Brasília – O Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) acusou o governo da Colômbia de ameaçar os ativistas que atuam no país e manter o estado de “insegurança permanente”. O relatório, detalhando situações específicas, informa ainda que há “vigilância ilegal por parte dos serviços de inteligência do Estado, as detenções arbitrárias, as incursões em sedes de organizações não governamentais e o roubo de informações”.
As informações são da BBC Brasil. De acordo com a reportagem, o relatório reconhece que autoridades ligadas ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, tentaram por meio de pronunciamentos minimizar as ameaças, mas sem sucesso.
O relatório informa que “algumas das violações dos direitos humanos dos ativistas são atribuídas às guerrilhas, a novos grupos armados ilegais e a organizações paramilitares que, segundo os próprios ativistas, não foram desmanteladas”.
Em seguida, acrescenta o documento, “as ameaças geram um clima de terror dentro da comunidade dos defensores dos direitos humanos e impedem o seu papel legítimo”.
O governo do presidente Uribe não se pronunciou sobre o relatório. Mas anteriormente informou que os abusos não fazem parte de uma política estatal. As autoridades também afirmaram que houve queda no número de assassinatos de sindicalistas e jornalistas, e um aumento dos recursos para proteger ativistas ameaçados.
“Este é um dos informes da ONU que mais foi fundo em relação à gravidade da situação”, disse o diretor da Comissão Colombiana de Juristas, uma das principais organizações de defesa dos direitos humanos do país, Gustavo Gallón.
Por Agência Brasil.
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Corte colombiana rejeita projeto que permitiria segunda reeleição para Uribe
Brasília – O projeto de referendo que permitiria ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, concorrer a um terceiro mandato, nas eleições de maio deste ano, foi declarada hoje (26) inconstitucional pela Corte Constitucional colombiana, de acordo com informações da BBC Brasil.
Com 7 votos contra e 2 a favor, a Corte decidiu que o projeto não cumpriu com os procedimentos legais que garantissem uma reforma constitucional que levaria a uma segunda reeleição presidencial.
O parecer é visto como uma derrota política para o presidente, que de acordo com pesquisas poderia ser reeleito com facilidade ainda no primeiro turno. O mandato de Álvaro Uribe terminará em agosto.
Por Agência Brasil.
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