Adital – A partir de amanhã (11), Assunção, no Paraguai, acolherá o IV Fórum Social Américas (FSA). O evento, que segue até domingo (15), aguarda cerca de 10 mil participantes, entre eles membros de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, além de defensores/as de direitos humanos de todas as partes do mundo, para se engajarem em debates, conferências, atividades do movimento sindical e momentos culturais.
O FSA é um dos múltiplos eventos integrantes do Fórum Social Mundial (FSM), que neste ano completou 10 anos de realização. Seu objetivo é, assim como os demais encontros realizados durante este ano, reunir organizações e movimentos sociais na busca e construção de “um outro mundo possível”.
Um dos objetivos do Fórum é “intensificar a reflexão, realizar um debate democrático de ideias, elaborar propostas, estabelecer um livre intercâmbio de experiências e articular ações eficazes por parte das entidades e dos movimentos da sociedade civil que se oponham ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital ou por qualquer forma de imperialismo”.
Para cumprir com estes objetivos, serão realizadas diversas atividades, entre elas está o painel central “América Latina frente à crise global: ameaças e alternativas”, a ser realizado no dia 12; o painel “Nossos desafios como movimentos: tempos de mudanças e de resistências”, que acontece no dia 13; e a conferência central “Soberanias e integração: Nossa América está a caminho”, prevista para o dia 14.
Está prevista ainda a realização de atividades autogestionadas, que são propostas e organizadas pelas entidades de mulheres, campesinas, ambientais, movimentos por justiça e paz, de trabalhadores, indígenas, frentes populares, além de vários outros grupos participantes do Fórum.
Nesta edição, as atividades do Fórum estarão baseadas nos eixos: 1.Alcances e desafios dos processos de mudança no hemisfério: pós-neoliberalismo, integração, socialismos, Bem Viver / Viver Bem e mudanças civilizatórias; 2.Estratégias de militarização e dominação imperial, e alternativas de resistência dos povos; 3 Defesa e transformação das condições e modos de vida frente ao capitalismo depredador. A Soberania Alimentar como núcleo de novos equilíbrios de vida; 4.As disputas hegemônicas: comunicação, culturas, conhecimentos, educação; 5.Povos e nacionalidades indígenas originárias e afrodescendentes: o desafio da plurinacionalidade; 6. Memória e justiça histórica. Além destes, o FSA terá como eixos transversais: Igualdade de Gênero e Diversidades.
O IV Fórum Social Américas terá início com uma grande marcha, que partirá do Conselho Nacional de Esportes e será encerrada no Centro Cultural El Cabildo com um ato político cultural no final da tarde.
Evento de interesse nacional
No início desta semana, o governo paraguaio declarou o Fórum Social Américas como de interesse nacional. A formulação desta proposta aconteceu mediante o decreto 4841, que esclarece que é de interesse do Poder Executivo “aprofundar a reflexão, o debate democrático de ideias e a formulação de programas”. De acordo com a Direção Geral de Informação da Presidência, o Governo também apoia “o intercâmbio livre de experiências e a articulação de projetos que confluam na construção de uma sociedade pluralistas”.
Mais informações sobre o FSA no site www.forosocialamericas.org
Por Natasha Pitts. Jornalista da Adital.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.
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65 centrais, de 29 países
Tudo pronto para o Fórum Sindical das Américas em Assunção, Paraguai
O movimento sindical do continente se prepara para uma série de atividades no marco do IV Fórum Social Américas (FSA) em Assunção, Paraguai. Incluido no programa está o Fórum Sindical das Américas que se realiza no día 12 de agosto. São aguardados para esta atividade mais de uma centena de lideranças dos trabalhadores da região.
Os eixos do debate no fórum sindical serão a crise e as respostas globais, a democracia nas Américas e as perspectivas regionais desde a perspectiva do mundo do trabalho. O evento é organizado pela Confederação Sindical de Trabalhadores/as das Américas (www.csa-csi.org) entidade a qual se encontram filiadas 65 centrais de 29 países do continente.
O movimento sindical internacional participou em todas as edições anteriores do FSA. Além de entidades de trabalhadores, o fórum sindical conta com a participação de organizações da sociedade civil organizada, movimentos sociais e defensores dos direitos humanos.
As atividades da CSA no Paraguai não se limitam ao Fórum Sindical. No dia 13, acontecerá o Seminário Risco Químico e Mudança Climática. O evento se propõe a discutir ambas temáticas e suas consequências para a classe trabalhadora. Este espaço busca dar continuidade à estratégia sindical frente à cúpula climática de Cancún (COP16) que ocorre em novembro. A outra parte do evento busca discutir o impacto do risco químico à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente.
A CSA também co-organiza o debate “G20 e a resposta neoliberal à crise global”, no dia 13 agosto, às 10h45. O evento conta com a presença da Attac, Rebrip, Owins e Common Frontiers e busca construir estratégias de resistência e alternativas desde os povos no camino até o encontro do G20 en Seúl.
Ainda no tema integração, o movimento sindical do continente promoverá no dia 13, às 14 horas, a oficina “Integração Regional, a crise econômica e a crise dos processos regionais. Perspectivas e chances para a integração dos povos”.
Em outra reunião que antecede o FSA, marcada para os dias 9 e 10 de agosto, a CSA realizará um encontro de comunicadores sindicais, onde será debatida a criação de uma rede de comunicação continental, além de discutir a participação do movimento sindical na mobilização pela democratização da mídia.
Por Alexandre Praça, CSA.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
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Caranava da CUT-PR viajou para Assunção
Nesta terça-feira [10], às 17 horas, os militantes dos movimentos sociais do Paraná partiram rumo a Assunção, no Paraguai, onde participam do Fórum Social das Amérias. A caravana, organizada pela CUT Paraná e Marcha Mundial das Mulheres, saiu de Curitiba.
A orientação é para que os inscritos cheguem com pelo menos meia hora de antecedência.
O Fórum Social das Américas é um importante espaço de debate continental dos movimentos sociais e terá seis eixos temáticos:
Alcance e desafio dos processos de transformação no hemisfério:
– pós-neoliberalismo, integração, socialismo, Bem Viver / Viver Bem e mudanças civilizatórias;
– estratégias de militarização e dominação imperial, e alternativas de resistência dos povos; e
– defesa e transformação das condições e modos de vida frente ao capitalismo depredador. A soberania alimentar como núcleo de novos equilíbrios de vida.
As disputas hegemônicas:
– comunicação, culturas, conhecimentos, educação; e
– povos e nacionalidades indígenas originários e afrodescendentes.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.