Medo, pânico, estresse, dores, problemas cardíacos e cerebrais,hipertensão, desgaste físico e emocional, insônia, diminuição da libido, gastrite, úlcera, comprometimento motor, LER-Dort, desespero, depressão.
Essa é a realidade dos funcionários do HSBC.
O Sindicato está perplexo com o volume de casos que surgem, cada vez com mais freqüência. Os relatos causam indignação. A preocupação não é apenas com as LER-Dort, mas com a qualidade e até a preservação da vida dos funcionários.
A entidade alerta sobre o quadro no HSBC, que vem se configurando como um barril de pólvora pronto a explodir. A empresa adoece os bancários e coloca a vida em risco. Diversas visitas foram feitas às agências com médico do trabalho e diretores do Sindicato. Foram várias conversas com o banco e denúncias aos órgãos responsáveis. No entanto, nada foi feito
para minimizar os problemas. Pelo contrário, a empresa acentua as práticas que prejudicam a saúde dos empregados.
O HSBC trata com descaso a vida dos que fizeram, ano passado, o banco ter o maior lucro da história e se mostra preocupado apenas com a saúde financeira da empresa.
A exploração é tanta que há uma apropriação velada da mão-de-obra fora do expediente normal de trabalho. O empregado precisa vender os produtos do banco na praia, na faculdade, nos momentos de lazer. Tudo para atingir as famigeradas metas que não param de crescer. O descumprimento é motivo de ameaças e assédio moral. Não é à toa que muitos funcionários
desejam a redução dos cargos para ter a qualidade de vida preservada, pois não vale a pena ganhar R$ 200,00 ou R$ 300,00 a mais para ter a obrigação de atingir metas absurdas.
Uma das práticas mais cruéis da política de saúde do HSBC aparece nos exames periódicos. O banco tem um programa que apresenta formulário, que vem pronto de Curitiba, dizendo que o risco é inexistente. O quadro de pessoal demonstra que risco inexistente não é. O médico, coordenador do programa em Curitiba, nunca viu ou ouviu os funcionários da Bahia, desconsiderando as condições ambientais e de saúde dos empregados do Estado. Além dos mais, o coordenador do programa em Curitiba não tem um registro, sequer provisório, para exercer a medicina na Bahia.
O pior é que há profissional que compactua e endossa a prática aqui. O médico Paulo César D‘Almeida, além de exercer a profissão em desacordo com o Código de Ética, entrou na Justiça, com apoio do HSBC, contra o Sindicato, que denunciou as irregularidades.
O Sindicato orienta os funcionários a denunciarem os abusos e alerta contra os programas criados pelo banco, que podem ter o objetivo de monitorar os trabalhadores. Ainda mais se tratando de uma empresa que apresenta fortes indícios de espionagem.
O Sindicato, mais uma vez, está empenhado e inteiramente disponível para o diálogo frutífero na tentativa de resolver os problemas. Da mesma forma, se mantém empenhado na luta em defesa dos bancários.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia
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Por Mhais• 30 de março de 2006• 11:49• Sem categoria
HSBC na contramão da história
Medo, pânico, estresse, dores, problemas cardíacos e cerebrais,hipertensão, desgaste físico e emocional, insônia, diminuição da libido, gastrite, úlcera, comprometimento motor, LER-Dort, desespero, depressão.
Essa é a realidade dos funcionários do HSBC.
O Sindicato está perplexo com o volume de casos que surgem, cada vez com mais freqüência. Os relatos causam indignação. A preocupação não é apenas com as LER-Dort, mas com a qualidade e até a preservação da vida dos funcionários.
A entidade alerta sobre o quadro no HSBC, que vem se configurando como um barril de pólvora pronto a explodir. A empresa adoece os bancários e coloca a vida em risco. Diversas visitas foram feitas às agências com médico do trabalho e diretores do Sindicato. Foram várias conversas com o banco e denúncias aos órgãos responsáveis. No entanto, nada foi feito
para minimizar os problemas. Pelo contrário, a empresa acentua as práticas que prejudicam a saúde dos empregados.
O HSBC trata com descaso a vida dos que fizeram, ano passado, o banco ter o maior lucro da história e se mostra preocupado apenas com a saúde financeira da empresa.
A exploração é tanta que há uma apropriação velada da mão-de-obra fora do expediente normal de trabalho. O empregado precisa vender os produtos do banco na praia, na faculdade, nos momentos de lazer. Tudo para atingir as famigeradas metas que não param de crescer. O descumprimento é motivo de ameaças e assédio moral. Não é à toa que muitos funcionários
desejam a redução dos cargos para ter a qualidade de vida preservada, pois não vale a pena ganhar R$ 200,00 ou R$ 300,00 a mais para ter a obrigação de atingir metas absurdas.
Uma das práticas mais cruéis da política de saúde do HSBC aparece nos exames periódicos. O banco tem um programa que apresenta formulário, que vem pronto de Curitiba, dizendo que o risco é inexistente. O quadro de pessoal demonstra que risco inexistente não é. O médico, coordenador do programa em Curitiba, nunca viu ou ouviu os funcionários da Bahia, desconsiderando as condições ambientais e de saúde dos empregados do Estado. Além dos mais, o coordenador do programa em Curitiba não tem um registro, sequer provisório, para exercer a medicina na Bahia.
O pior é que há profissional que compactua e endossa a prática aqui. O médico Paulo César D‘Almeida, além de exercer a profissão em desacordo com o Código de Ética, entrou na Justiça, com apoio do HSBC, contra o Sindicato, que denunciou as irregularidades.
O Sindicato orienta os funcionários a denunciarem os abusos e alerta contra os programas criados pelo banco, que podem ter o objetivo de monitorar os trabalhadores. Ainda mais se tratando de uma empresa que apresenta fortes indícios de espionagem.
O Sindicato, mais uma vez, está empenhado e inteiramente disponível para o diálogo frutífero na tentativa de resolver os problemas. Da mesma forma, se mantém empenhado na luta em defesa dos bancários.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia
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