fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 15:44 Sem categoria

Entrevista com Jacy Afonso de Melo

Jacy Afonso de Melo, secretário nacional de finanças da CUT “Será um ano de luta, mas não é por causa do governo e da eleição que a CUT e seus sindicatos filiados vão deixar de cumprir com seu papel de lutar em defesa dos trabalhadores”

Ao que tudo indica, 2006 será um ano de muita luta e atividade para o movimento sindical. Além das datas-base, greves e das tradicionais atividades, as eleições e o 8º Congresso Nacional da CUT, que acontece de 06 a 09 de junho, prometem agitar ainda mais o cotidiano da classe trabalhadora. Para falar sobre esses dois assuntos o Informa CUT-Paraná entrevistou o secretário nacional de finanças da CUT, Jacy Afonso de Melo. Confira:

Informa CUT-PR – Em ano de Congresso é normal que o número de entidades filiadas interessadas em fazer acordo de suas dívidas perante a Central aumente de forma considerável. Como esse processo Altera a rotina da secretaria de finanças?

Jacy – Primeiro a CUT quer que todos seus sindicatos possam participar do Congresso. Nós, dirigentes cutistas, queremos aumentar o número de entidades filiadas e queremos que elas paguem a Central, da mesma forma que é impossível o sindicato viver sem a mensalidade de seus associados. A CUT tinha uma política que funcionava da seguinte forma: o sindicato não pagava regularmente a CUT, chega à véspera do Congresso a Central fazia um desconto para que o máximo de entidades pudessem participar. Isso acabava se tornando um incentivo aos sindicatos não pagarem pontualmente a CUT. A partir de 2003, quando assumiu a nova direção da CUT, da qual me deram a tarefa de ser o secretário de finanças, não temos concedido desconto. Só recebem algum desconto aqueles sindicatos que não participaram do último Concut, alguns com débitos de até dez anos. Então, queremos fazer uma política permanente de finanças, inclusive com débito automático com algumas entidades. Sem dúvida nenhuma, véspera de Congresso aumenta a rotina e sobrecarrega os tesoureiros estaduais, mas isso é uma tarefa árdua que temos prazer em executar, porque estamos recebendo recursos das entidades para ser colocado na luta.

Informa CUT-PR – Qual é a orientação para as entidades que estão em situação financeira irregular com a CUT?

Jacy – O Estatuto da CUT coloca que os sindicatos têm que estar em dia com a CUT. São dois prazos. Para aquela entidade que está com atraso de um ou dois meses, a data para a quitação desse débito é 20 de fevereiro. Já aqueles com débito de um, dois, três anos de atraso, têm até o dia 8 de fevereiro para aderir à proposta de parcelamento até dezembro.

É importante lembrar que as entidades com a intenção de aumentar o número de sócios no cadastro da CUT, comum nessa época de Congresso, terão que fazê-lo também no valor da mensalidade. Se um sindicato tinha mil filiados, passou a ter 1,5 mil, nós entendemos que houve um crescimento de 50% no número de associados e também haverá um reajuste de 50% no valor da mensalidade.

Informa CUT-PR – Existe uma estimativa de quantas entidades estarão aptas a participarem do Congresso?

Jacy – Esse dado nós teremos no decorrer de fevereiro. Temos a expectativa de que o número de sindicatos que vão participar do 9º ConCUT será superior ao do 8º, em 2003. Apesar de, infelizmente, alguns sindicatos terem se desfiliado da CUT, o número de entidades que se filiaram ainda é superior.

Informa CUT-PR – As entidades que pretendem encaminhar sua filiação à CUT ainda no começo deste ano poderão participar do Congresso?

Jacy – Sim, mas o prazo para encaminhar toda documentação também é 20 de fevereiro, que é a data para quitação, informação de número de sócios, e de reconhecimento de oposição, pois temos sindicatos aonde existem direções que não são filiadas e um grupo de oposição defende a bandeira da Central Única dos Trabalhadores.

Após essa data, a CUT publica o número de entidades em dia, quais são as oposições reconhecidas, qual o número de delegados, para que todo mundo, todas as correntes políticas que atuam no interior da Central tenham as mesmas informações referentes ao Congresso.

Informa CUT-PR – Em função do Congresso da CUT e das eleições, 2006 promete ser um ano extremamente agitado. Qual é a sua expectativa quanto aos acontecimentos que virão?

Jacy – O governo do presidente Lula, independentemente das nossas avaliações, facilitou e valorizou a interlocução com o movimento sindical. Então hoje existem várias atividades no movimento sindical, na sociedade, conferências de saúde, de meio ambiente, das cidades, enfim, espaços democráticos para os sindicatos participarem. É um governo que valoriza o debate via às entidades sindicais. Um exemplo é o acordo fechado entre as centrais e o governo sobre o reajuste do salário mínimo, que foi de 16.62%. Trata-se do maior aumento dos últimos 20 anos, e vai ser a maior remuneração anual aos trabalhadores dos últimos 40 anos. Além da correção da tabela do Imposta de Renda em 8%. Ainda o presidente Lula assegurou, durante a audiência que tivemos com ele, que será zerada a inflação sobre a tabela em sua gestão. Não será deixado nenhum resíduo. Na verdade, Fernando Henrique Cardoso, durante oito anos, alterou a tabela duas vezes e deixou uma diferença muito grande entre a correção da tabela e a taxa de inflação registrada no período em que esteve à frente da nação.

Então, nas eleições teremos uma intensa participação dos trabalhadores. Acho que está claro que a eleição do presidente Lula e a credibilidade que a nossa nação tem na política externa hoje está fazendo uma América Latina com outras características. Foi mantida, por uma política do governo Lula de estabilidade na América do Sul, a governabilidade e o mandato do presidente Chávez, e agora a eleição da médica socialista Michelle Bachelet à presidência do Chile, um país extremamente conservador. E também a eleição de Evo Moralles na Bolívia, onde pela primeira vez um indígena assume a presidência do país, que, aliás, tem a maioria da população descendente de índios.

Portanto, será um ano de luta, mas não é por causa do governo e da eleição que a CUT e seus sindicatos filiados vão deixar de cumprir com seu papel de lutar em defesa dos trabalhadores, seja da iniciativa privada ou do setor público, do trabalhador organizado ou não, com carteira assinada ou não. Dessa forma, a CUT, junto com outras entidades, vão procurar melhorar as condições de vida do trabalhador e da trabalhadora brasileira.

Fonte: CUT-PR

Por 15:44 Notícias

Entrevista com Jacy Afonso de Melo

Jacy Afonso de Melo, secretário nacional de finanças da CUT “Será um ano de luta, mas não é por causa do governo e da eleição que a CUT e seus sindicatos filiados vão deixar de cumprir com seu papel de lutar em defesa dos trabalhadores”
Ao que tudo indica, 2006 será um ano de muita luta e atividade para o movimento sindical. Além das datas-base, greves e das tradicionais atividades, as eleições e o 8º Congresso Nacional da CUT, que acontece de 06 a 09 de junho, prometem agitar ainda mais o cotidiano da classe trabalhadora. Para falar sobre esses dois assuntos o Informa CUT-Paraná entrevistou o secretário nacional de finanças da CUT, Jacy Afonso de Melo. Confira:
Informa CUT-PR – Em ano de Congresso é normal que o número de entidades filiadas interessadas em fazer acordo de suas dívidas perante a Central aumente de forma considerável. Como esse processo Altera a rotina da secretaria de finanças?
Jacy – Primeiro a CUT quer que todos seus sindicatos possam participar do Congresso. Nós, dirigentes cutistas, queremos aumentar o número de entidades filiadas e queremos que elas paguem a Central, da mesma forma que é impossível o sindicato viver sem a mensalidade de seus associados. A CUT tinha uma política que funcionava da seguinte forma: o sindicato não pagava regularmente a CUT, chega à véspera do Congresso a Central fazia um desconto para que o máximo de entidades pudessem participar. Isso acabava se tornando um incentivo aos sindicatos não pagarem pontualmente a CUT. A partir de 2003, quando assumiu a nova direção da CUT, da qual me deram a tarefa de ser o secretário de finanças, não temos concedido desconto. Só recebem algum desconto aqueles sindicatos que não participaram do último Concut, alguns com débitos de até dez anos. Então, queremos fazer uma política permanente de finanças, inclusive com débito automático com algumas entidades. Sem dúvida nenhuma, véspera de Congresso aumenta a rotina e sobrecarrega os tesoureiros estaduais, mas isso é uma tarefa árdua que temos prazer em executar, porque estamos recebendo recursos das entidades para ser colocado na luta.
Informa CUT-PR – Qual é a orientação para as entidades que estão em situação financeira irregular com a CUT?
Jacy – O Estatuto da CUT coloca que os sindicatos têm que estar em dia com a CUT. São dois prazos. Para aquela entidade que está com atraso de um ou dois meses, a data para a quitação desse débito é 20 de fevereiro. Já aqueles com débito de um, dois, três anos de atraso, têm até o dia 8 de fevereiro para aderir à proposta de parcelamento até dezembro.
É importante lembrar que as entidades com a intenção de aumentar o número de sócios no cadastro da CUT, comum nessa época de Congresso, terão que fazê-lo também no valor da mensalidade. Se um sindicato tinha mil filiados, passou a ter 1,5 mil, nós entendemos que houve um crescimento de 50% no número de associados e também haverá um reajuste de 50% no valor da mensalidade.
Informa CUT-PR – Existe uma estimativa de quantas entidades estarão aptas a participarem do Congresso?
Jacy – Esse dado nós teremos no decorrer de fevereiro. Temos a expectativa de que o número de sindicatos que vão participar do 9º ConCUT será superior ao do 8º, em 2003. Apesar de, infelizmente, alguns sindicatos terem se desfiliado da CUT, o número de entidades que se filiaram ainda é superior.
Informa CUT-PR – As entidades que pretendem encaminhar sua filiação à CUT ainda no começo deste ano poderão participar do Congresso?
Jacy – Sim, mas o prazo para encaminhar toda documentação também é 20 de fevereiro, que é a data para quitação, informação de número de sócios, e de reconhecimento de oposição, pois temos sindicatos aonde existem direções que não são filiadas e um grupo de oposição defende a bandeira da Central Única dos Trabalhadores.
Após essa data, a CUT publica o número de entidades em dia, quais são as oposições reconhecidas, qual o número de delegados, para que todo mundo, todas as correntes políticas que atuam no interior da Central tenham as mesmas informações referentes ao Congresso.
Informa CUT-PR – Em função do Congresso da CUT e das eleições, 2006 promete ser um ano extremamente agitado. Qual é a sua expectativa quanto aos acontecimentos que virão?
Jacy – O governo do presidente Lula, independentemente das nossas avaliações, facilitou e valorizou a interlocução com o movimento sindical. Então hoje existem várias atividades no movimento sindical, na sociedade, conferências de saúde, de meio ambiente, das cidades, enfim, espaços democráticos para os sindicatos participarem. É um governo que valoriza o debate via às entidades sindicais. Um exemplo é o acordo fechado entre as centrais e o governo sobre o reajuste do salário mínimo, que foi de 16.62%. Trata-se do maior aumento dos últimos 20 anos, e vai ser a maior remuneração anual aos trabalhadores dos últimos 40 anos. Além da correção da tabela do Imposta de Renda em 8%. Ainda o presidente Lula assegurou, durante a audiência que tivemos com ele, que será zerada a inflação sobre a tabela em sua gestão. Não será deixado nenhum resíduo. Na verdade, Fernando Henrique Cardoso, durante oito anos, alterou a tabela duas vezes e deixou uma diferença muito grande entre a correção da tabela e a taxa de inflação registrada no período em que esteve à frente da nação.
Então, nas eleições teremos uma intensa participação dos trabalhadores. Acho que está claro que a eleição do presidente Lula e a credibilidade que a nossa nação tem na política externa hoje está fazendo uma América Latina com outras características. Foi mantida, por uma política do governo Lula de estabilidade na América do Sul, a governabilidade e o mandato do presidente Chávez, e agora a eleição da médica socialista Michelle Bachelet à presidência do Chile, um país extremamente conservador. E também a eleição de Evo Moralles na Bolívia, onde pela primeira vez um indígena assume a presidência do país, que, aliás, tem a maioria da população descendente de índios.
Portanto, será um ano de luta, mas não é por causa do governo e da eleição que a CUT e seus sindicatos filiados vão deixar de cumprir com seu papel de lutar em defesa dos trabalhadores, seja da iniciativa privada ou do setor público, do trabalhador organizado ou não, com carteira assinada ou não. Dessa forma, a CUT, junto com outras entidades, vão procurar melhorar as condições de vida do trabalhador e da trabalhadora brasileira.
Fonte: CUT-PR

Close