São Paulo – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou hoje uma pesquisa realizada junto a 56 instituições financeiras, que projeta a variação de diferentes indicadores da economia brasileira nos próximos dois anos. Para os associados da Febraban, a meta de inflação do Banco Central (BC), não deve ser atingida neste ano. A estimativa mostra uma IPCA em 5,75%. O IPC-Fipe deve fechar o ano em 5,43% e o IGP-M em 6,64%. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC neste ano é de 5,1%.
Os bancos que participaram do estudo estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve manter um crescimento razoável nos próximos dois anos. Para 2005, a projeção é de um crescimento de 3,61%, enquanto, em 2006, o ritmo deve se acelerar e o indicador pode subir para 3,64%.
Nos diferentes setores da economia, as estimativas também apontam uma expansão consistente. No agronegócio, indústria e serviços, o crescimento projetado para este ano é de, 3,99%, 4,4% e 2,9%, respectivamente.
A taxa de juros básica (Selic), segundo as instituições consultadas, deve fechar o ano em 16% ao ano, o que sugere uma queda de 1,75 ponto porcentual em relação ao atual patamar de juros, em 17,75% ao ano.
As instituições ouvidas nas pesquisa também projetam uma valorização para o dólar no Brasil. De acordo com o estudo, as projeções apontaram para uma taxa de câmbio de R$ 2,94 em dezembro e de R$ 3,09, no mesmo período de 2006.
Fonte: O Estadão – Thiago Velloso
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