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EX-DIRETOR DO BANESTADO É PRESO PELA 2.ª VEZ APÓS AMEAÇAR JUIZ

Conversa entre acusado e Pires Neto foi obtida por meio de escuta autorizada pela Justiça
Curitiba – O ex-diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado, Alaor Alvim Pereira, foi preso ontem pela segunda vez este ano.
Ele é um dos acusados de envolvimento no esquema de remessa ilegal de US$ 1,9 bilhão ao exterior por meio de contas CC-5, entre 1996 e 1997. Desta vez, Pereira foi preso sob acusação de fazer ameaças ao juiz da 2.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Sérgio Moro.
As ameaças foram gravadas a partir de grampos telefônicos autorizados pela Justiça na casa de outra pessoa acusada de participar do esquema de evasão de divisas. O teor das gravações é mantido em sigilo.
Alaor Alvin Pereira foi preso no momento em que prestava depoimento na Justiça Federal. O advogado dele, Francisco de Assis do Rego Monteiro Rocha, diz que a conversa de seu cliente “não passa de um desabafo”. “Foi um desabafo, em um momento que estava inconformado e não disse que ia matar, mas sim que eles deviam morrer.”
Grampo
O diálogo grampeado foi com Gabriel Nunes Pires Neto, que já havia sido detido por envolvimento no esquema das contas CC-5.
Além das ameaças ao juiz, Pereira é apontado como um “risco às testemunhas” e à continuidade do processo.
O ex-diretor havia sido detido no início de fevereiro, numa leva de cinco mandados de prisão emitidos pelo mesmo juiz.
Em transcrição da fita gravada, Alvim Pereira reclama das buscas que a força-tarefa que investiga o caso Banestado – integrada pelos procuradores da República ameaçados, pela Polícia Federal e pela Justiça Federal – fez em sua casa e em uma chácara de sua propriedade e afirma estar disposto a fugir para não acabar em “uma penitenciária”.
Logo a seguir, afirma a seu interlocutor: “Juiz, promotor, tudo… eu devia matar esses caras…”. Contestado por seu interlocutor, que afirma que não se deve matar ninguém, o ex-diretor do Banestado diz: “Mas eu vou, eu vou!”.
Ilegalidades
Três advogados entraram ontem com um pedido na seccional-PR da Ordem dos Advogados do Brasil requerendo um observador do Conselho Federal da OAB para acompanhar a audiência de amanhã na 2.ª Vara.
Eles respondem por parte dos 25 acusados no esquema das contas CC-5 do Banestado. O advogado Rolf Koerner Júnior, um dos autores do pedido, disse que há uma série de ilegalidades sendo cometidas na 2.ª Vara.
Entre elas, Koerner cita “prisões ilegais e abusivas, o uso de provas ilícitas para fazer as prisões, depoimentos fora dos autos, falta de garantia aos advogados para o exercício de suas atividades”.
Mauri König e agências

Por 10:30 Sem categoria

EX-DIRETOR DO BANESTADO É PRESO PELA 2.ª VEZ APÓS AMEAÇAR JUIZ

Conversa entre acusado e Pires Neto foi obtida por meio de escuta autorizada pela Justiça

Curitiba – O ex-diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado, Alaor Alvim Pereira, foi preso ontem pela segunda vez este ano.

Ele é um dos acusados de envolvimento no esquema de remessa ilegal de US$ 1,9 bilhão ao exterior por meio de contas CC-5, entre 1996 e 1997. Desta vez, Pereira foi preso sob acusação de fazer ameaças ao juiz da 2.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Sérgio Moro.

As ameaças foram gravadas a partir de grampos telefônicos autorizados pela Justiça na casa de outra pessoa acusada de participar do esquema de evasão de divisas. O teor das gravações é mantido em sigilo.

Alaor Alvin Pereira foi preso no momento em que prestava depoimento na Justiça Federal. O advogado dele, Francisco de Assis do Rego Monteiro Rocha, diz que a conversa de seu cliente “não passa de um desabafo”. “Foi um desabafo, em um momento que estava inconformado e não disse que ia matar, mas sim que eles deviam morrer.”

Grampo

O diálogo grampeado foi com Gabriel Nunes Pires Neto, que já havia sido detido por envolvimento no esquema das contas CC-5.

Além das ameaças ao juiz, Pereira é apontado como um “risco às testemunhas” e à continuidade do processo.

O ex-diretor havia sido detido no início de fevereiro, numa leva de cinco mandados de prisão emitidos pelo mesmo juiz.

Em transcrição da fita gravada, Alvim Pereira reclama das buscas que a força-tarefa que investiga o caso Banestado – integrada pelos procuradores da República ameaçados, pela Polícia Federal e pela Justiça Federal – fez em sua casa e em uma chácara de sua propriedade e afirma estar disposto a fugir para não acabar em “uma penitenciária”.

Logo a seguir, afirma a seu interlocutor: “Juiz, promotor, tudo… eu devia matar esses caras…”. Contestado por seu interlocutor, que afirma que não se deve matar ninguém, o ex-diretor do Banestado diz: “Mas eu vou, eu vou!”.

Ilegalidades

Três advogados entraram ontem com um pedido na seccional-PR da Ordem dos Advogados do Brasil requerendo um observador do Conselho Federal da OAB para acompanhar a audiência de amanhã na 2.ª Vara.

Eles respondem por parte dos 25 acusados no esquema das contas CC-5 do Banestado. O advogado Rolf Koerner Júnior, um dos autores do pedido, disse que há uma série de ilegalidades sendo cometidas na 2.ª Vara.

Entre elas, Koerner cita “prisões ilegais e abusivas, o uso de provas ilícitas para fazer as prisões, depoimentos fora dos autos, falta de garantia aos advogados para o exercício de suas atividades”.

Mauri König e agências

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