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Fórum Internacional de Software Livre reuniu mais de 7 mil pessoas de 21 países, em Porto Alegre

Mais de 7 mil pessoas participam de discussões sobre software livre

Porto Alegre – Terminou ontem (19) a nona edição do Fórum Internacional de Software Livre, o Fisl 9.0. O evento, que começou no dia 17 em Porto Alegre (RS), reuniu mais de 7 mil participantes de 21 países. Segundo a organização, esta foi a edição com maior número de participantes desde 2000, quando foi realizado o primeiro fórum.

Foram quase 300 palestras e, nesses três dias, professores, estudantes, empresários, pesquisadores e especialistas puderam compartilhar conhecimentos sobre o software livre, além de discutir, divulgar e buscar melhorar essa tecnologia.

O software livre é um programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem restrição.

Usar um programa de computador, com código aberto, significa ter a possibilidade de entender como ele funciona, podendo modificá-lo de acordo com as necessidades do usuário. Em outras palavras, qualquer um pode acessar e alterar a área em que estão registradas as informações que fazem o programa funcionar, o chamado código fonte. Por isso, ele é considerado aberto e livre.

O Fisl permitiu a discussão sobre a potencialidade dessa tecnologia e o seu uso em diversos campos, como na educação, na inclusão digital, no governo e no desenvolvimento das tecnologias da informação, como observou Jon Hall, um dos fundadores do conceito de software livre.

“Empresas, comunidade e governos devem andar juntos e o Brasil é um bom exemplo disso.”

Para ele, o Brasil “é a estrela guia do software livre”.

Devido à possibilidade de se compartilhar conhecimentos, o software livre pode se transformar em ferramenta de exportação de mão-de-obra especializada. Para evitar isso, Hall diz que é preciso desenvolver uma economia baseada na cooperação e competição e fugindo da “escravidão do software”, que é a lógica, de acordo com ele, do software proprietário.

“Você evita a escravidão ao pensar no que está fazendo. Se as pessoas entendem o que estão fazendo, o que está acontecendo, a única escolha lógica será o software livre”, explica.

A Agência Brasil participou da nona edição do Fórum Internacional de Software Livre e preparou uma cobertura especial que você pode conferir no Blog Fisl 9.0, no endereço eletrônico http://www.agenciabrasil.gov.br/blogs/2008/04/15/fisl-9.0.

Por Danielle Almeida – Enviada especial.

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Desenvolvimento de TV digital e prestação de serviços são novidades de fórum

Porto Alegre – Um dos destaques da nona edição do Fórum Internacional de Software Livre (Fisl 9.0) que terminou ontem (19), em Porto Alegre, foi a tecnologia Ginga e seu uso na TV digital.

O Ginga é o único middleware (nome dado a um sistema ou software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre. A novidade é que ele permite mandar vídeos e áudios com alta qualidade, além de enviar dados aos telespectadores, como informação de programação ou informações interativas.

Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do Laboratório de TeleMídia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), defendeu que o Ginga oferece oportunidades não só para emissoras de televisão, agências de notícias ou publicidade e produtoras de audiovisual, mas também para serviços de governo, de instituições financeiras, comércio eletrônico (e-commerce), instituições de ensino a distância, TVs comunitárias e produtoras independentes que tenham interesse em melhorar a interatividade e os serviços.

Durante o evento, foi lançado o Mercado Público Virtual, que reúne, em um único canal, prestadores de serviços das soluções disponibilizadas no Portal do Software Público. A iniciativa é desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento e outros órgãos do governo federal, universidades e associações.

Segundo o gerente de Inovações Tecnológicas da SLTI, Corinto Meffe, no dia 5 de maio, o governo federal vai homologar um cadastro de prestadores de serviços. Meffe diz que, após essa homologação, a idéia é criar uma espécie de agência nacional de treinamento, pois será aberto um cadastro para empresas que ofereçam capacitação na área de desenvolvimento.

O Fisl, que começou no dia 17 em Porto Alegre (RS), reuniu mais de 7 mil participantes de 21 países. Foram quase 300 palestras e, nesses três dias, professores, estudantes, empresários, pesquisadores e especialistas puderam compartilhar conhecimentos sobre o software livre, além de discutir, divulgar e buscar melhorar essa tecnologia.

A Agência Brasil participou da nona edição do Fórum Internacional de Software Livre e preparou uma cobertura especial que você pode conferir no Blog Fisl 9.0.

Por Danielle Almeida – Enviada especial.

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Setor de tecnologia da informação do governo está em fase de regulamentação

Porto Alegre – Está em processo de consulta pública uma instrução normativa que visa regulamentar as contratações e os serviços de tecnologia da informação (TI) do governo federal. O objetivo é diminuir a dependência em relação às empresas e melhorar a qualidade da contratação, segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santana, informou durante a nona edição do Forum Internacional de Software Livre, o Fisl 9.0 (acompanhe o evento pelo blog da Agência Brasil).

Segundo ele, a instrução pode fazer com que os órgãos e os ministérios tenham um plano diretor em informática que oriente e planeje as contratações de forma a possibilitar a participação de diferentes fornecedores. E que o ministério possa ter vários fornecedores, diminuindo o risco de falência de uma empresa ou problemas com softwares proprietários.

Santana diz ainda que a instrução estimula soluções livres, sua publicação e seu compartilhamento através do portal do software público, para evitar que a administração pública compre várias vezes a mesma solução.

Ele cita aqui o Cacic, um software que supervisiona e realiza auditoria nas máquinas do serviço público. O Cacic é hoje uma comunidade com mais de 8 mil pessoas e 500 empresas brasileiras habilitadas para suportar o software, além de ter a participação de oito países e algumas prefeituras latino-americanas, como Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai), segundo ele.

O secretário não faz previsões, mas defende que deve haver redução de custos no caso de o governo buscar contratos baseados na tecnologia de software livre, especialmente em decorrência do maior número de investidores. Santana destaca ainda que a instrução normativa pode “ajudar o gestor a conduzir a administração, mostrar de que forma ele pode fazer uma boa contratação e não deixar o governo preso a uma solução proprietária e a um prestador de serviço”.

Questionado sobre a posição das empresas, o secretário se disse surpreso em ver que a idéia foi bem aceita pela possibilidade de democratizar o acesso aos projetos de governo.

Os interessados em apresentar sugestões podem participar da consulta pública até o dia 25 deste mês. Segundo Santana, o governo espera publicar o documento no dia 20 de maio. Ouça o que disse o secretário.

Por Danielle Almeida Pereira – Enviada especial.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Ícone do software livre destaca em Porto Alegre atividades da Celepar

O 9° Fórum Internacional do Software Livre (FISL) já está superando as expectativas pelo número de participantes, que está próximos dos 7 mil. Dentre esse contingente, um especialista chama a atenção dos jovens participantes do encontro por se tratar do presidente da fundação Linux Intenacional, John Maddog Hall, um ícone no mundo software livre.

Durante sua passagem pelo estande da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), nesta sexta-feira (18), Maddog se mostrou entusiasmado com o discurso feito pelo governador paranaense durante a solenidade de abertura do fórum. “O governador Roberto Requião estabeleceu um novo patamar para as outras pessoas dos outros estados alcançarem”, disse.

Para ele, nos demais Estados há o discurso de que o software livre é bom, mas ele relatou não perceber uma forte interação ou a devolução desse desenvolvimento para a comunidade. Já o Paraná, afirmou, trouxe uma mensagem de que o software livre está proporcionando economia, dando às pessoas acesso a novas tecnologias gerando uma grande contribuição para a comunidade pela devolução destas inovações realizadas. “O software livre vai evoluir muito em um futuro próximo”, afirmou.

Maddog ressaltou a importância do software livre até para viabilizar outros investimentos pelo simples fato da não-necessidade do pagamento de royalties. “Requião não tratou das glórias do software livre, mas sim da economia de dinheiro que ele pode gerar e sobre os projetos viabilizados. A economia possibilitou a aplicação de recursos na construção de novas escolas e na contratação de mais professores para o Estado. Essa foi sua principal mensagem”, disse.

FÓRUM – Maddog falou ainda sobre a importância do Fórum e sobre seu crescimento, em particular no último ano. Ele disse que sua vontade é a de encorajar todos os integrantes de comunidades de software livre para trazer, na próxima edição, dois usuários de softwares proprietários. “Desta forma você pode mostrar a eles o que o software livre pode fazer e garantir na próxima edição 21 mil pessoas aprendendo a plataforma”, argumentou.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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