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GANHO COM TARIFAS AUMENTA LUCRO DO UNIBANCO

Aguinaldo Novo
SÃO PAULO. Terceiro maior banco privado do país, o Unibanco anunciou ontem um lucro líquido de R$ 1,052 bilhão em 2003, graças ao aumento da receita com a cobrança de tarifas e à queda da provisão com os chamados devedores duvidosos.
O valor representou aumento de 4,15% em relação ao R$ 1,010 bilhão registrado em 2002. O resultado operacional, que indica o que a instituição efetivamente ganhou com sua atividade antes do desconto dos impostos, apresentou um avanço mais vigoroso — 76%, chegando a R$ 1,906 bilhão.
Desde o ano passado, o Unibanco tem no seu Conselho de Administração dois dos mais importantes nomes da equipe econômica do governo Fernando Henrique: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.
Com esse novo resultado, sobe para R$ 6,744 bilhões o lucro líquido acumulado por uma amostra de 13 bancos que já divulgaram seus balanços, compilada pela consultoria Austin Asis. É 12,32% a mais do que em 2002 (R$ 6,004 bilhões). Até agora, o melhor desempenho foi apresentado pelo Bradesco, maior banco privado do país, cujo lucro pulou de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,3 bilhões.
Pelo balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2003 o Unibanco obteve R$ 2,838 bilhões com a cobrança de tarifas, uma alta de 8,4% sobre 2002. Já o ganho com a compra e venda de títulos públicos foi menor, refletindo a trajetória de queda da Selic (que serve de base para a remuneração desses papéis).
Depois de bater R$ 5,676 bilhões em 2002, o lucro com os juros caiu para R$ 3,087 bilhões. Do lado das despesas, o destaque positivo foi a redução em 20% das provisões para devedores duvidosos, de R$ 1,837 bilhão para R$ 1,455 bilhão.
Mantendo uma política conservadora na concessão de novos empréstimos, a carteira de crédito do Unibanco cresceu apenas 4,4% em 2003. A soma de financiamentos, que era de R$ 26,688 bilhões em dezembro de 2002, ficou pouco acima de R$ 27,9 bilhões no fim de 2003. A aposta inicial da instituição para este ano é de um crescimento entre 25% e 30%, na esteira da esperada recuperação da economia.
— É nossa aposta mais ousada para a carteira de crédito nos últimos quatro anos. Mas é perfeitamente factível, dada a expectativa de crescimento da economia — disse o diretor-executivo do Unibanco, Geraldo Travaglia.

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GANHO COM TARIFAS AUMENTA LUCRO DO UNIBANCO

Aguinaldo Novo

SÃO PAULO. Terceiro maior banco privado do país, o Unibanco anunciou ontem um lucro líquido de R$ 1,052 bilhão em 2003, graças ao aumento da receita com a cobrança de tarifas e à queda da provisão com os chamados devedores duvidosos.

O valor representou aumento de 4,15% em relação ao R$ 1,010 bilhão registrado em 2002. O resultado operacional, que indica o que a instituição efetivamente ganhou com sua atividade antes do desconto dos impostos, apresentou um avanço mais vigoroso — 76%, chegando a R$ 1,906 bilhão.

Desde o ano passado, o Unibanco tem no seu Conselho de Administração dois dos mais importantes nomes da equipe econômica do governo Fernando Henrique: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

Com esse novo resultado, sobe para R$ 6,744 bilhões o lucro líquido acumulado por uma amostra de 13 bancos que já divulgaram seus balanços, compilada pela consultoria Austin Asis. É 12,32% a mais do que em 2002 (R$ 6,004 bilhões). Até agora, o melhor desempenho foi apresentado pelo Bradesco, maior banco privado do país, cujo lucro pulou de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,3 bilhões.

Pelo balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2003 o Unibanco obteve R$ 2,838 bilhões com a cobrança de tarifas, uma alta de 8,4% sobre 2002. Já o ganho com a compra e venda de títulos públicos foi menor, refletindo a trajetória de queda da Selic (que serve de base para a remuneração desses papéis).

Depois de bater R$ 5,676 bilhões em 2002, o lucro com os juros caiu para R$ 3,087 bilhões. Do lado das despesas, o destaque positivo foi a redução em 20% das provisões para devedores duvidosos, de R$ 1,837 bilhão para R$ 1,455 bilhão.

Mantendo uma política conservadora na concessão de novos empréstimos, a carteira de crédito do Unibanco cresceu apenas 4,4% em 2003. A soma de financiamentos, que era de R$ 26,688 bilhões em dezembro de 2002, ficou pouco acima de R$ 27,9 bilhões no fim de 2003. A aposta inicial da instituição para este ano é de um crescimento entre 25% e 30%, na esteira da esperada recuperação da economia.

— É nossa aposta mais ousada para a carteira de crédito nos últimos quatro anos. Mas é perfeitamente factível, dada a expectativa de crescimento da economia — disse o diretor-executivo do Unibanco, Geraldo Travaglia.

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