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Fundos do Banco Rural perdem no ano mais de 35% do patrimônio

SÃO PAULO – O Banco Rural, citado na comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) dos Correios como o banco no qual teriam sido feitos saques das contas do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza para pagamento a parlamentares, acumula apenas neste mês saques de R$ 48,4 milhões em seus fundos de investimento, ou 17,39% de suas carteiras.

No ano, a área de gestão de recursos do banco perde 35,21% do seu patrimônio, ou R$ 110,873 milhões, distribuídos entre os seis fundos: um DI, um de previdência, um de direitos creditórios e três de renda fixa, de acordo com dados do site Fortuna. Por e-mail, a assessoria de imprensa do Banco Rural afirmou que ” os saques fazem parte de uma movimentação normal em valores que não trazem conseqüência para as operações da instituição ” . Os resgates se acentuaram a partir de junho, coincidindo com as denúncias de existência de um suposto ” mensalão ” .

No balanço geral do setor, o comportamento dos fundos em julho mostra que o apetite maior é dos investidores de mais alta renda. Nas categorias mais conservadoras – DI, curto prazo e renda fixa (prefixados) -, enquanto os fundos com aplicação mínima até R$ 5 mil registram resgates de R$ 103 milhões, as carteiras que pedem investimento entre R$ 5 mil e R$ 100 mil receberam R$ 355 milhões em recursos. No segmento de aplicações acima de R$ 100 mil, a captação é de R$ 981 milhões.

A rentabilidade justifica essa procura maior. Enquanto os fundos DI, renda fixa e curto prazo para clientes menores têm rentabilidade de 0,86% no mês, os médios acumulam ganho de 0,95% e os de alta renda, 1,05%, os mais próximos dos juros do CDI (taxa entre bancos e referência da renda fixa) no período: 1,08%.

De acordo com a análise do Fortuna, a semana encerrada em 21 de julho foi dos fundos menores, alguns independentes, voltados para grandes clientes, com captação de R$ 900 milhões. No período, o setor todo recebeu R$ 1,599 bilhão em aplicações, ampliando a captação acumulada no mês para R$ 5,429 bilhões. Os destaques ainda são os fundos DI, com entrada de R$ 2,294 bilhões frente ao R$ 1,735 bilhão dos fundos de renda fixa prefixados, apesar da expectativa quase unânime de queda de juros em breve.

Marcos Duarte, sócio da Polo Capital Management, avalia que tem sido difícil para os gestores de recursos bater os juros do CDI, de 10,10% acumulados neste ano. Mas, apesar de os juros futuros de longo prazo ainda não apontarem forte queda, o gestor acha que as chances de uma queda de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) aumentam com o recrudescimento da crise política.

A decisão teria como base a soma de expectativas do mercado e a busca de popularidade do governo. ” Quando fica patente que há uma ingerência política, o Banco Central é mais conservador, mas o mercado já está contando com isso. ”

Na avaliação de Marco Sudano, sócio da Quantix Investimentos, a maior procura por pequenos gestores independentes está ligada à própria falta de oportunidades que o mercado está vendo de ter retornos altos. No ano, nenhuma categoria de fundos ultrapassa a rentabilidade do CDI. ” Ninguém conseguiu acreditar que a crise fosse demorar tanto para afetar os mercados ” , diz. Boa parte do mau desempenho dos fundos está ligada ao fato de que muitos gestores estavam ” vendidos ” , ou seja apostando no pior. ” O mercado ficou cauteloso, muitos não acreditaram que o dólar, de R$ 2,49 na época, ainda chegaria a bater nos R$ 2,33 ” , diz.

Fonte: Valor Econômico – Felipe Frisch

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Fundos do Banco Rural perdem no ano mais de 35% do patrimônio

SÃO PAULO – O Banco Rural, citado na comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) dos Correios como o banco no qual teriam sido feitos saques das contas do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza para pagamento a parlamentares, acumula apenas neste mês saques de R$ 48,4 milhões em seus fundos de investimento, ou 17,39% de suas carteiras.
No ano, a área de gestão de recursos do banco perde 35,21% do seu patrimônio, ou R$ 110,873 milhões, distribuídos entre os seis fundos: um DI, um de previdência, um de direitos creditórios e três de renda fixa, de acordo com dados do site Fortuna. Por e-mail, a assessoria de imprensa do Banco Rural afirmou que ” os saques fazem parte de uma movimentação normal em valores que não trazem conseqüência para as operações da instituição ” . Os resgates se acentuaram a partir de junho, coincidindo com as denúncias de existência de um suposto ” mensalão ” .
No balanço geral do setor, o comportamento dos fundos em julho mostra que o apetite maior é dos investidores de mais alta renda. Nas categorias mais conservadoras – DI, curto prazo e renda fixa (prefixados) -, enquanto os fundos com aplicação mínima até R$ 5 mil registram resgates de R$ 103 milhões, as carteiras que pedem investimento entre R$ 5 mil e R$ 100 mil receberam R$ 355 milhões em recursos. No segmento de aplicações acima de R$ 100 mil, a captação é de R$ 981 milhões.
A rentabilidade justifica essa procura maior. Enquanto os fundos DI, renda fixa e curto prazo para clientes menores têm rentabilidade de 0,86% no mês, os médios acumulam ganho de 0,95% e os de alta renda, 1,05%, os mais próximos dos juros do CDI (taxa entre bancos e referência da renda fixa) no período: 1,08%.
De acordo com a análise do Fortuna, a semana encerrada em 21 de julho foi dos fundos menores, alguns independentes, voltados para grandes clientes, com captação de R$ 900 milhões. No período, o setor todo recebeu R$ 1,599 bilhão em aplicações, ampliando a captação acumulada no mês para R$ 5,429 bilhões. Os destaques ainda são os fundos DI, com entrada de R$ 2,294 bilhões frente ao R$ 1,735 bilhão dos fundos de renda fixa prefixados, apesar da expectativa quase unânime de queda de juros em breve.
Marcos Duarte, sócio da Polo Capital Management, avalia que tem sido difícil para os gestores de recursos bater os juros do CDI, de 10,10% acumulados neste ano. Mas, apesar de os juros futuros de longo prazo ainda não apontarem forte queda, o gestor acha que as chances de uma queda de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) aumentam com o recrudescimento da crise política.
A decisão teria como base a soma de expectativas do mercado e a busca de popularidade do governo. ” Quando fica patente que há uma ingerência política, o Banco Central é mais conservador, mas o mercado já está contando com isso. ”
Na avaliação de Marco Sudano, sócio da Quantix Investimentos, a maior procura por pequenos gestores independentes está ligada à própria falta de oportunidades que o mercado está vendo de ter retornos altos. No ano, nenhuma categoria de fundos ultrapassa a rentabilidade do CDI. ” Ninguém conseguiu acreditar que a crise fosse demorar tanto para afetar os mercados ” , diz. Boa parte do mau desempenho dos fundos está ligada ao fato de que muitos gestores estavam ” vendidos ” , ou seja apostando no pior. ” O mercado ficou cauteloso, muitos não acreditaram que o dólar, de R$ 2,49 na época, ainda chegaria a bater nos R$ 2,33 ” , diz.
Fonte: Valor Econômico – Felipe Frisch

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