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Greve dificulta saques nos caixas automáticos em várias cidades

Bancários alegam falta de segurança e ameaçam parar na região metropolitana de Curitiba

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana ameaça interromper o esquema adotado pelos bancos para abastecimento de dinheiro, comprometido desde a última quinta-feira pela greve dos funcionários das empresas de transporte de valores. Caso constatem falta de segurança, os bancários pretendem organizar uma paralisação nas agências cujo procedimento coloque os trabalhadores em situação de risco. Se for tomada, essa decisão vai agravar ainda mais a situação dos clientes bancários, que ontem já enfrentavam dificuldades para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos da capital e de várias cidades do interior do estado, como Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários, Marisa Stédile, cerca de 200 agências da capital seriam fiscalizadas ontem. A sindicalista descartou, no entanto, a possibilidade de greve geral da categoria em sinal de apoio ao movimento dos vigilantes. “Isso não está nos nossos planos. Só vamos parar caso haja risco para os funcionários”, disse.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) confirmou que as instituições adotam procedimentos próprios para substituir o trabalho do carro-forte e não deixar que falte dinheiro nos caixas. Por medida de segurança, no entanto, a entidade não divulgou como funciona essa operação alternativa.

“Estamos preocupados porque, sem o transporte, há reserva de dinheiro nas agências e o transporte de valores pode estar sendo feito por pessoas sem habilitação, colocando os bancários em risco”, afirma Marisa. Segundo ela, o movimento dos vigilantes tem um impacto maior do que a greve dos bancários, que durou 28 dias no ano passado. “Enquanto os bancos estavam fechados, as pessoas podiam fazer saques em caixas automáticos. Agora, além de faltar dinheiro, há risco de assalto.”

Na agência do Banco do Brasil da Praça Carlos Gomes, no centro da capital, nenhum terminal estava disponível para saque ontem. Um cartaz orientava o cliente a procurar outras agências ou esperar na fila do caixa. A agente de saúde Juramir Costa chegou ao banco uma hora antes da abertura da agência para sacar R$ 200. O dinheiro seria usado para comprar vale-transporte na Urbs, que não aceita cheque ou cartão de débito. “Vou ter que andar mais um pouco até achar um caixa que tenha dinheiro”, reclamava.

O Banco do Brasil recorreu à Justiça ontem para tentar garantir o abastecimento dos caixas automáticos da rede em Curitiba. O banco é responsável pela entrega de dinheiro de apenas sete agências bancárias – Rua Cândido de Leão, Dr. Muricy, Wal Mart Cabral, Avenida Batel e Marechal Deodoro. As demais agências e caixas eletrônicos são abastecidos elas empresas de transporte, que detém as chaves dos equipamentos. “Entramos com uma ação para conseguir essas chaves e não deixar faltar dinheiro”, afirma o superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Edemar Mombach.

Nas agências da Caixa Econômica Federal, o auto-atendimento funcionou parcialmente ontem, apesar de a assessoria de imprensa do banco insistir que a paralisação não afetou o abastecimento de cédulas.

Fonte: Gazeta do Povo – Marcelo Elias

Por 09:28 Notícias

Greve dificulta saques nos caixas automáticos em várias cidades

Bancários alegam falta de segurança e ameaçam parar na região metropolitana de Curitiba
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana ameaça interromper o esquema adotado pelos bancos para abastecimento de dinheiro, comprometido desde a última quinta-feira pela greve dos funcionários das empresas de transporte de valores. Caso constatem falta de segurança, os bancários pretendem organizar uma paralisação nas agências cujo procedimento coloque os trabalhadores em situação de risco. Se for tomada, essa decisão vai agravar ainda mais a situação dos clientes bancários, que ontem já enfrentavam dificuldades para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos da capital e de várias cidades do interior do estado, como Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa.
Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários, Marisa Stédile, cerca de 200 agências da capital seriam fiscalizadas ontem. A sindicalista descartou, no entanto, a possibilidade de greve geral da categoria em sinal de apoio ao movimento dos vigilantes. “Isso não está nos nossos planos. Só vamos parar caso haja risco para os funcionários”, disse.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) confirmou que as instituições adotam procedimentos próprios para substituir o trabalho do carro-forte e não deixar que falte dinheiro nos caixas. Por medida de segurança, no entanto, a entidade não divulgou como funciona essa operação alternativa.
“Estamos preocupados porque, sem o transporte, há reserva de dinheiro nas agências e o transporte de valores pode estar sendo feito por pessoas sem habilitação, colocando os bancários em risco”, afirma Marisa. Segundo ela, o movimento dos vigilantes tem um impacto maior do que a greve dos bancários, que durou 28 dias no ano passado. “Enquanto os bancos estavam fechados, as pessoas podiam fazer saques em caixas automáticos. Agora, além de faltar dinheiro, há risco de assalto.”
Na agência do Banco do Brasil da Praça Carlos Gomes, no centro da capital, nenhum terminal estava disponível para saque ontem. Um cartaz orientava o cliente a procurar outras agências ou esperar na fila do caixa. A agente de saúde Juramir Costa chegou ao banco uma hora antes da abertura da agência para sacar R$ 200. O dinheiro seria usado para comprar vale-transporte na Urbs, que não aceita cheque ou cartão de débito. “Vou ter que andar mais um pouco até achar um caixa que tenha dinheiro”, reclamava.
O Banco do Brasil recorreu à Justiça ontem para tentar garantir o abastecimento dos caixas automáticos da rede em Curitiba. O banco é responsável pela entrega de dinheiro de apenas sete agências bancárias – Rua Cândido de Leão, Dr. Muricy, Wal Mart Cabral, Avenida Batel e Marechal Deodoro. As demais agências e caixas eletrônicos são abastecidos elas empresas de transporte, que detém as chaves dos equipamentos. “Entramos com uma ação para conseguir essas chaves e não deixar faltar dinheiro”, afirma o superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Edemar Mombach.
Nas agências da Caixa Econômica Federal, o auto-atendimento funcionou parcialmente ontem, apesar de a assessoria de imprensa do banco insistir que a paralisação não afetou o abastecimento de cédulas.
Fonte: Gazeta do Povo – Marcelo Elias

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