A greve nacional dos bancários, que completa hoje sete dias, ganhou o reforço de mais capitais a partir de hoje. São os bancários do Piauí, Alagoas, Sergipe, Roraima, Rondônia, Espírito Santo que decidiram ontem à noite aderir à paralisação iniciada na quarta-feira da semana passada. Com as novas adesões, a greve já atinge 24 capitais do país.
Segundo a CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT, o movimento deve se espalhar e chegar também a cidades do interior que ainda não estavam participando da greve.
Ao mesmo tempo em que a greve ganha novos reforços, os bancários tentam retomar hoje a negociação da campanha salarial da categoria com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A próxima rodada de negociação entre as partes está marcada para às 15h. Uma possível contraproposta será colocada em votação numa assembléia também marcada para hoje.
Pelos cálculos da CNB, a greve dos bancários –que têm data-base para reajuste salarial em setembro– mobiliza cerca de 200 mil pessoas no país. Desse total, 25 mil são de São Paulo, Osasco e região.
Os bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial da Fenaban, que ofereceu 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria de 80% do salário mais R$ 705. Eles pedem reposição integral da inflação e mais aumento real de 17,68%, além de PLR de um salário mais R$ 1.200.
JUSTIÇA
O Ministério Público do Trabalho ingressou ontem com dissídio coletivo de greve no TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região (São Paulo). O objetivo do dissídio é pedir o julgamento da greve dos bancários e dessa forma garantir a prestação dos serviços financeiros para a população.
O TRT-SP ainda não marcou a audiência de conciliação entre bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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Por Mhais• 21 de setembro de 2004• 11:22• Sem categoria
Greve dos bancários já atinge 24 capitais do país
A greve nacional dos bancários, que completa hoje sete dias, ganhou o reforço de mais capitais a partir de hoje. São os bancários do Piauí, Alagoas, Sergipe, Roraima, Rondônia, Espírito Santo que decidiram ontem à noite aderir à paralisação iniciada na quarta-feira da semana passada. Com as novas adesões, a greve já atinge 24 capitais do país.
Segundo a CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT, o movimento deve se espalhar e chegar também a cidades do interior que ainda não estavam participando da greve.
Ao mesmo tempo em que a greve ganha novos reforços, os bancários tentam retomar hoje a negociação da campanha salarial da categoria com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A próxima rodada de negociação entre as partes está marcada para às 15h. Uma possível contraproposta será colocada em votação numa assembléia também marcada para hoje.
Pelos cálculos da CNB, a greve dos bancários –que têm data-base para reajuste salarial em setembro– mobiliza cerca de 200 mil pessoas no país. Desse total, 25 mil são de São Paulo, Osasco e região.
Os bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial da Fenaban, que ofereceu 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria de 80% do salário mais R$ 705. Eles pedem reposição integral da inflação e mais aumento real de 17,68%, além de PLR de um salário mais R$ 1.200.
JUSTIÇA
O Ministério Público do Trabalho ingressou ontem com dissídio coletivo de greve no TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região (São Paulo). O objetivo do dissídio é pedir o julgamento da greve dos bancários e dessa forma garantir a prestação dos serviços financeiros para a população.
O TRT-SP ainda não marcou a audiência de conciliação entre bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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