Gazeta Mercantil – Franci Monteles
O presidente do BEM, Reginaldo Brandt, que esteve à frente da instituição durante os três anos e sete meses em que o banco permaneceu federalizado, afirmou que o processo de privatização do banco maranhense foi bastante positivo.
“O banco teve uma precificação adequada, tanto que duas grandes instituições se interessaram em comprá-lo”, observa Brandt. O presidente da instituição destaca ainda que o BEM é uma instituição saneada e organizada.
A privatização do banco gerou descontentamento entre o funcionalismo público do estado. O Sindicato dos Bancários do Maranhão chegou a organizar uma greve para o dia de ontem.
Porém, mal os funcionários chegaram ao local de trabalho, por volta das 8h30 (hora no Maranhão), o BEM já havia sido leiloado em São Paulo, às 9h30 (horário de verão).
“Lula fez em um ano o que Fernando Henrique Cardoso tentou fazer em quase 10”, afirmou o diretor do sindicato, Luís Carlos Oliveira Silva. O Sindicato tinha esperança de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva suspendesse a privatização.
Os funcionários do BEM temem que o novo comprador reduza o quadro de funcionários o número de agências, como fez quando comprou o Banco do Estado do Amazonas.
Mesmo não podendo evitar o leilão, o sindicato ainda aguarda a decisão do Tribunal Regional Federal no Maranhão a respeito da ação de inconstitucionalidade, na qual exige a retirada da cláusula do edital de privatização que assegura a permanência das contas do governo do estado até 2010 no BEM.
O sindicato argumenta que, de acordo com a Constituição, as contas do governo devem permanecer em instituição pública. Um parecer favorável – pensa o sindicato – seria uma forma de fazer com que o Bradesco desistisse da compra.
Notícias recentes
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
- Contraf-CUT lamenta o falecimento do dirigente sindical Daniel Machado Gaio
- A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
- Após estratégias para reduzir os preços da gasolina e do diesel, governo Lula lança pacote para subsidiar o gás de cozinha
- Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Comentários
Por Mhais• 11 de fevereiro de 2004• 10:33• Sem categoria
FUNCIONÁRIOS TEMEM PERDER EMPREGOS
Gazeta Mercantil – Franci Monteles
O presidente do BEM, Reginaldo Brandt, que esteve à frente da instituição durante os três anos e sete meses em que o banco permaneceu federalizado, afirmou que o processo de privatização do banco maranhense foi bastante positivo.
“O banco teve uma precificação adequada, tanto que duas grandes instituições se interessaram em comprá-lo”, observa Brandt. O presidente da instituição destaca ainda que o BEM é uma instituição saneada e organizada.
A privatização do banco gerou descontentamento entre o funcionalismo público do estado. O Sindicato dos Bancários do Maranhão chegou a organizar uma greve para o dia de ontem.
Porém, mal os funcionários chegaram ao local de trabalho, por volta das 8h30 (hora no Maranhão), o BEM já havia sido leiloado em São Paulo, às 9h30 (horário de verão).
“Lula fez em um ano o que Fernando Henrique Cardoso tentou fazer em quase 10”, afirmou o diretor do sindicato, Luís Carlos Oliveira Silva. O Sindicato tinha esperança de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva suspendesse a privatização.
Os funcionários do BEM temem que o novo comprador reduza o quadro de funcionários o número de agências, como fez quando comprou o Banco do Estado do Amazonas.
Mesmo não podendo evitar o leilão, o sindicato ainda aguarda a decisão do Tribunal Regional Federal no Maranhão a respeito da ação de inconstitucionalidade, na qual exige a retirada da cláusula do edital de privatização que assegura a permanência das contas do governo do estado até 2010 no BEM.
O sindicato argumenta que, de acordo com a Constituição, as contas do governo devem permanecer em instituição pública. Um parecer favorável – pensa o sindicato – seria uma forma de fazer com que o Bradesco desistisse da compra.
Deixe um comentário