Dilma: garantir conquistas e consolidar avanços
Serra representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir a atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.
O Brasil já deixou de “estar deitado eternamente em berço esplêndido”. Nos últimos anos, particularmente sob a administração do Presidente Lula, conheceu transformações inéditas em nossa história. Elas se derivaram de um projeto político que decide colocar a nação acima do mercado, que concede centralidade ao social-popular, conseguindo integrar milhões e milhões de pessoas, antes condenadas à exclusão e a morrer antes do tempo. Apesar dos constrangimentos que teve que assumir da macroeconomia neoliberal, não se submeteu aos ditames vindos do FMI, do Banco Mundial e de outras instâncias que comandam o curso da globalização econômica. Abriu um caminho próprio, tão sustentável que enfrentou com sucesso a profunda crise econômico-financeira que dizimou as economias centrais e que devido à escassez crescente de bens e serviços naturais e ao aquecimento global está pondo em xeque a própria reprodução do sistema do capital.
O governo Lula realizou a revolução brasileira no sentido de Caio Prado Jr. no seu clássico A Revolução Brasileira (1966):”Transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população…algo que leve a vida do país por um novo rumo”. As transformações ocorreram, as necessidades mais gerais de comer, morar, trabalhar, estudar e ter luz e saúde foram, em grande parte, realizadas. Rasgou-se um novo rumo ao nosso pais, rumo que confere dignidade sempre negada às grandes maiorias. Lula nunca traiu sua promessa de erradicar a fome e de colocar o acento no social. Sua ação foi tão impactante que foi considerado uma das grandes lideranças mundiais.
Esse inestimável legado não pode ser posto em risco. Apesar dos erros e desvios ocorridos durante seu governo, que importa reconhecer, corrigir e punir, as transformações devem ser consolidadas e completadas. Esse é o significado maior da vitória da candidata Dilma que é portadora das qualidades necessárias para esse “fazimento” continuado do novo Brasil.
Para isso é importante derrotar o candidato da oposição José Serra. Ele representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.
Os ideólogos do PSDB que sustentam Serra consideram como irreversível o processo de globalização pela via do mercado, apesar de estar em crise. Dizem, nele devemos nos inserir, mesmo que seja de forma subalterna. Caso contrário, pensam eles, seremos condenados à irrelevância histórica. Isso aparece claramente quando Serra aborda a política externa. Explicitamente se alinha às potências centrais, imperialistas e militaristas que persistem no uso da violência para resolver os problemas mundiais, ridicularizando o intento do Presidente Lula de fundar uma nova diplomacia baseada no dialogo e na negociação sincera na base do ganha-ganha.
O destino do Brasil, dentro desta opção, está mais pendente das megaforças que controlam o mercado mundial do que das decisões políticas dos brasileiros. A autonomia do Brasil com um projeto próprio de nação, que pode ajudar a humanidade, atribulada por tantos riscos, a encontrar um novo rumo salvador, está totalmente ausente em seu discurso.
Esse projeto neoliberal, triunfante nos 8 anos sob Fernando Henrique Cardoso, realizou feitos importantes, especialmente, na estabilização econômica. Mas fez políticas pobres para os pobre e ricas para os ricos. As políticas sociais não passavam de migalhas. Os portadores do projeto neoliberal são setores ligados ao agronegócio de exportação, as elites econômico-financeiras, modernas no estilo de vida mas conservadores no pensamento, os representantes das multinacionais, sediadas em nosso pais e as forças políticas da modernização tecnológica sem transformações sociais.
Votar em Dilma é garantir as conquistas feitas em favor das grandes maiorias e consolidar um Estado, cuja Presidenta saberá cuidar do povo, pois é da essência do feminino cuidar e proteger a vida em todas as suas formas.
Por Leonardo Boff, que é teólogo e escritor.
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Argumentos pró-Dilma, contra Serra
Há um argumento constante que paira sobre e sob a argumentação demo-tucana: é o de que Serra estaria “melhor preparado” para exercer a presidência. Sem dúvida, ele é mais preparado para privatizar tudo o que encontrar pela frente e para, como lembrou Chico Buarque, falar grosso com a Bolívia e fino com os EUA.
Além das campanhas de medo e terror disseminadas pelo lado mais obscuro da campanha pró-Serra, há um argumento constante que paira sobre e sob a argumentação demo-tucana: é o de que Serra estaria “melhor preparado” para exercer a presidência. Há até quem diga que ele é um “mau candidato” (concordo com esse lado da argumentação), mas que seria um “bom presidente”.
Mas o “melhor preparado” exige uma complementação: melhor preparado para fazer o quê?
Ora, é fácil contextualizar que, sem dúvida, Serra é o melhor preparado para:
1) Privatizar tudo o que encontrar pela frente. Ele foi um dos capitães das privatizações no governo FHC. Os governos do PSDB privatizaram o que puderam em SP; e um dos últimos atos de Serra no governo do estado foi a tentativa de privatizar a Nossa Caixa – felizmente barrada pela ação do governo federal, através do Banco do Brasil (que deverá ser privatizado também, no caso de uma vitória serrista).
2) Como lembrou Chico Buarque no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, Serra é o melhor preparado para falar grosso com a Bolívia, como o próprio candidato já deu prova, e fino com os Estados Unidos. Posso ajuntar: também com o FMI, de cuja tutela escapamos durante o governo Lula. Agora o FMI, em seus relatórios, recomenda que o Brasil diminua a atividade de seus bancos estatais – justamente aquela atividade que nos fez sair rápida e com poucas seqüelas da crise financeira mundial. Mas se Serra for eleito, podemos contar com a obediência firme, segura e nada gradual a essa diretriz da ortodoxia econômica. E a chave das relações internacionais brasileiras não é “falar grosso” ou “falar fino”, mas agir com serenidade e firmeza na defesa dos nossos interesses em todos os planos e com uma estratégia de multi-lateralismo e tratamento igualitário dos múltiplos atores presentes, o que tem sido a marca diferencial, em relação aos anteriores, do governo Lula e da diplomacia liderada também por Celso Amorim.
3) Mas falando em falar grosso e fino, Serra também é o melhor preparado para falar grosso com os movimentos sociais e fino com o “espinhaço do agro-business”, onde teve suas mais expressivas vitórias no primeiro turno. Ele será certamente o melhor preparado para voltar a acelerar o desmatamento da Amazônia, sem falar em jogar outras questões ambientais para debaixo do tapete. Nada mais estranho a questões ambientais do que o PSDB de Serra e o DEM de Índio da Costa.
4) Serra também é o melhor preparado para cercear o crescimento e a atividade da Petrobrás, para fatia-la, e para entregar as reservas do pré-sal e outras que houver às grandes multinacionais do setor, impedindo a sua exploração soberana pelo Brasil, mesmo que com acordos com capitais de outras proveniências. O pré-sal pode se tornar a origem de um grande fundo de investimento social, em educação, saúde, tecnologia, segurança – se for administrado soberanamente (o que não quer dizer isolamento) pelo Brasil, ao invés da política de inserção subordinada ao Ocidente que é a marca da visão de mundo demo-tucana.
5) Serra também já se mostrou o melhor preparado para substituir a política consistente de valorização do salário mínimo e do poder aquisitivo da maioria da população por propostas demagógicas, porque sem lastro, de promessas de aumentos bruscos no setor e nas aposentadorias. É também o melhor preparado para desconstruir políticas sociais de longo alcance e para devolver o que restar de pobres nesse país aos currais eleitorais do DEM, como era antes, ao tempo da hegemonia PSDB/PFL.
6) Serra, que considera “normal” a distribuição de panfletos apócrifos com calúnias à adversária, como os apreendidos em Guarulhos, na gráfica da irmã de um de seus coordenadores de campanha (outro fato “normal”) já se mostrou também o melhor preparado para conceber a liberdade de imprensa e expressão dentro da ótica de “aos amigos tudo, aos inimigos o rigor da lei” – quando não do arbítrio. Afinal foi um dos jornais que apóiam expressamente sua campanha que demitiu uma jornalista reconhecida nacionalmente, por delito de opinião durante essa eleição, além de ter sido a campanha de Serra que pediu o cerceamento da circulação de revista que trazia Dilma na capa – e pediu ainda que isso ficasse oculto – “em segredo de justiça”.
7) Enfim, Serra já se mostrou o melhor preparado para tornar-se uma espécie de biruta de aeroporto em matéria de formulação de políticas, dizendo o que lhe vem à cabeça conforme a circunstância de seu público, sem se preocupar com uma defesa coerente de uma proposta organizada, que é exatamente o que Dilma vez fazendo, com serenidade e determinação, apesar de constantemente difamada e caluniada.
Pode haver muito mais. A idéia central (cujo autor inicial é um amigo meu) é a de sempre inserir entre os argumentos essa pergunta: melhor preparado para o quê?
Por outro lado, nas discussões que vão se seguir, é sempre necessário manter a calma nas argumentações. Haverá provocações, e de todos os tipos. O episódio do rolo de adesivo no Rio de Janeiro é eloqüente: haja o que houver, a responsabilidade por qualquer confronto será sempre atribuída “ao PT” pela mídia conservadora que apóia Serra.
Ademais, o lado mais obscuro que apóia Serra tentou jogar sangue e armas nas mãos de Dilma, falsificando fichas policiais, fotos, dossiês, devido a seu heróico passado de resistência à ditadura. Não conseguiram. Mas certamente alguém deve estar tramando então como jogar sangue nas mãos dela agora, na reta final da campanha. O melhor, para esse tipo de pensamento, seria um cadáver. Mas na falta disso, qualquer gota de sangue serve.
Assim, qualquer confronto deve ser evitado, assim como qualquer provocação deve ser recusada.
Também é bom lembrar o seguinte: a história da quebra de sigilo de tucanos, além de fazer parte das atividades de uma quadrilha de contraventores comuns, sem objetivo político, começou a adquirir tais contornos por seu envolvimento na disputa entre Serra e Aécio, pela candidatura do PSDB. Não houve qualquer envolvimento nem aproveitamento por parte da campanha de Dilma nisso. Erenice, por sua vez, está sendo investigada. Paulo Preto, ao contrário, está sendo protegido. E ainda não se esclareceu até agora que tipo de poder esse Paulo tem sobre Serra, a ponto de poder lhe dirigir uma ameaça através da Folha de S. Paulo. Perguntado sobre o assunto no Jornal Nacional, território
que, em tese, lhe seria propício, Serra fugiu da raia.
É o que costuma fazer quem não tem nada a dizer.
Por Flávio Aguiar, que é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.
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Antes de 31/10 o Brasil espera respostas para 15 questões pontuais
Se a imprensa quisesse teria muito trabalho por realizar. Bastaria ver as muitas matérias interrompidas abruptamente, as notícias sem continuidade, as manchetes anunciando que ontem pela manhã, por volta das 5h45m o mundo acabou.
Pois bem, se a imprensa quisesse… não precisaria ficar se exercitando qual hamster passeando em sua roda-gigante dentro de sua minúscula gaiola… E também não teria que ficar repetido à exaustão que “tudo está indefinido”, que somente com “a abertura das urnas” saberemos alguma coisa (?), que “as pesquisas mostram números ligeiramente alteradíssimos”, que “os votos do PV não são do PV, são de Marina” ou outra variante afirmando que “os votos de Marina não são de Marina são do PV”.
É um festival de coisa morna, que longe de queimar a língua, no máximo lhe fa sentir quão desagradável é a coisa morna, seja leite morno, seja escândalo morno, seja opinião morna, seja notícia morna. A cobertura da imprensa destas eleições presidenciais se alterna entre o frio e o morno e qualquer calorzinho existente parece nascer do lado partidário da imprensa, aquela que mais se autoproclama isenta, independente, acima das ideologias, acima das eternas rusgas entre governo e oposição.
Mas, se a imprensa quisesse teria muito trabalho por realizar. Bastaria ver as muitas matérias interrompidas abruptamente, as notícias sem continuidade, as manchetes anunciando que ontem pela manhã, por volta das 5h45m o mundo acabou. Seria preciso, tão somente, responder, se possível ainda antes do dia 31 de outubro, a questões como as que enuncio a seguir:
1. Porque o avanço do tema aborto cruzava o Brasil como se planasse em céu de brigadeiro e, logo após “a publicação do relato de uma ex-aluna da mulher de Serra dando conta de que ela (Monica), em sala de aula, revelou já ter praticado um aborto” eis que o tema desaparece do noticiário com tal velocidade que até falar da construção da Transamazônica, nos momentos mais dolorosos do governo Médici pareceria notícia com muito mais cheiro de novidade para este segundo turno que a tal difundida questão do aborto?
2. Tendo o tema descriminalização do aborto se levantado como onda de 11 metros, com a informação de que Monica Serra, mulher do candidato a presidência José Serra (PSDB), teria feito um aborto durante o período em que o tucano viveu exilado no Chile e… procedendo de “gente com ficha limpa”: da bailarina e ex-aluna de Monica Serra na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sheila Canevacci Ribeiro… fica a interrogação: cadê o jornalismo investigativo buscando ouvir ao menos mais 5 ou 6 alunas da professora Mõnica, ex-colegas de Sheila Ribeiro sobre o assunto?
3. Porque uma simples nota da Assessoria do PSDB negando o aborto da mulher de seu presidenciável ao invés de deixar a onda se acabar na praia não produziu o que se esperaria de um jornalismo minimamente independente: aumentar o esforço investigativo em torno do caso? Afinal, não era ela que há algumas semanas panfletava em Nova Iguaçu (RJ) bradando que Dilma Rousseff (PT) “é a favor de matar criancinhas”?
4. Porque partiu de um líder católico, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da antes pacata Guarulhos (SP) a encomenda de impressionantes 20 milhões de panfletos, com assinatura de sua entidade-mor, a CNBB, com ataques claros e diretos à candidata da continuidade governista Dilma Rousseff?
5. E se em nota a própria CNBB afasta dos lábios sacerdotais o cálice amargo encontrado em Guarulhos… quem teria autorizado a impressão de sua chancela?
6. Como Dom Bergonzini conseguiu levantar tanto dinheiro para ação tão meritória e tão distante de ser considerada alinhada com as mensagens que há 2.000 anos sopram dos Evangelhos de Lucas, João, Mateus e Marcos?
7. E se não era dinheiro resultante de dízimos e doações de sua própria diocese, de onde viria tão elevada quantia – cerca de algo entre R$ 600 mil a R$ 800 mil – de que casa bancária e de que conta partidária teria sido debitada?
8. E na outra ponta: em que conta da diocese de Guarulhos teria ido parar a dinheirama?
9. Paulo Preto, personagem de outro escândalo levemente noticiado no principal telejornal da tevê brasileira, estaria envolvido com a gráfica demandada por Dom Bergonzini?
10. Quais as ações tanto da Justiça Eleitoral quanto de sua mais operosa agente do Direito, esta que parece trabalhar em três turnos sem qualquer intervalo, – a Procuradora Eleitoral Dra. Sandra Cureau – referentes à impressão desses 20 milhões de folhetos?
11. Porque o governador José Serra considerou “irrelevante” o fato de a dona da gráfica de Guarulhos ser, segundo o jornal Folha de S.Paulo, além de filiada ao PSDB desde 1991 irmã do coordenador de infraestrutura de sua campanha, Sérgio Kobayashi? Não seria o caso de buscar do PSDB “algo mais sólido e consistente” que o banal “irrelevante”?
12. Porque um dos lados, sempre que acusa o outro de grossas inverdades, campanhas subterrâneas de desqualificação, e quando apresenta a ficha corrida de elementos gestores de uma ou de outra campanha, recebe como resposta padrão adjetivos ou frases curtas como “Irrelevante”, “Factóide”, “Não vai dar em nada(sic)” e fica por isso mesmo, dando-se por saciado o interesse jornalístico?
13. Porque outro lado, por mais que refute as acusações, apresente dados, relatos circunstanciados, nome e sobrenomes de meliantes, passa a ser visto pela grande imprensa como “informação não confiável”, “ não publicável” ou daquelas que abastecem o extenso rol das “informações jornalísticas a serem sonegadas”?
14. Porque chefes da editoria de Economia & Finanças dos principais jornais e revistas do país não produzem estudos jornalísticos sobre as conseqüências para o Brasil de um salário mínimo que venha a ser rapidamente catapultado para R$ 600,00 ? Quais as implicações para as contas públicas? Como tal aumento impactaria as contas da sempre combalida e deficitária Previdência?
15. Porque a grande imprensa não convoca economistas de renome e lhes oferece espaço adequado em seus veículos para publicar suas análises sobre o impacto de um aumento de 10% a todos os aposentados do Brasil, logo no primeiro trimestre de 2011? Estaria dentro dos princípios que norteiam a celebrada Lei da Responsabilidade Fiscal?
São pautas para professor de jornalismo algum colocar defeito. Quem, em sã consciência, não teria interesse de ver a equação da informação fechar de forma redonda e completa? Se 5% do louvável esforço da grande imprensa para divulgar o chamado Erenicegate fosse aplicado a responder ao menos 5 das questões acima poderíamos considerar que temos no Brasil uma cobertura eleitoral com nota média acima de 5. Portanto, avaliação regular.
E olha que deixei completamente ao relento a esquizofrênica pauta brandida por presidenciável desejoso de asfaltar formidáveis 4.000 quilômetros da rodovia Transamazônica ligando o Estado da Paraíba ao Estado do Amazonas.
E nem mencionei o surto de amnésia midiática para a missa realizafa em Canindé (CE) quando o celebrante praticamente foi desacatado pelo futuro ex-parlamentar Tasso Jereissati aos brados de “padre petista”. E tudo isso na presença do ex-governador José Serra. O evento cearense tinha ineditismo, raridade, relevância, importância e senso de oportunidade. Mesmo assim deixou de existir para “os senhores telespectadores” e para o decrescente número de leitores da imprensa escrita.
Deixo também às vicissitudes do tempo, chova ou faça sol, a idéia de se construir uma ponte unindo Recife a Fernando de Noronha (545km) ou a opção mais em conta e não menos exótica e espalhafatosa que a construção dessa mesma ponte agora ligando Fernando de Noronha a Natal (340km). Promessas assim só servem para uma coisa: engrossar o folclore político e populista do Brasil.
Por Washington Araújo, que é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email – wlaraujo9@gmail.com
ARTIGOS COLHIDOS NO SÍTIO www.cartamaior.com.br.