São Paulo – Os bancários devem fazer greve de 24 horas hoje por reajuste salarial. As agências voltam a abrir na quarta, mas os bancários prometem parar por tempo indeterminado de não houver acordo. A orientação de greve é da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que atua em 23 Estados e no Distrito Federal.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) orientou que, se a greve paralisar todo o sistema, os clientes devem utilizar meios alternativos como a internet, telefone e correspondentes bancários.
Quatro Estados já decidiram pela greve (Piauí, Maranhão, Rondônia e Bahia). Os outros 19 e o Distrito Federal fariam assembléias ontem à noite para decidir sobre a paralisação. A expectativa da Contraf é de adesão de todos.
Em Londrina – Uma assembléia realizada ontem à noite aprovou a paralisação. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e região, Geraldo Fausto dos Santos, a intenção era de que a adesão fosse total. Conforme Santos, os funcionários estão revoltados com a decisão dos banqueiros, que não querem negociar com a categoria. A concentração dos funcionários que aderirem à manifestação será em frente à agência do Banco do Brasil, no Calçadão, a partir das 8 horas.
Com a greve, os bancários querem pressionar os bancos a conceder reajuste salarial. Segundo o sindicatos, após mais de 40 dias de negociação, não há proposta que preveja reajuste aos 400 mil bancários do país.
Na semana passada, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região fechou 28 agências no Centro de São Paulo durante 24 horas como forma de alerta.
Assim como outros sindicatos, em São Paulo já ocorreram nos últimos dias paralisações pontuais em determinados bairros da cidade, onde as agências permaneceram fechadas até as 12h.
Os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, além da reposição da inflação e participação maior nos lucros e resultados -de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. No ano passado, quando houve greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados) mínima de 80% do salário mais R$ 800.
As reuniões sobre o reajuste começaram em 10 de agosto e envolveram cinco rodadas de conversação. Um novo encontro entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban acontece amanhã.
Fonte: Folha de Londrina
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