São Paulo – Em protesto diante da falta de proposta para questões específicas, cerca de 500 bancários da Caixa Econômica Federal reuniram-se na Av. Paulista na tarde desta quinta-feira e decidiram pela continuidade da greve por tempo indeterminado.
Além dos trabalhadores de São Paulo, Osasco e região, também estiveram presentes ao ato o dirigente sindical Vágner Castro, representante do Sindicato do ABC; o presidente Luís Carlos dos Santos, de Guarulhos; a presidente Fátima Celin, de Limeira; o também presidente Marcel Barros, de Bragança Paulista e região; além de membros da CUT São Paulo, Contraf, Fetec e Apcef.
Enquanto o ato estava sendo realizado em São Paulo, dirigentes do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa estavam em Brasília aguardando a retomada da negociação com a direção da empresa. Até o final da manifestação, no entanto, a reunião não havia começado.
Os bancários reúnem-se em assembléia novamente nesta sexta-feira, dia 5, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatingüera, 192, Sé). Eles devem decidir se permanecem em greve ou, caso o banco apresente proposta, definir se aceitam.
Greve – Uma das preocupações do Sindicato durante o ato, além de unir ainda mais a categoria, foi esclarecer a importância da paralisação à população. “Estamos aqui lutando por melhores condições de trabalho, pela dignidade dos bancários, mas temos um compromisso com a população, a Caixa é um banco social e sabemos da nossa responsabilidade”, disse a diretora do Sindicato Jackeline Machado.
O número de agências da CEF paralisadas aumentou nesta quinta-feira, mostrando a consolidação da greve. No primeiro dia foram 151 agências fechadas e nesta quinta foram 172. Na zona leste de São Paulo todas as agências pararam – duas mantiveram atendimento parcial. Jackeline agradeceu a presença dos trabalhadores que participaram do ato com faixas, bandeiras e cartazes pedindo isonomia e aumento real: “Parabéns para vocês bancários que acordaram cedo, pararam suas agências e foram às ruas lutar”, disse a diretora do Sindicato.
Antes da votação pela manutenção da greve, os bancários da Caixa Federal vaiaram a direção do banco pela irresponsabilidade de não ter apresentado uma proposta digna até o momento, o que prejudica não só os funcionários, mas a população de todo o país.
Unidade – Em todas as rodas de trabalhadores o assunto era o mesmo: a
manutenção da greve caso a direção do banco não apresente uma proposta justa. “O banco não está levando a gente a sério, e nós somos o banco, nós fazemos tudo funcionar”, disse a bancária de uma agência do Centro. “Não adianta ficar reclamando o ano todo e não fazer nada agora, por isso eu estou, lutando por todos os trabalhadores da CEF”, disse outro bancário.
O encontro foi encerrado com o barulho dos apitos e o coro dos trabalhadores pedindo a continuidade da greve.
Por Gisele Coutinho – 04/10/2007.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.