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em conjunto com outras centrais, movimentos sociais e partidos de esquerda, lança a Campanha Nacional pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salário, em apoio ao Projeto de Emenda Constitucional 393/01, o qual estabelece a jornada de 40 horas, em lugar das 44 horas atuais.
Com a aprovação do projeto, seriam gerados imediatamente 2,2 milhões de novos postos de trabalho. Com a redução e maior fiscalização das horas extras, outros 1,2 milhão de trabalhadores poderiam voltar a integrar-se à produção.
Isso significa que aproximadamente 10 milhões de brasileiros teriam acesso a renda, ao mercado de poupança e consumo, o que geraria um círculo virtuoso (renda – consumo – produção – emprego), com reflexos positivos no crescimento da economia. Este é, enfim, um projeto em que todos ganham: os trabalhadores e suas famílias, os empresários e o governo.
Além de reduzir a jornada, é importante coibir a utilização de mecanismos que venham a compensar a redução, como o aumento de horas extras e a diminuição dos intervalos de descanso e/ou refeições e ginástica laboral, entre outros. Reduzir a jornada, além de gerar empregos, trará mais qualidade de vida para o trabalhador e sua família.
Por Deonisio Schmidt – Secretário de Relações Sociais e Sindicais do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cutpr.org.br.