Brasília – O grande número de mortes causadas pela influenza A (H1N1) – gripe suína, no Brasil, não é um indicativo de que a doença seja mais fatal aqui do que em outros países, afirmou David Mercer, diretor regional do Departamento de Doenças Infecciosas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, em entrevista concedida hoje (2) à Agência Saúde, do Ministério da Saúde.
Para o diretor, um dos fatores que explicam o alto número de óbitos registrados no país é a transparência do governo em divulgar os casos. No Brasil e nos Estados Unidos, que registram os maiores números de mortes em decorrência da influenza A (H1N1) – gripe suína, os governos são transparentes na divulgação dos dados, segundo Mercer.
O diretor considerou acertada a política do Brasil para a indicação do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu), como recomenda a OMS. O remédio é indicado somente para os pacientes com doença respiratória grave, pertencentes a grupos de risco.
Mercer alertou para a possibilidade de escassez de vacina contra a doença, por isso orientou para que os gripos de risco tenham prioridade na imunização. Segundo o diretor da OMS, o Brasil, por sua condição de produtor da vacina, estará numa posição melhor do que alguns países, mas, mesmo assim, não poderá deixar de fazer um levantamento da quantidade de pessoas que deverão ser vacinadas.
A vacina para a gripe suína está em fase de testes clínicos e só imunizará contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. Para se proteger contra a gripe sazonal, as pessoas deverão tomar a vacina específica.
Por Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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02/09/2009 , às 16h18
“A doença não é mais fatal no Brasil do que em outros países”
Especialista da OMS elogia transparência de autoridades brasileiras e diz que país está certo em não indicar oseltamivir para tratar todo caso com sintoma de gripe
O número de mortes causadas pela Influenza A (H1N1) no Brasil não indica que a nova gripe é mais fatal aqui do que em outro país. Esta é a avaliação de David Mercer, diretor regional do Departamento de Doenças Infecciosas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa. Para o dirigente, um dos fatores que explicam o número de óbitos registrados no país é a transparência do governo em divulgar os casos.
David Mercer também considerou acertada a política do Brasil para indicação do medicamento fosfato de oseltamivir, que segue as recomendações da própria OMS. De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, a droga não deve ser dada para todas as pessoas com sintomas de gripe. O medicamento é usado para tratar pacientes com doença respiratória grave, pertencentes a grupos de risco para complicações por influenza ou que tiveram uma piora repentina no estado de saúde.
O especialista da OMS falou com a Agência Saúde nesta quarta-feira (2), um dia depois de conceder entrevista a jornalistas em Lisboa (Portugal), onde participou de conferência para discutir novas estratégias de enfrentamento do A (H1N1).
Agência Saúde: Como o senhor avalia o número de mortes registradas no Brasil pela nova gripe?
David Mercer: Um dos fatores para explicar o grande número de registros no país é a transparência das autoridades em divulgar os casos. No Brasil, como nos Estados Unidos, que registram número de mortes maior, os governos são transparentes. Verifica-se uma qualidade no registro dos óbitos. Há alguns países que apontam como causa da morte de pessoas a pneumonia ou outras complicações – sendo que elas foram decorrentes da nova gripe. Não é que a doença seja mais virulenta ou o vírus mais fatal [no Brasil] do que em outros países, na Europa, África.
AS: Como o senhor vê a orientação do Ministério da Saúde de tratar com antiviral apenas os grupos de risco e casos graves?
DM: O procedimento foi correto. Essa política recomendada pela OMS aconselha que o tratamento seja dado só às pessoas com sintomas mais graves da nova gripe. Não dá para prevenir a doença com o antiviral. Ele é apropriado para as pessoas de grupos de risco, como gestantes, obesos e pessoas com problemas vasculares ou asma. A medicação também deve ser aplicada nas crianças, que podem ter mais complicações causadas pelo novo vírus. Mas não é necessário prescrever o antiviral para a maioria das pessoas.
AS: O que o senhor achou da estratégia inicial do Brasil de reforçar os cuidados com pessoas vindas de fora do País em portos, aeroportos e zonas de fronteira?
DM: Na fase muito inicial da pandemia, essa é uma medida correta para tentar conter a disseminação do vírus. Mas, agora que a doença se espalhou em vários países, algumas restrições não são mais válidas. Por exemplo, não é preciso deixar de viajar para um local específico para não pegar a gripe A. O ideal é focar em medidas de prevenção, especialmente a constante higienização.
AS: Com a chegada do inverno, a OMS acredita que haverá um aumento no número de casos na Europa?
DM: A OMS está planejando e trabalhando com um aumento de casos no Hemisfério Norte. Mas nós estamos preparados e já adotamos medidas de vigilância, assistência e prevenção para que a situação não se agrave com o inverno.
AS: E qual é a expectativa de vacinação contra a nova gripe? Em que pé está esse processo?
DM: Bem, a vacina está em fase de testes clínicos. O que já podemos adiantar é que essa vacina só imunizará contra a Influenza A (H1N1). Quem quiser se proteger contra a gripe sazonal terá que tomar a vacina específica. Então, as duas vacinas são necessárias, dependendo do caso e do grupo de risco.
AS: Mas haverá vacina suficiente para todo mundo?
DM: Já se sabe da possível escassez de vacina contra a Influenza A (H1N1). Por isso, cada governo deve ter cuidado em garantir a imunização, primeiro, para os grupos de risco. Todos [desses grupos] devem estar protegidos contra a nova gripe. Certamente, o Brasil estará numa posição melhor que alguns países porque terá a produção local da vacina contra o A (H1N1). Mas claro que muitos fatores ainda devem ser levados em conta, como quantas pessoas terão de ser vacinadas.
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02/09/2009 , às 18h42
NOTA À IMPRENSA
NOTA À IMPRENSA
Quarta-feira, 2/9/2009, às 18h30
Situação epidemiológica da nova influenza A (H1N1) no Brasil
1. CONFIRMADA QUEDA CONSISTENTE NO NÚMERO DE CASOS
• O número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil, ou simplesmente casos graves, causados pela Influenza A (H1N1) caiu PELA TERCEIRA SEMANA SEGUIDA, confirmando tendência que já havia sido observada nas semanas anteriores.
• Segundo a distribuição por Semana Epidemiológica (SE), foram registrados 151 casos na SE 34, que vai de 23 a 29 de agosto. Na SE 33, que vai 16 a 22 de agosto, houve 639 notificações. E na SE 32, que vai de 9 a 15 de agosto, foram 1.165 registros.
• A análise epidemiológica dos dados permite concluir que a transmissão do novo vírus A (H1N1) e os casos graves provocados por ele estão diminuindo no Brasil.
• Entre 25 de abril e 29 de agosto, foram registrados, ao todo, 7.569 casos graves com confirmação laboratorial para algum tipo de influenza, sendo 6.592 (87,1%) positivos para o novo vírus A(H1N1).
2. ÓBITOS
• Foram registrados, no período, 657 óbitos por influenza A(H1N1).
Distribuição de óbitos por influenza A (H1N1) por Unidade Federada de residência. SE 34/2009.
IMPORTANTE:
– O acréscimo no número de óbitos em relação ao último boletim NÃO SE REFERE A CASOS NOVOS DE PESSOAS QUE MORRERAM NO PERÍODO DE UMA SEMANA, mas a casos que tiveram confirmação laboratorial entre 23 e 29 de agosto.
-Reitera-se que, de acordo com o novo protocolo, o cálculo da taxa de letalidade em relação ao total de casos de influenza não é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves não são mais notificados, exceto em surtos. Esta conduta tem sido preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde meados de julho e seguida pela maioria dos países, com priorização para o monitoramento de casos graves por influenza.
TAXA DE MORTALIDADE
– No comparativo com os 15 países com maior número de mortes, o Brasil tem a 6ª taxa de mortalidade, que representa o percentual de óbitos em relação à população de cada país.
Tabela – Maiores taxas de mortalidade (por 100 mil/hab.) entre os 15 países com maior número de óbitos
País
Óbitos
População
Taxa de mortalidade
1. Argentina
465
40.276.376
1,15
2. Chile
130
16.970.265
0,76
3. Costa Rica
33
4.578.945
0,72
4. Austrália
155
21.292.893
0,72
5. Paraguai
41
6.348.917
0,64
6. Brasil
657
191.481.045
0,34
7. Peru
98
29.164.883
0,33
8. Equador
40
13.625.033
0,29
9. Malásia
72
27.467.837
0,26
10. Canadá
72
33.573.467
0,21
11. Tailândia
130
67.764.033
0,19
12. EUA
556
314.658.780
0,17
13. México
193
109.610.036
0,17
14. Reino Unido
65
61.565.422
0,10
15. Índia
101
1.198.003.272
0,008
Atualização de óbitos: 2/9 – http://www.ecdc.europa.eu
Número de habitantes: IBGE/2009
IMPORTANTE:
– Os países com as maiores taxas de mortalidade, inclusive o Brasil, estão no hemisfério Sul, exceto a Costa Rica. É no hemisfério Sul que a pandemia atualmente apresenta maior impacto por causa do inverno. Os países do hemisfério Norte, que estão no verão, têm atualmente uma transmissão significativamente menor.
– Os países adotam periodicidade diferente para atualização do número de óbitos.
3. MULHERES E GESTANTES
• Um total de 2.933 mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) tiveram resultado positivo para o novo vírus A(H1N1) e desenvolveram a forma grave da doença.
• Destas, 620 mulheres estavam grávidas. Entre as gestantes, 63 morreram.
4. DIVULGAÇÃO DAS NOTAS À IMPRENSA
• Com a confirmação da tendência de queda na circulação do novo vírus e na ocorrência de casos graves, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre Influenza A (H1N1) passará a ser divulgado quinzenalmente.
Assessoria de Imprensa
(61) 3315-2351/3580
PARA MELHOR COMPREENDER ESTA NOTÍCIA, O IDEAL É CONSULTAR O ORIGINAL, ONDE PODERÃO SER VISTAS DUAS IMAGENS QUE ILUSTRAM O ASSUNTO E UMA DELAS MOSTRA A QUANTIDADE DE ÓBITOS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.saude.gov.br.
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Secretaria da Saúde divulga boletim de 02.09.09 sobre a gripe A no Paraná – 02/09/2009 17:29:51
A Secretaria da Saúde divulgou nesta quarta-feira (2) o boletim epidemiológico nº 54, que traz a confirmação de 5.803 casos da nova gripe no Estado, sendo 314 gestantes. Outros 2.202 casos foram negativos para influenza A (H1N1).
As secretarias estaduais da Saúde e da Administração prorrogaram o afastamento do trabalho das servidoras públicas estaduais gestantes. A medida, uma ação de prevenção à nova gripe, se estenderá até dia 14 e, a exemplo da recomendação a orientação também vale para as instituições privadas.
Ainda segundo o documento, as regiões de Curitiba, Cascavel e Londrina continuam registrando o maior número de casos confirmados da doença. Sendo que 2.650 foram notificados na região de Curitiba, 423 na região de Cascavel e 338 na região de Londrina.
Do total de casos confirmados no Estado, 202 tiveram complicações e morreram. As mortes ocorreram entre os dias 14 de julho e 31 de agosto e estão distribuídas por sexo e faixa etária: 56% eram mulheres e 44%, homens. Quanto à faixa etária, 63,9% das mortes ocorreram em pessoas que tinham entre 20 e 49 anos, e 18,3% entre 50 e 59 anos.
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Todos os municípios do Paraná têm à disposição remédio para nova gripe – 02/09/2009 13:30:01
O medicamento fosfato de oseltamivir (nome comercial Tamiflu) tem sido importante aliado para o tratamento da nova gripe, principalmente para os casos mais graves. Mais de 180 mil tratamentos já foram enviados ao Paraná pelo Ministério da Saúde e, destes, cerca de 50 mil já foram repassados pela Secretaria da Saúde, aos 399 municípios paranaenses.
“Recebemos do Ministério da Saúde 183.110 tratamentos para adultos e crianças, o que garante que todos os pacientes que necessitarem do remédio serão atendidos, independente de onde morem. Ninguém deve se automedicar ou comprar o remédio de contrabando ou de origem duvidosa”, reforçou o secretário da Saúde, Gilberto Martin.
A diretora do Centro de Distribuição de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Deise Pontarolli, ressalta que o medicamento é enviado a todas as regionais via Sedex, o que tem garantido a agilidade no fluxo de distribuição do oseltamivir.
“Os 399 municípios do Estado receberam o medicamento indicado para o tratamento da nova gripe, com quantidade para estoque, de acordo com a demanda. Na medida em que este estoque for reduzindo, o Estado irá repor o remédio imediatamente. Os municípios que ainda não tem casos confirmados da doença também receberam o tratamento”, afirmou a diretora.
CONTROLE – O medicamento é distribuído gratuitamente pelas Secretarias Municipais de Saúde e deve ser usado somente quando um médico o prescrever, em casos de aparecimento dos sintomas da doença. “O médico que receitar o medicamento deverá preencher, além da receita, outros dois formulários, um de notificação e outro de dispensação, para que o paciente possa retirar o tratamento com tranquilidade”, ressaltou Martin.
O controle é exigido para que a vigilância epidemiológica consiga identificar no futuro o perfil dos pacientes que fizerem uso deste medicamento e também porque uso indiscriminado dele pode gerar efeitos colaterais. Cada caixa tem 10 comprimidos que devem ser tomados duas vezes ao dia, durante cinco dias. Para crianças, há uma versão específica do remédio.
Mais informações em www.novagripe.pr.gov.br
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.