Em julho, taxa de desocupação foi de 9,5%
A taxa de desocupação não teve alteração estatisticamente significativa em relação a junho (9,7%), mas caiu 1,2 ponto percentual em relação a julho de 2006 (10,7%). O número de desocupados (2,2 milhões ) ficou estável em relação ao mês anterior e caiu 10,5% em relação a julho de 2006. A população ocupada (20,8 milhões ) não se alterou em relação a junho , mas cresceu 3,0% em relação a julho de 2006. O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.108,30) caiu 1,2% em relação a junho , mas ficou 2,5% maior que o de julho de 2006. Já o rendimento médio real domiciliar per capita , (R$ 698,00) caiu 0,5% em relação a junho e subiu 3,5% em relação a julho do ano passado . A massa de rendimento médio real estimada para junho (R$ 22,8 bilhões ) caiu 0,9% em relação a maio e cresceu 4,1% em relação a de junho de 2006.
Em julho de 2007 a taxa de desocupação foi estimada em 9,5% para o agregado das seis regiões investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, apresentando estabilidade na comparação com junho último (9,7 %) e recuando 1,2 ponto percentual . No confronto com julho do ano passado, (10,7%).
Regionalmente, na comparação com o mês anterior, apenas a Região Metropolitana do Rio de Janeiro apresentou variação nesta estimativa, onde a taxa recuou 0,9 ponto percentual. Em relação a julho de 2006, houve recuos em cinco regiões metropolitanas: Recife , (-2,7 pontos percentuais ), Belo Horizonte (-1,8 ponto percentual ) , Rio de Janeiro (-1,6 ponto percentual ), São Paulo (-1,0 ponto percentual ) e Porto Alegre (-1,2 ponto percentual ). Em Salvador a variação (-0,1 ponto percentual) não foi estatisticamente significativa.
PESSOAS OCUPADAS
O contingente de pessoas ocupadas, estimado em 20,8 milhões em julho de 2007 , não se alterou em relação ao mês anterior , mas cresceu 3,0% ( cerca de 603 mil pessoas ) em relação a julho de 2006 .
Regionalmente , em relação a junho , o contingente de ocupados assinalou movimentação significativa apenas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (2,1%) . Na comparação anual , Salvador (6,5%) , Belo Horizonte (4,5%) e São Paulo e Porto Alegre (3,0%) , registraram alta .
Os homens representavam 55,8% da população ocupada , enquanto as mulheres , 44,2% . A população de 25 a 49 anos representava 63,6% do total de ocupados . A pesquisa revelou também , que o percentual de pessoas ocupadas em julho de 2007 com 11 anos ou mais de estudo era de 53,8% .
Principais Grupamentos de Atividade :
Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade , gás e água (17,0% da PO) . Estável tanto em relação a junho de 2007 quanto em relação a julho de 2006, para o total das seis regiões e em cada uma delas.
Construção (7,4% da PO) No total das seis regiões , na comparação mensal , estabilidade , e em relação a julho de 2006, crescimento de 7,0%. No enfoque regional , na comparação com junho , houve alta em Belo Horizonte (7,5%), e no confronto anual , em Belo Horizonte (17,5%) e São Paulo (16,5%).
Comércio , reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (19,4% da PO). No total das seis regiões , em ambas as comparações, houve estabilidade . No âmbito regional , em Belo Horizonte houve aumento de 5,3% em relação a junho último . No confronto com julho de 2006 , somente Salvador registrou variação significativa (12,8%) .
Serviços prestados à empresas , aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (15,0% da PO). Estabilidade na comparação mensal e elevação de 9,7%, em relação ao ano anterior , para o total das seis regiões . No enfoque regional , estabilidade no confronto com junho . Na comparação com julho do ano passado , altas em Recife (20,7%), Rio de Janeiro (13,6%) e São Paulo (8,6%).
Educação , saúde , serviços sociais , administração pública , defesa e seguridade social , ( 15,9% da PO). No total das seis regiões , em relação a junho , alta de 2,9% e, em relação a julho de 2006, estabilidade . No enfoque regional , na comparação mensal , alta em São Paulo (6,5%). Na comparação com julho de 2006, alta no Rio de Janeiro (6,9%).
Serviços domésticos (8,4% da PO). Estável , em ambas as comparações, no total das seis regiões . No enfoque regional , em relação a junho , queda em Recife (-14,2%). Na comparação com julho de 2006, estabilidade .
Outros serviços (1) (16,3% da PO). Estabilidade em ambas as comparações, no total das seis regiões . No enfoque regional , na comparação mensal , queda em Belo Horizonte (-5,4%).
Análise da forma de inserção do trabalhador no mercado de trabalho .
Empregados COM carteira de trabalho assinada no setor privado (2) (42,3% da PO) . Em relação a junho de 2007, estabilidade . Frente a julho de 2006 ocorreu alta de 5,2% ou , aproximadamente, mais 437 mil pessoas trabalhando com carteira assinada.
Regionalmente , na comparação mensal , alta em Belo Horizonte (4,8%). Em relação a julho de 2006, altas em Recife (13,5%), Salvador (9,7%), Belo Horizonte (10,6%) e Rio de Janeiro (4,6%).
Empregados SEM carteira de trabalho assinada no setor privado (3) (13,8% da PO) . Estabilidade na comparação com junho . Em relação a julho de 2006, declínio (-4,4%) para o conjunto das seis regiões .
No contorno regional , estabilidade em todas as regiões metropolitanas, na comparação mensal e em relação a julho de 2006, queda na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (-13,2%).
Trabalhadores por conta própria 19,4% da PO). Em relação a junho , estabilidade , e no confronto com o ano anterior , acréscimo de 4,7%, para o total das seis regiões . Regionalmente , estabilidade em relação ao mês anterior . Na comparação anual , elevação em Salvador (8,7%) e São Paulo (11,7%).
PESSOAS DESOCUPADAS
Houve estabilidade no contingente de desocupados (2,2 milhões ) em relação ao mês anterior . Em relação a julho de 2006, declínio (-10,5%) no total das seis regiões pesquisadas.
No âmbito regional , em relação a junho , queda no Rio de Janeiro (12,5%). Confrontando com julho de 2006, recuos em Recife (-18,8%), Belo Horizonte e Rio de Janeiro , (-18,2%) e Porto Alegre (12,1%).
Entre os desocupados , 57,6% eram mulheres , 7,8% tinham até 17 anos , 38,3% tinham de 18 a 24 anos , 47,4% de 25 a 49 anos e 6,5%, 50 anos ou mais . Além disso, 20,3% estavam em busca do primeiro trabalho e 23,9% eram os principais responsáveis na família . Com relação ao tempo de procura : 25,6% estavam em busca de trabalho por um período não superior a 30 dias ; 45,8%, por um período de 31 dias a 6 meses; 8,6%, por um período de 7 a 11 meses; e 19,9%, por um período de pelo menos 1 ano .
Em julho de 2005, 45,8%, dos desocupados tinham pelo menos o ensino médio concluído, em julho de 2006, 47,7% e, na última pesquisa , atingiu 49,8%.
RENDIMENTO MÉDIO REAL (4)
Em julho de 2007 , para o agregado das seis regiões , o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores no conjunto das seis regiões metropolitanas ( R$ 1.108,30) caiu (- 1,2%) em relação a junho . Na comparação com julho de 2006, houve alta de 2,5% .
No enfoque regional , em relação a junho , houve recuperação em Recife (1,5%) e Belo Horizonte (0,4%) , quedas no Rio de Janeiro (0,8%) e São Paulo (2,2%) e estabilidade em Salvador e Porto Alegre . Na comparação anual , houve altas em Recife (2,6%) , Salvador (2,0%) , Belo Horizonte (1,8%) , Rio de Janeiro (8,8%) e Porto Alegre (4,5%) , e recuo em São Paulo (-0,6%).
Rendimento Médio Real Domiciliar Per Capita (5)
Em julho de 2007, para o agregado das seis regiões , o rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 698,00) caiu 0,5% em relação a junho . Em relação a julho de 2006, houve recuperação de 3,5%.
No enfoque regional , em relação ao mês anterior , houve quedas no Rio de Janeiro (-1,1%) e São Paulo
(-2,4%) , e recuperação em Recife (3,3%) , Salvador (3,7%) , Belo Horizonte (2,5%) e Porto Alegre (3,7%) . Na comparação com julho de 2006 , apenas a Região Metropolitana de São Paulo assinalou queda (-0,8%) , enquanto houve ganhos em Salvador (5,7%) , Belo Horizonte (3,7%) , Rio de Janeiro (10,9%) e Porto Alegre (6,8%) , e estabilidade em Recife.
Massa de Rendimento Real Efetivo da População Ocupada (6)
A Massa de Rendimento Real Efetivo da População Ocupada ( referente a junho de 2007), para o total das seis regiões metropolitanas, foi estimada em R$ 22,8 bilhões . Houve queda em relação a maio (0,9%) e crescimento expressivo (4,1%) em relação a junho do ano passado .
Na região metropolitana de São Paulo houve queda , na comparação mensal (3,3%) e nas demais regiões o comportamento foi de elevação , em Recife (2,4%) , Salvador (2,1%) , Belo Horizonte (2,7%) e Porto Alegre (1,5%) e de estabilidade no Rio de Janeiro . No traçado anual somente São Paulo apresentou declínio no rendimento (-0,5%), enquanto as demais regiões metropolitanas investigadas pela PME registraram elevação : Recife (4,7%) , Salvador (7,4%) , Belo Horizonte (5,0%) , Rio de Janeiro (10,7%) e Porto Alegre (7,7%).
_______________________________________________________
(1) Alojamento e alimentação , transporte , armazenagem e comunicações , limpeza urbana , atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas, serviços pessoais.
(2) Exceto trabalhadores domésticos , militares , funcionários públicos estatutários e outros .
(3) Exceto trabalhadores domésticos , militares , funcionários públicos estatutários e outros .
(4) Rendimento habitualmente recebido.
(5) Rendimento mensal domiciliar per capita é a divisão do rendimento mensal domiciliar proveniente do trabalho pelo número de componentes da unidade domiciliar , exclusive pensionistas , empregados domésticos ou parentes do empregados domésticos .
(6) Soma dos rendimentos efetivamente recebidos em todos os trabalhos no mês de referência da pesquisa ( mês anterior ao que está sendo divulgado).
Comunicação Social
23 de agosto de 2007.
CONFIRA O GRÁFICO E OS QUADROS COMPEMENTARES A ESTA NOTÍCIA, ACESSANDO O ENDEREÇO ELETRÔNICO:
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=959&id_pagina=1.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br.
==================================================
Bancos registram lucros no primeiro semestre, mas criam menos empregos
Brasília – O setor da economia brasileira que mais lucrou no primeiro semestre foi o que menos criou empregos formais. Com ganhos acumulados de R$ 14,52 bilhões no período, segundo estudo da consultoria Economática divulgado hoje (21), os bancos geraram 4.320 postos de trabalho com carteira assinada no semestre, o menor índice entre os setores pesquisados mensalmente pelo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho.
Segundo o Caged, o número de novos empregos nas instituições financeiras representa apenas 0,39% do total de 1,095 milhão de postos de trabalho criados de janeiro a junho – é menos da metade do registrado no mesmo período de 2006, quando o setor gerou 11.508 vagas formais (1,24%).
Os lucros dos bancos, em contrapartida, foram no sentido oposto ao da criação de empregos. No dia 7, o Itaú, segundo maior banco privado brasileiro, anunciou lucro semestral de R$ 4,01 bilhões, o maior registrado pelo segmento em 20 anos. Na véspera, o Bradesco havia anunciado ganho de R$ 4,007 bilhões no mesmo período, um valor recorde.
De acordo com o estudo da Economática, os bancos são os campeões da lucratividade. O ganho superior aos R$ 14 bilhões acumulado pelas 24 instituições financeiras analisadas pela consultoria equivale a 22,5% do lucro total das empresas com ações na Bolsa de Valores – o maior percentual entre os 22 setores pesquisados.
Depois dos bancos, os setores que mais lucraram no primeiro semestre foram os de petróleo e gás, com R$ 11,39 bilhões, e de mineração, com R$ 10,99 bilhões. Os números revelam a concentração do lucro conforme as atividades das empresas. Somente esses três setores responderam por 51% do lucro obtido pelas companhias de capital aberto (negociado em bolsa) de janeiro a junho.
O levantamento da Economática analisou 319 empresas com ações em bolsa que, no total, lucraram R$ 64,61 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Somente os dois maiores lucros, da Vale do Rio Doce (R$ 10,937 bilhões) e da Petrobras (R$ 10,931 bilhões), representam 16,9% do total.
Em relação aos postos de trabalho, outros setores que não apresentaram lucros tão expressivos quanto os de bancos, mineradoras e empresas de petróleo e gás registraram desempenho melhor na geração de empregos. As indústrias de alimentos e bebidas, que lucraram R$ 2,15 bilhões segundo o estudo e ficaram em oitavo lugar na comparação entre os setores pesquisados, com 2,2%, abriram 109.818 vagas – mais de 25 vezes o total criado pelos bancos.
Com ganhos de R$ 433 milhões, o que representa apenas 0,7% do total lucrado pelas empresas de capital aberto, o comércio criou 97.051 empregos. A construção civil, que lucrou R$ 370 milhões (0,76%) conforme o estudo da Economática, abriu 97.571 postos de trabalho.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. 21 de Agosto de 2007 – 22h07 – Última modificação em 21 de Agosto de 2007 – 22h07.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
===================================================
Número de empregos cresce 13,38% de janeiro a julho
Quantidade de postos gerados, 1,2 milhão, já alcança o saldo de todo o ano de 2006
Brasília 22/08/07 – O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que de janeiro a julho houve geração de 1.222.495 postos de trabalho com carteira assinada no país – praticamente o mesmo número de vagas criadas em todo o ano de 2006 (1.228.686) e 13,38% maior do que o verificado nos primeiros sete meses do ano passado. Este é o segundo melhor resultado do período e por pouco não ultrapassa o recorde de 2004, quando o setor registrou uma ampliação de 1.236.689 postos no intervalo. O CAGED monitora o setor formal desde 1992.
Os setores que mais contribuíram para o resultado positivo no acumulado janeiro-julho foram os de Serviços (365.717 postos), Indústria de Transformação (328.505 postos), Agropecuária (246.423 postos), Comércio (124.972) e Construção Civil (116.467), que registrou crescimento recorde para o período. Em termos relativos, o maior aumento foi o da Agropecuária, com expansão de 17,10% desde janeiro, seguido pela Construção Civil, cujo estoque subiu 8,62% no mesmo intervalo.
Os estados que mais se destacaram sete primeiros meses do ano foram São Paulo (545.582 vagas), Minas Gerais (187.201) e Paraná (105.283). Dos 27 estados da federação, apenas três tiveram mais demissões que contratações: Paraíba (-912 postos), Pernambuco (-207) e Alagoas (-31.861).
Qualificação – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, comemorou o bom resultado, mas afirmou que ainda é preciso explorar a deficiência de mão-de-obra qualificada em todos os estados. Lembrando que o Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda (SINE) conseguiu preencher no ano passado somente metade das 1,7 milhão de vagas ofertadas, Lupi anunciou que já está em estudo um plano para cruzar a oferta de postos com o planejamento dos programas de qualificação.
“Nossa idéia é qualificar com o emprego garantido, aumentando o aproveitamento dos nossos cursos de capacitação. Se continuarmos trabalhando focados na qualificação, teremos um 2008 ainda melhor”, previu o ministro, acrescentando que também negocia parcerias para baratear aos desempregados o valor dos cursos do Sistema S, que reúne 11 organizações de treinamento profissional, entre elas o SESI, SENAI, SEBRAE e SENAC.
Julho – Somente no mês de julho foram gerados 126.992 empregos com carteira assinada, o que representou uma expansão de 0,44% no estoque de empregos do mês anterior. O resultado é menor que o ocorrido em julho de 2006 (154.357 postos), mas é o terceiro maior da série histórica do CAGED. Segundo Lupi, a desaceleração era esperada e se deve principalmente à antecipação da colheita de café e cana-de-açúcar no Centro-Sul, notadamente em Minas Gerais.
“Essa queda no ritmo de crescimento acontece todos os anos no segundo semestre, mas como o setor industrial está crescendo de forma consistente, continuo apostando que vamos fechar o ano com 1,6 milhão de postos e bater o recorde de 2004”, afirmou o ministro. Naquele ano, o país registrou um aumento de 1,5 milhão de vagas no setor formal.
Todos os setores de atividade econômica apresentaram elevação no nível de emprego. O setor de Serviços foi o que registrou maior saldo de postos, com expansão de 38.154 vagas, seguido pela Indústria de Transformação (28.996 postos), Comércio (27.921 postos) e Construção Civil (18.896 postos).
Os dados do CAGED mostram também que a expansão do emprego foi generalizada em todas as regiões do país. Em valores absolutos, as que mais se destacaram no mês foram Sudeste (826.768 postos) e Sul (201.412).
CONFIRA OS QUADROS COMPLEMENTARES A ESTA NOTÍCIA, ACESSANDO O ENDEREÇO ELETRÔNICO:
http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdConteudoNoticia=1333&PalavraChave=caged.
Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537/6540
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.mte.gov.br.