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Por 21:31 Sem categoria

Rodada de negociação sem propostas econômicas de remuneração do trabalho; só para lembrar: patrão banqueiro do Itaú disse que é preciso remunerar o capital !

Após três rodadas de negociação, nenhuma proposta dos bancos

A Fenaban mais uma vez frustrou a expectativa da categoria, na terceira rodada de negociação da campanha salarial realizada com o Comando Nacional dos Bancários nesta quarta-feira 2, em São Paulo. Os banqueiros não apresentaram proposta de índice de reajuste nem valores para tíquete-refeição, auxílio-creche/babá e cesta-alimentação. Apenas sinalizaram com a disposição de formatar um novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Apesar dos lucros de R$ 14,3 bilhões obtidos pelos 21 maiores bancos no primeiro semestre deste ano, os bancos se negaram até mesmo a garantir a reposição da inflação dos últimos 12 meses. Mais: a Fenaban disse que “a tendência de aumento real é muito pequena”.

Desde 2004, com mobilizações e greves, os bancários vêm conquistando reajustes acima da inflação. “Não abrimos mão de aumento real nesta campanha e queremos discutir a recomposição do poder de compra de salários”, destaca o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

Os bancários reafirmaram a necessidade de valorizar os pisos salariais. Defenderam também que, além dos escriturários e caixas, sejam criados pisos para o primeiro comissionado e o primeiro gerente. Mas a Fenaban não apresentou proposta, desrespeitando os trabalhadores.

Os banqueiros também se recusaram a discutir Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), auxílio-educação e remuneração variável para inclusão na convenção coletiva, alegando que são assuntos de cada instituição. Além disso, não fizeram proposta para o aumento das verbas de alimentação e da gratificação de caixa.

Novo modelo de PLR

Houve um único avanço nesta rodada de negociação. Os bancos aceitaram negociar um novo modelo de PLR, cujos parâmetros, no entanto, eles não apresentaram, limitando-se a dizer que o pagamento deve ter como base de cálculo o lucro do exercício. Eles concordaram com os bancários de que a PLR não pode ter como premissa a variação de crescimento do lucro em relação ao ano anterior.

Os bancários reforçaram a necessidade de não-desconto na PLR dos programas próprios de renda variável e de que seja simples, transparente, segura e perene. A categoria reivindica PLR de três salários mais R$ 3.850 fixos para cada trabalhador.

Cadê a proposta?

O Comando Nacional cobrou com insistência que os bancos apresentem propostas às reivindicações da categoria, inclusive sobre emprego, que foi tema da segunda rodada de negociação, ocorrida no dia 27 de agosto, mas a Fenaban se recusou. Os banqueiros afirmaram que pretendem formular uma proposta econômica somente após a quarta rodada, marcada para a próxima quarta-feira, dia 9 de setembro, sobre saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais. .

“Nós exigimos uma proposta global para os bancários sobre todos os temas em negociação, que envolve questões como emprego, aumento real, valorização dos pisos, PLR maior, saúde, segurança e condições de trabalho”, cobrou o presidente da Contraf-CUT.

Mobilização

Após a avaliação da negociação, o Comando Nacional orientou os sindicatos e federações a intensificarem a mobilização da categoria, promovendo também atividades junto aos clientes e à população que sofrem igualmente com os abusos dos bancos.

Calendário de negociações

Sexta – dia 4 – Negociação específica com a Caixa
Quarta – dia 9 – Quarta rodada com a Fenaban (saúde, condições de trabalho e cláusulas sociais)
Sexta – dia 11 – Negociações específicas com o BB e a Caixa

O que os bancários querem

– Reajuste salarial de 10% (o que significa aumento real de cerca de 6%).
– PLR de três salários mais R$ 3.850.
– Valorização dos pisos salariais – portaria: R$ 1.432,90; escriturário: R$ 2.047,00; caixa: R$ 2.763,45; primeiro comissionado: R$ 3.447,80; primeiro gerente: R$ 4.605,73.
– Plano de cargos salários em todos os bancos.
– Inclusão na Convenção Coletiva também da parte variável da remuneração.
– Tíquete-refeição: R$ 19,25.
– Cesta-alimentação: R$ 465 (um salário mínimo).
– 13ª cesta-alimentação.
– Auxílio-creche/babá: R$ 465.

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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Campanha Nacional: tem de ter aumento para o bancário

Banqueiros finalmente toparam construir novo modelo para a PLR, mas afirmam que todo formato prevê riscos. Bancários deixaram claro que querem garantir segurança e uma parte maior do lucro

Um pequeno avanço, mas que deve ser visto com desconfiança. Na negociação da quarta-feira 2, os representantes da federação dos bancos finalmente responderam à demanda do Comando Nacional dos Bancários e disseram que aceitam debater um novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). No entanto, deixaram claro que qualquer formato prevê riscos e travas no valor a ser pago.

Para o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, “o novo modelo tem de tornar a regra mais simples, de forma que o bancário trabalhe com a segurança de que vai receber uma parte maior e mais justa do lucro que ajuda a construir”.

Marcolino reafirmou aos representantes dos bancos que não pode haver desconto de programa próprio na PLR e nem pode ter comparação entre 2008 e 2009. “Eles querem manter o lucro como base de cálculo. Não disseram que tipo de lucro. Avisamos que tem de ser um percentual do lucro, e não variação. Eles concordaram. Queremos ter segurança, regras que garantam pagamento no primeiro semestre e sem surpresas no segundo. E queremos informação com transparência para o processo de negociação e acompanhamento do pagamento da PLR.”

Reajuste – Os negociadores da Fenaban informaram que não há disposição dos bancos de pagar aumento real nos salários. “Eles afirmaram que foram cinco anos de aumento real e que esse ano há dificuldade em pagar. Mas eles dizem que há dificuldade sempre e todo ano nós arrancamos o que é nosso por direito. Com a nossa mobilização, esse ano não será diferente”, afirma Marcolino.

“Exigimos dos banqueiros que, se eles têm um índice a apresentar, que o façam já na negociação do dia 9 de setembro”, relata Marcolino, destacando que os representantes dos trabalhadores também cobraram que no dia 9 seja retomado o tema emprego. “Eles dizem que o debate foi esgotado, mas nada foi definido e, se os bancos estão ganhando tanto em sinergia com as fusões, os trabalhadores também devem ganhar, com a garantia de empregos para ter tranquilidade para trabalhar.”

Piso – Os dirigentes sindicais mostraram que o piso da categoria precisa ser valorizado. Foram usados como referência o salário base do Dieese e o valor do mínimo para deixar isso claro. “Em 2004 o piso dos bancários representava três salários mínimos, então hoje deveria estar no mínimo em R$ 1.500”, disse o presidente do Sindicato. “Seja qual for a base, receita de crédito, prestação de serviços, o retorno dos bancos foi maior que o dos trabalhadores no piso. Vamos continuar cobrando esse reajuste.”

PCCS – Os negociadores da Fenaban disseram que não aceitam qualquer movimentação automática nos salários prevista por um Plano de Carreira, Cargos e Salário (PCCS) e que as promoções são questão a ser debatida banco a banco. Também disseram que a contratação total da remuneração não será debatida com o movimento sindical. “Vamos continuar insistindo nesse debate. A relação individual bancário/banco coloca em risco a força da categoria e a organização dos trabalhadores, o que é ruim para os dois lados”, salienta Marcolino.

Auxílio-educação – Diante da afirmação dos negociadores da Fenaban de que vão apresentar uma proposta econômica global, o Sindicato exigiu que essa proposta preveja o auxílio-educação. “A proposta econômica tem de prever quanto todos os bancos – inclusive quem ainda não paga hoje – vão investir na educação dos seus funcionários”, cobra Marcolino. “Se os banqueiros quiserem valorizar o processo negocial, têm de trazer para a próxima mesa uma proposta de emprego, de aumento real e para o novo modelo de PLR. Só assim haveria uma indicação de boa vontade com a categoria.”

Plenárias – Mobilização! A força dos bancários na negociação vem da participação da categoria na luta. Uma das formas de fazer parte ativamente da campanha é comparecer às plenárias que serão realizadas na quinta-feira 10 em todas as regionais do Sindicato, a partir das 19h – veja endereços e telefones aqui.

“São sete locais nas diferentes regiões de São Paulo e em Osasco que estarão de portas abertas e com dirigentes preparados para debater a Campanha Nacional”, diz a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira. “Venha dar sua opinião, dar idéias, tirar dúvidas, ajudar a pensar a melhor estratégia para garantir à categoria mais um ano com aumento real de salário, mais empregos e PLR maior”, convida.

Por Cláudia Motta – 02/09/2009.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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