A maioria das crianças atendidas pelo programa Bolsa Família faz hoje três refeições ou mais ao dia. Nas casas onde há crianças, o consumo de leite é maior e têm um cardápio mais diversificado que inclui frutas, biscoitos e macarrão. Esses são dados verificados em levantamento feito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome. O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do governo federal, atingindo cerca de 9,2 milhões de lares carentes no país.
O estudo mostra também melhoria na qualidade da alimentação e aumento na quantidade dos produtos consumidos pelo grupo familiar beneficiário do programa. Das crianças atendidas pelo programa, cerca de 94,2% fazem três refeições diárias. E o consumo de leite aumentou, atingindo 70% das famílias.
Na visão dos beneficiários, a variedade e a quantidade dos alimentos consumidos melhoraram muito após o recebimento dos recursos. A mudança foi mencionada por 73,3% dos entrevistados. Conforme a pesquisa, os entrevistados disseram que os principais alimentos que faltavam na mesa das famílias eram as frutas (26,4%) e as carnes (26,2%), seguidos de legumes e verduras.
De acordo com a pesquisa, independentemente do valor do benefício recebido, quando a família tem crianças, o consumo de leite é maior entre 65% a 70%. Com as famílias sem crianças o consumo fica em torno de 38% a 48%. A aquisição de macarrão, pão, biscoito e frutas é maior entre as famílias que têm crianças para a faixa de recebimento mensal do benefício acima de R$ 80. Das crianças beneficiadas pelo Bolsa Família, 84% fazem pelo menos uma refeição na escola.
Melhor distribuição de renda
Um estudo divulgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detectou expressivo impacto do aumento do salário mínimo e do Bolsa-Família sobre a desigualdade social. Já um estudo do IBGE revela que a desigualdade social atingiu o menor nível desde o Censo realizado em 1960. Intitulado Crescimento Pró-Pobre: O Paradoxo Brasileiro, o estudo do instituto, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad – IBGE), com dados de 2004, e indica que o país vem avançando desde o início da década na redução das desigualdades entre pobres e ricos.
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em parceria com pesquisadores do International Poverty Centre da Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que, em 2004, a renda média do brasileiro cresceu 3,6%, enquanto a renda dos mais pobres chegou a crescer 14,1%. De acordo com o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, o levantamento mostra que a queda da desigualdade ocorrida em 2004 dá seqüência a uma tendência de melhora na distribuição de renda que vem ocorrendo desde 2001.
Editado pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Nº 445 – Brasília, 12 de junho de 2006.
Notícias recentes
- Lula abre 4 pontos e vence Flávio Bolsonaro no segundo turno, diz pesquisa BTG/ Nexus; veja a íntegra
- Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano
- Caixa segue sem responder propostas de proteção às mulheres vítimas de violência e é cobrada por respeito à negociação
- Financial Times: Dark Horse é “comédia de erros” e tem aprovação de Bannon
- Desenrola Brasil: uso do FGTS para pagar dívidas começa nesta segunda
Comentários
Por Mhais• 14 de junho de 2006• 11:22• Sem categoria
Estudo mostra que crianças do Bolsa Família fazem três refeições ao dia
A maioria das crianças atendidas pelo programa Bolsa Família faz hoje três refeições ou mais ao dia. Nas casas onde há crianças, o consumo de leite é maior e têm um cardápio mais diversificado que inclui frutas, biscoitos e macarrão. Esses são dados verificados em levantamento feito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome. O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do governo federal, atingindo cerca de 9,2 milhões de lares carentes no país.
O estudo mostra também melhoria na qualidade da alimentação e aumento na quantidade dos produtos consumidos pelo grupo familiar beneficiário do programa. Das crianças atendidas pelo programa, cerca de 94,2% fazem três refeições diárias. E o consumo de leite aumentou, atingindo 70% das famílias.
Na visão dos beneficiários, a variedade e a quantidade dos alimentos consumidos melhoraram muito após o recebimento dos recursos. A mudança foi mencionada por 73,3% dos entrevistados. Conforme a pesquisa, os entrevistados disseram que os principais alimentos que faltavam na mesa das famílias eram as frutas (26,4%) e as carnes (26,2%), seguidos de legumes e verduras.
De acordo com a pesquisa, independentemente do valor do benefício recebido, quando a família tem crianças, o consumo de leite é maior entre 65% a 70%. Com as famílias sem crianças o consumo fica em torno de 38% a 48%. A aquisição de macarrão, pão, biscoito e frutas é maior entre as famílias que têm crianças para a faixa de recebimento mensal do benefício acima de R$ 80. Das crianças beneficiadas pelo Bolsa Família, 84% fazem pelo menos uma refeição na escola.
Melhor distribuição de renda
Um estudo divulgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detectou expressivo impacto do aumento do salário mínimo e do Bolsa-Família sobre a desigualdade social. Já um estudo do IBGE revela que a desigualdade social atingiu o menor nível desde o Censo realizado em 1960. Intitulado Crescimento Pró-Pobre: O Paradoxo Brasileiro, o estudo do instituto, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad – IBGE), com dados de 2004, e indica que o país vem avançando desde o início da década na redução das desigualdades entre pobres e ricos.
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em parceria com pesquisadores do International Poverty Centre da Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que, em 2004, a renda média do brasileiro cresceu 3,6%, enquanto a renda dos mais pobres chegou a crescer 14,1%. De acordo com o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, o levantamento mostra que a queda da desigualdade ocorrida em 2004 dá seqüência a uma tendência de melhora na distribuição de renda que vem ocorrendo desde 2001.
Editado pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Nº 445 – Brasília, 12 de junho de 2006.
Deixe um comentário