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Encontro de bancos públicos e privados mantém organização

  • Bancários do Paraná estão preparados para encontros nacionais.


    Foto: Cadi Busatto/Fetec-CUT-PR

    Nos dias 03 e 04 de junho, a Fetec-CUT-PR promoveu o Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras de Bancos Públicos e Privados, em Curitiba. Mais de 200 bancários de todo o estado do Paraná estiveram reunidos para discutir suas demandas e se preparar para o Encontro Nacional de Bancos Privados, que acontece em São Paulo, nos dias 07 e 08 de junho, e para o 32º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) e o 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), a serem realizados entre 17 e 19 de junho, também em São Paulo.

    Confira como foi a Plenária Regional dos Bancários de Curitiba.

    Na sexta-feira (03), durante a mesa de abertura, o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, Elias Jordão, ressaltou a importância dos encontros dos trabalhadores para o sucesso da Campanha Nacional dos Bancários 2016. “A conjuntura que se apresenta indica que teremos uma campanha salarial muito mais difícil. Porém, não nos furtaremos: se a ordem é o ataque aos direitos dos trabalhadores, nosso progresso será resistir incansavelmente! ”, resumiu.

    Júnior César Dias, presidente da Fetec-CUT-PR afirmou que nem todos os trabalhadores estão conscientes dos ataques que já estão ocorrendo. “Por isso, precisamos unir bancários de bancos públicos e privados e promover o entendimento de que é preciso se manter na luta. É urgente que a categoria bancária – assim como sempre fez – se mantenha à frente da resistência que vem sendo construída na defesa dos direitos. Esse é o apelo dos Sindicatos, das Federações e do Comando Nacional dos Bancários”, concluiu.

    Bancos públicos

    O coordenador da Comissão de Empresa do Banco do Brasil, Wagner Nascimento, também participou da mesa de abertura do Encontro na sexta-feira (03). Em sua fala, ele reafirmou a importância da organização e da manutenção das negociações em uma mesa unificada. “Temos hoje um governo interino que todos os dias faz ataques aos direitos dos trabalhadores. Mas essa será nossa principal motivação, para resistir e para insistir na negociação unificada”, resumiu.

    Segundo Jair Ferreira, presidente da Fenae, a campanha salarial deste ano conta com alguns componentes não-imaginados: 1) um golpe à democracia brasileira; 2) um congresso conservador e acusado de corrupção; 3) e a luta contra a terceirização, que ainda não foi encerrada. Ao retomar o histórico de mobilizações da categoria contra o PL 4.330 e o PLC 30, Jair frisou que não há outra alternativa que não a mobilização permanente.

    Análise de conjuntura

    A análise de conjuntura ficou por conta da presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. A dirigente sindical iniciou sua fala ressaltando que Michel Temer, enquanto governo ilegítimo, está implementando um projeto de Estado que foi rechaçado nas urnas em 2014. “Basta analisar algumas medidas já tomadas para que fique claro todos os prejuízos que teremos caso não façamos a resistência”, destacou.

    Juvandia apresentou algumas dessas medidas – como a limitação dos gastos públicos, a descapitalização do BNDES, a extinção do fundo soberano e as tentativas de reformar a previdência e limitar a atuação da Petrobras no pré-sal – e analisou a composição dos Ministérios. Ao final, concluiu que Temer pretende flexibilizar os direitos trabalhistas, regulamentar a terceirização e, com isso, atacar diretamente a classe trabalhadora.

    “Trata-se de um momento importante para avaliarmos nossa atuação e refazermos nossas estratégias. Mais do que nunca, precisamos de unidade, pois, somente assim, conseguiremos debater e aprovar em nossos fóruns a luta por nenhum direito a menos”, afirmou Juvandia. “Precisamos ainda preparar os trabalhadores para fazer a resistência, se não, vamos perder muito, tanto enquanto trabalhadores – tendo nossos direitos rebaixados – como brasileiros, com nosso patrimônio público sendo entregue”, finalizou.

    Por bancos
    No sábado (04), os trabalhadores do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do HSBC, do Itaú e do Bradesco se dividiram para debater as demandas específicas por banco. Após as discussões, foram definidas as propostas a serem encaminhadas para os encontros nacionais, bem como eleitos os delegados representantes para cada fórum.

    No Banco do Brasil, foram debatidos os temas remuneração, condições de trabalho, Cassi (saúde pública e suplementar), organização do movimento, Sistema Financeiro Nacional e Previ (previdência pública e complementar). Já os bancários da caixa discutiram sobre saúde do trabalhador, condições de trabalho, Saúde Caixa, GDP, Funcef, aposentados, Prevhab, Caixa 100% pública, contratação, Sipon, jornada, isonomia, carreira e reestruturação.

    No HSBC estiveram em debate os temas direitos, benefícios, manutenção do emprego, remuneração e concentração/incorporação. No Itaú, emprego, novas tecnologias, agências digitais, saúde, condições de trabalho, segurança e remuneração. E no Bradesco, emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e novas tecnologias.

    Por: Renata Ortega

    Fonte: SEEB Curitiba

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