Dezenas de oficinas foram realizadas ontem, em diversos pontos de Caracas, com destaque para o Encontro Sindical Mundial, realizado no Hotel Hilton. À tarde, o Iapaz (Instituto de Estudo e Ação pela Paz com Justiça Social), em conjunto com o Sindicato dos Bancários da Bahia, realizou a oficina A Dispersão e as resistências na América Latina, com palestra do sociólogo e professor da UFBA, Gey Espinheira, e pelo deputado estadual Álvaro Gomes, na Escola de Administração da Universidad Central de Venezuela (UCV).
Hoje à tarde, também na UCV, será a vez de o Sindicato dos Bancários da Bahia promover a oficina Bancos, bancários e movimento, que debate as mudanças tecnológicas, de perfil da categoria e as perspectivas para unificação da luta bancária na América Latina.
Emoção na abertura
A marca principal da marcha de abertura do 6º Fórum Social Mundial foi a emoção. Anteontem, às 15h, mais de 60 mil pessoas de organizações de todo o mundo, com cartazes que exibiam protestos dos mais variados, partiram da Plaza das tres gracias em direção ao Paseo Les Próceres. Com muita música e fortes pronunciamentos, a cerimônia teve pontos de grande beleza. A Orquestra de Talentos da Petrobrás, formada por músicos de Natal (RN), foi a primeira a se apresentar, empolgando a multidão com canções da música popular brasileira.
Os pronunciamentos foram unânimes contra a guerra do Iraque, exigindo paz em todo o mundo, contra o imperialismo e os Estados Unidos. Os participantes saudaram os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e o recém empossado Evo Morales, da Bolívia. Chamou atenção a presença de um grande número de organizações norte-americanas, que apresentaram duras críticas ao governo Bush.
A delegação cubana, uma das mais bem organizadas e alegres, protestou contra a possibilidade de libertação do terrorista americano Pousada Carreiros, responsável pela explosão de um avião da Aerolineas Cubanas, em 1976. Os EUA se recusam a extraditar Carreiros para Cuba ou Venezuela. O tema também foi alvo de uma monumental marcha realizada em Havana, no mesmo dia.
A delegação colombiana exigiu uma saída pacífica para o conflito armado no país e pediu que o governo Uribe aceite a proposta de acordo humanitário apresentada por três deputados, que estão, há três anos, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Esta semana, os deputados solicitaram asilo ao governo venezuelano.
Fonte: Seeb Bahia
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Por Mhais• 26 de janeiro de 2006• 13:18• Sem categoria
FSM: Bancários apresentam oficina
Dezenas de oficinas foram realizadas ontem, em diversos pontos de Caracas, com destaque para o Encontro Sindical Mundial, realizado no Hotel Hilton. À tarde, o Iapaz (Instituto de Estudo e Ação pela Paz com Justiça Social), em conjunto com o Sindicato dos Bancários da Bahia, realizou a oficina A Dispersão e as resistências na América Latina, com palestra do sociólogo e professor da UFBA, Gey Espinheira, e pelo deputado estadual Álvaro Gomes, na Escola de Administração da Universidad Central de Venezuela (UCV).
Hoje à tarde, também na UCV, será a vez de o Sindicato dos Bancários da Bahia promover a oficina Bancos, bancários e movimento, que debate as mudanças tecnológicas, de perfil da categoria e as perspectivas para unificação da luta bancária na América Latina.
Emoção na abertura
A marca principal da marcha de abertura do 6º Fórum Social Mundial foi a emoção. Anteontem, às 15h, mais de 60 mil pessoas de organizações de todo o mundo, com cartazes que exibiam protestos dos mais variados, partiram da Plaza das tres gracias em direção ao Paseo Les Próceres. Com muita música e fortes pronunciamentos, a cerimônia teve pontos de grande beleza. A Orquestra de Talentos da Petrobrás, formada por músicos de Natal (RN), foi a primeira a se apresentar, empolgando a multidão com canções da música popular brasileira.
Os pronunciamentos foram unânimes contra a guerra do Iraque, exigindo paz em todo o mundo, contra o imperialismo e os Estados Unidos. Os participantes saudaram os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e o recém empossado Evo Morales, da Bolívia. Chamou atenção a presença de um grande número de organizações norte-americanas, que apresentaram duras críticas ao governo Bush.
A delegação cubana, uma das mais bem organizadas e alegres, protestou contra a possibilidade de libertação do terrorista americano Pousada Carreiros, responsável pela explosão de um avião da Aerolineas Cubanas, em 1976. Os EUA se recusam a extraditar Carreiros para Cuba ou Venezuela. O tema também foi alvo de uma monumental marcha realizada em Havana, no mesmo dia.
A delegação colombiana exigiu uma saída pacífica para o conflito armado no país e pediu que o governo Uribe aceite a proposta de acordo humanitário apresentada por três deputados, que estão, há três anos, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Esta semana, os deputados solicitaram asilo ao governo venezuelano.
Fonte: Seeb Bahia
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