O terceiro ano consecutivo de crescimento da economia brasileira em ritmo entre moderado e forte trouxe um ganho de qualidade para o mercado de trabalho. A melhora ocorre tanto na ocupação como na renda. Nos últimos 12 meses, o emprego com carteira assinada cresceu 5,2%, enquanto as vagas sem contratação formal recuaram 0,7%, indicando interrupção do movimento de precarização do mercado de trabalho.
Os dados do Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos (Caged) mostram que também a renda está dando impulso extra à massa salarial. No período janeiro-maio deste ano, o salário de admissão no mercado formal foi, em média, 5,2% superior – já descontada a inflação – ao de igual período do ano passado.
Esse duplo movimento, na avaliação de economistas, decorre não só do crescimento vivido pelo Brasil nos últimos anos, mas principalmente da estabilidade econômica. Na estimativa do Credit Suisse, o atual ciclo de crescimento – que já dura 35 meses – é o maior dos últimos 19 anos.
O emprego começou a crescer no fim de 2003, impulsionado pelo setor exportador, o que acabou refletindo em outros setores da economia, como os serviços prestados às empresas. “Com um oferta maior de vagas, houve espaço para se negociar também melhores salários”, diz Paula Montagner, coordenadora do Observatório do Trabalho, do Ministério do Trabalho.
Este será o terceiro ano consecutivo de crescimento da massa salarial. Em 2004 e 2005, o aumento foi puxado pela ocupação. Este ano, a renda deve liderar o movimento pela primeira vez. Na média do primeiro quadrimestre deste ano, a massa salarial cresceu 3,9%. Desse total, 54% vieram da renda e o restante, da ocupação. No mesmo período do ano passado, a renda ajudou a massa salarial com apenas 11% do total.
Fonte: Valor Online
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Por Mhais• 11 de julho de 2006• 11:19• Sem categoria
Emprego com carteira assinada cresce 5,2%
O terceiro ano consecutivo de crescimento da economia brasileira em ritmo entre moderado e forte trouxe um ganho de qualidade para o mercado de trabalho. A melhora ocorre tanto na ocupação como na renda. Nos últimos 12 meses, o emprego com carteira assinada cresceu 5,2%, enquanto as vagas sem contratação formal recuaram 0,7%, indicando interrupção do movimento de precarização do mercado de trabalho.
Os dados do Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos (Caged) mostram que também a renda está dando impulso extra à massa salarial. No período janeiro-maio deste ano, o salário de admissão no mercado formal foi, em média, 5,2% superior – já descontada a inflação – ao de igual período do ano passado.
Esse duplo movimento, na avaliação de economistas, decorre não só do crescimento vivido pelo Brasil nos últimos anos, mas principalmente da estabilidade econômica. Na estimativa do Credit Suisse, o atual ciclo de crescimento – que já dura 35 meses – é o maior dos últimos 19 anos.
O emprego começou a crescer no fim de 2003, impulsionado pelo setor exportador, o que acabou refletindo em outros setores da economia, como os serviços prestados às empresas. “Com um oferta maior de vagas, houve espaço para se negociar também melhores salários”, diz Paula Montagner, coordenadora do Observatório do Trabalho, do Ministério do Trabalho.
Este será o terceiro ano consecutivo de crescimento da massa salarial. Em 2004 e 2005, o aumento foi puxado pela ocupação. Este ano, a renda deve liderar o movimento pela primeira vez. Na média do primeiro quadrimestre deste ano, a massa salarial cresceu 3,9%. Desse total, 54% vieram da renda e o restante, da ocupação. No mesmo período do ano passado, a renda ajudou a massa salarial com apenas 11% do total.
Fonte: Valor Online
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