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Por 18:39 Sem categoria

Empresas aéreas tentam jogar seus erros nas costas dos trabalhadores

Patrões nada fizeram para evitar greve

O presidente da CUT, Artur Henrique, avalia que o atual embate envolvendo os aeroviários e aeronautas e as empresas aéreas deixou bastante evidente a tentativa das empresas de “jogar nas costas dos trabalhadores a responsabilidade pelos erros de gestão e pelo desrespeito aos consumidores que elas vêm cometendo ao longo dos últimos anos”. Para ele, o comportamento das empresas durante o processo de negociação com os sindicatos mostrou que elas não tentaram em nenhum momento evitar a greve.

Artur, que passou parte do dia de ontem (22) dialogando com os ministros Nelson Jobim (Defesa), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete da Presidência) e com Celso Klafke (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil, filiada à CUT), afirma que as equipes de bordo e as equipes de terra estão sobrecarregadas, acumulam escalas acima da recomendação de normas internacionais e são, não raro, chamadas às pressas pelas empresas para plantões não previstos.

“Esses são sinais claros de que as empresas estão precisando contratar trabalhadores”, considera o presidente da CUT. Ele lembra ainda que, quanto à questão salarial, as empresas chegaram a fazer uma proposta considerada “ridícula”, de apenas 0,5% de aumento acima da inflação.

Justiça do Trabalho – Artur também criticou o posicionamento da Justiça, que “impediu, fora do que prevê a legislação, a livre negociação entre as partes e o livre exercício de greve”. O TST determinou que 80% da categoria permaneçam em atividade. Em outra decisão, a Vara da Justiça Federal de Brasília decidiu proibir a greve até o dia 7 de janeiro. E a Delegacia Regional do Trabalho definiu multa de R$ 500 mil por dia ao sindicato em caso de greve.

“Os juízes pensaram em tudo isso, mas não pensaram em nenhuma decisão quanto aos trabalhadores. Sequer definiram um percentual de reajuste, nem se pronunciaram”, critica Artur.

Por Isaías Dalle.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Aeroviários do Rio não acatam decisão da Justiça Federal e mantêm greve

Rio de Janeiro – Os aeroviários (funcionários que trabalham em terra) do Rio de Janeiro se mantêm em greve no Aeroporto Internacional do Galeão e garantem que vão continuar promovendo piquetes no local até a meia-noite de hoje (23).

A informação foi dada à Agência Brasil pelo secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Marcelo Schmidt. “O sindicato está em greve, cumprindo a lei dos 20%”, afirmou. Ele se referiu à decisão de ontem à noite (22) da Justiça do Trabalho, que determinou, em caso de greve, que os sindicatos mantivessem 80% dos aeroviários e aeronautas (que trabalham embarcados) em atividade.

Schmidt disse que as paralisações e os piquetes continuarão “até os patrões negociarem com a gente. Os aeronautas recuaram, mas os aeroviários não”.

A presidente do sindicato, Selma Balbino, afirmou não ter sido notificada da decisão do juiz da 4ª Vara Federal Itagiba Catta Preta Neto, que proibiu ontem qualquer movimento de greve nos aeroportos até o dia 10 de janeiro, sob pena de multa diária de R$ 3 milhões, em caso de descumprimento da determinação.

“Aqui não tem maluco”, expressou ela, esclarecendo que os aeroviários estavam cumprindo a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) “porque é mais coerente”. Ela assegurou, porém, que acatará a decisão da Justiça Federal, tão logo receba a notificação.

Nas negociações com as empresas aéreas, os trabalhadores receberam, primeiro, uma oferta de reajuste de 6,08%, que corresponde à correção da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Recusada, a proposta das empresas foi elevada duas vezes, para 6,5% e, agora, para 8%.

“A gente não aceita. Nós queremos os pisos [salariais] e dois dígitos [no percentual de reajuste]”, disse Marcelo Schmidt. A categoria reivindicou, no pleito original, aumento de 15%, mas já reduziu a demanda para 13%.

Amanhã (24), véspera de Natal, não haverá piquetes ou manifestações nos aeroportos brasileiros. A partir do dia 25, entretanto, a continuidade do movimento dependerá de decisão do comando de greve, informou Selma Balbino.

Por Alana Gandra – repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.

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Justiça proíbe greve no setor aéreo até o dia 10 de janeiro

Brasília – A Justiça Federal no Distrito Federal proibiu a greve dos aeronautas e aeroviários até o dia 10 de janeiro. Se as categorias descumprirem a decisão, serão multadas em R$ 3 milhões.

O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal, acatou na noite de ontem (22) pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF). Para o magistrado, uma greve do setor aéreo às vésperas das festas de fim de ano e da posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff, seria “oportunista e abusiva”.

“Não só a população brasileira como um todo que corre o risco de sofrer prejuízos irreparáveis com tal movimento. É o bom nome do próprio país, no cenário internacional, que está em jogo, ainda mais quando nos preparamos para a realização de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos na década que se inicia”, disse o juiz na decisão.

O MPF alega que ingressou com o pedido para garantir os direitos de ir e vir do cidadão e não tinha o objetivo que questionar a legalidade da greve.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou ontem (22) que 80% dos funcionários trabalhem até o dia 2 de janeiro de 2011. O descumprimento da ordem judicial pode gerar multa diária de R$ 100 mil.

Com a decisão, os aeronautas (que trabalham nos voos) e os aeroviários (que operam no solo) adiaram a greve prevista para começar hoje.

Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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