Meire Bicudo – CNB/CUT
(São Paulo) A reunião do Grupo de Trabalho sobre Segurança apresentou importantes avanços havendo consenso em muitos pontos.
Os representantes dos empregados e da direção da Caixa concordaram em temas que vão garantir maior segurança aos empregados e à empresa.
Atualmente um dos problemas que mais angustiam os bancários são os seqüestros. A Caixa estabelece uma série de procedimentos, previstos na norma AD 004, que em seu item 1 – Objetivos – coloca no mesmo patamar a proteção ao patrimônio e a proteção à vida. “Foi consenso no GT que o enfoque principal deve ser a vida e, se possível, o patrimônio da empresa. A flexibilização da AD 004 é uma importante reivindicação dos empregados, pois em vários itens obriga que em caso de seqüestro observe determinados procedimentos. Isso muitas vezes não é possível, pois aumentaria o risco à própria vida ou de familiares. O GT aprovou por consenso que em situações como estas, os procedimentos não serão mais exigidos”, disse Plínio Pavão, representante da CNB no GT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE).
Segundo ele, a segurança na Caixa é muito mais uma questão cultural do que de normas e as pessoas precisam ser educadas para terem comportamento preventivo.
Outro avanço considerado importante é em relação às salas de auto-atendimento. Os componentes do GT visitaram a agência do Itaú da Praça da República e consideraram o modelo de auto-atendimento ideal para ser aplicado na Caixa.
O auto-atendimento é integrado à agência e para ter acesso, os clientes teriam de passar pela porta giratória.
Fora do horário de funcionamento das agências, a sala de auto-atendimento é separada por portas de vidro retrátil e os clientes teriam um acesso separado.
Assim, o vigilante que permanece na agência tem visão completa da sala de auto-tendimento, o que não ocorre hoje na Caixa, pois o guarda não tem a atribuição de zelar por este espaço.
Ainda em relação ao auto-atendimento, foi consenso no GT que as salas em agências devem permanecer abertas somente até às 20h para garantir maior segurança.
Somente ficariam abertas aquelas em locais que funcionam 24 horas e em locais movimentados e que ofereçam algum tipo de segurança, como supermercados, aeroportos etc. Segundo os membros do GT, somente a Caixa mantém suas salas abertas durante toda a noite.
Também foi consenso que deverão ser substituídas as máquinas que ainda são abastecidas pela frente, evitando expor os funcionários a ação de assaltantes.
Outro ponto acordado é a instalação de vidros nos guichês dos caixas. Esta é uma reivindicação do Congresso Estadual da Caixa do Ceará no ano passado, que agora deverá ser implementado.
O coordenador da CEE, Plínio Pavão, considerou a reunião bastante produtiva e ressaltou que a Caixa precisa providenciar urgentemente as medidas que dependem de outras áreas, como as que envolvem as mudanças nas da salas de auto-atendimento e a instalação dos vidros nos guichês.
Na próxima rodada de negociação da mesa permanente, a CEE/Caixa irá cobrar as providências da direção da empresa.
Os representantes da Caixa no GT também ficaram de se posicionar nos próximos dias sobre o fechamento da agência em dias de assalto. “Avançamos bastante no GT e agora esperamos que haja sensibilidade da Caixa para o fechamento da agência em dia de assalto, que é muito importante para os empregado”, disse.
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Por Mhais• 14 de maio de 2004• 11:23• Sem categoria
GT SEGURANÇA GARANTE AVANÇOS
Meire Bicudo – CNB/CUT
(São Paulo) A reunião do Grupo de Trabalho sobre Segurança apresentou importantes avanços havendo consenso em muitos pontos.
Os representantes dos empregados e da direção da Caixa concordaram em temas que vão garantir maior segurança aos empregados e à empresa.
Atualmente um dos problemas que mais angustiam os bancários são os seqüestros. A Caixa estabelece uma série de procedimentos, previstos na norma AD 004, que em seu item 1 – Objetivos – coloca no mesmo patamar a proteção ao patrimônio e a proteção à vida. “Foi consenso no GT que o enfoque principal deve ser a vida e, se possível, o patrimônio da empresa. A flexibilização da AD 004 é uma importante reivindicação dos empregados, pois em vários itens obriga que em caso de seqüestro observe determinados procedimentos. Isso muitas vezes não é possível, pois aumentaria o risco à própria vida ou de familiares. O GT aprovou por consenso que em situações como estas, os procedimentos não serão mais exigidos”, disse Plínio Pavão, representante da CNB no GT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE).
Segundo ele, a segurança na Caixa é muito mais uma questão cultural do que de normas e as pessoas precisam ser educadas para terem comportamento preventivo.
Outro avanço considerado importante é em relação às salas de auto-atendimento. Os componentes do GT visitaram a agência do Itaú da Praça da República e consideraram o modelo de auto-atendimento ideal para ser aplicado na Caixa.
O auto-atendimento é integrado à agência e para ter acesso, os clientes teriam de passar pela porta giratória.
Fora do horário de funcionamento das agências, a sala de auto-atendimento é separada por portas de vidro retrátil e os clientes teriam um acesso separado.
Assim, o vigilante que permanece na agência tem visão completa da sala de auto-tendimento, o que não ocorre hoje na Caixa, pois o guarda não tem a atribuição de zelar por este espaço.
Ainda em relação ao auto-atendimento, foi consenso no GT que as salas em agências devem permanecer abertas somente até às 20h para garantir maior segurança.
Somente ficariam abertas aquelas em locais que funcionam 24 horas e em locais movimentados e que ofereçam algum tipo de segurança, como supermercados, aeroportos etc. Segundo os membros do GT, somente a Caixa mantém suas salas abertas durante toda a noite.
Também foi consenso que deverão ser substituídas as máquinas que ainda são abastecidas pela frente, evitando expor os funcionários a ação de assaltantes.
Outro ponto acordado é a instalação de vidros nos guichês dos caixas. Esta é uma reivindicação do Congresso Estadual da Caixa do Ceará no ano passado, que agora deverá ser implementado.
O coordenador da CEE, Plínio Pavão, considerou a reunião bastante produtiva e ressaltou que a Caixa precisa providenciar urgentemente as medidas que dependem de outras áreas, como as que envolvem as mudanças nas da salas de auto-atendimento e a instalação dos vidros nos guichês.
Na próxima rodada de negociação da mesa permanente, a CEE/Caixa irá cobrar as providências da direção da empresa.
Os representantes da Caixa no GT também ficaram de se posicionar nos próximos dias sobre o fechamento da agência em dias de assalto. “Avançamos bastante no GT e agora esperamos que haja sensibilidade da Caixa para o fechamento da agência em dia de assalto, que é muito importante para os empregado”, disse.
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