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FETEC-CUT-PR participa de Seminário sobre Economia Solidária em Floripa

Com o advento das políticas socioeconômicas de inserção dos trabalhadores informais na relação de consumo, um dos projetos que mais se desenvolveram no Brasil nos últimos anos é a economia solidária. No último final de semana (16 a 19), empreendedores, entidades de apoio e redes de gestores públicos se reuniram em Florianópolis (SC) no Seminário da Região Sul sobre Economia Solidária. A FETEC-CUT-PR foi uma das entidades que participaram do evento, através da Secretária de Políticas Sociais, Fátima Costamilan (trabalhadora bancária na Caixa).

O seminário é uma das atividades da Agenda Nacional do Fórum Brasileiro de EcoSol, que está sendo desenvolvido em cinco regiões. “Este seminário foi uma espécie de evento preparatório para a implementação das plenárias estaduais, que estarão levantando as principais bandeiras deste projeto”, explicou Fátima, lembrando que em março de 2008, todas as propostas serão discutidas durante a 4a Plenária Nacional de Economia Solidária.

“Até o momento já levantamos cerca de 520 bandeiras e agora, estaremos determinando as principais propostas, observando alguns eixos essenciais”, destacou. O primeiro “eixo” diz respeito à legislação. “O atual modelo de cooperativismo é fruto da ditadura e não propicia, em momento algum, a emancipação do trabalhador como autogestor do seu empreendimento. É preciso uma legislação específica”, argumentou Fátima.

O segundo “eixo” a ser observado na definição das propostas é relacionado à finanças, ou seja, a criação de um sistema financeiro social que atenda a demanda desses trabalhadores, com prazos, taxas e outros serviços alternativos. O terceiro “eixo” trata da formação e capacitação dos trabalhadores. O quarto e um dos mais importantes eixos diz respeito à produção, comercialização e consumo, ou seja, o “coração da ecosol”, com projetos que respeitem o meio ambiente, a cadeia produtiva e o trabalhador rural.

Para Fátima, a participação do movimento sindical no desenvolvimento de projetos relacionados à economia solidária é fundamental, pois segundo ela, os sindicatos possuem, na essência, a luta por uma sociedade mais justa e igualitária. “A sociedade precisa reconhecer que existe hoje uma nova classe de trabalhadores sem carteira assinada e que precisa se organizar em função do natural sistema excludente capitalista. Nós, do movimento sindical precisamos abraçar essa nova classe, ajudando a se organizar e promovendo o desenvolvimento desses trabalhadores”, finalizou.


Por Edson Junior
FETEC-CUT-PR

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