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HSBC prevê expansão de 20% na carteira de crédito

Salvo acidentes de percurso “imponderáveis” na economia internacional ou doméstica, o cenário de “crescimento sustentado” do Brasil está levando o HSBC a prever nova alta expressiva na carteira de crédito em 2005. Segundo o presidente executivo do banco no país, Emilson Alonso, a estimativa é de uma expansão de 20% sobre o estoque de R$ 15,2 bilhões registrado no ano passado, que já havia avançado 25,7% sobre 2003. Ao mesmo tempo, o nível de inadimplência (empréstimos vencidos há mais de 60 dias) deve recuar de 8,53% para no máximo 7,9%, previu o executivo.

Já a projeção de crescimento da base de correntistas é de 14%, de 3,5 milhões para 4 milhões de contas até o fim de 2005, revelou Alonso, que falou ontem sobre perspectivas da economia brasileira na Federação das Associações Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). Boa parte da expansão será sustentada pela atração de clientes pessoas físicas e lojistas que operam com as financeiras Losango, Valeu e CrediMatone, adquiridas nos dois últimos anos.

Conforme o executivo, pelo menos 6% dos 15 milhões de clientes das financeiras – ou 900 mil pessoas – podem ser captados pelo banco ao longo dos próximos dois ou três anos. Primeiro pela oferta de cartões de crédito e, depois, de contas correntes. Além disso, dos 18 mil lojistas que operam com as três financeiras no país, 5 mil já se tornaram correntistas do HSBC em 2004 e outros 5 mil devem ser agregados durante este ano, afirmou Alonso.

O crescimento previsto na carteira crédito em 2005 corresponde a cinco vezes a projeção do banco para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no período, mesma relação verificada no ano passado, explicou Alonso. “O crédito consignado é o grande filão”, disse o executivo, para quem o aumento da taxa Selic nos últimos meses não deve reverter o quadro. O HSBC tem acordos com o banco gaúcho Matone e o paulista Schahin para o repasse de R$ 75 milhões mensais destinados a linhas de crédito com desconto em folha e juros mais baixos.

Alonso acredita que, embora não devam superar os expressivos resultados de 2004, os bancos brasileiros provavelmente os repetirão neste ano. Para o HSBC, ele previu uma taxa de retorno sobre o patrimônio líquido igual à do ano passado, de 23%, proporcionado pelo lucro recorde de R$ 526,5 milhões no período.

Já os spreads bancários, segundo o executivo, poderiam cair mais com a redução dos depósitos compulsórios e a implantação do cadastro positivo dos clientes. “As grandes financeiras têm um pool de informações positivas mas não podem usá-lo”, comentou.

“O caminho é positivo”, disse o executivo, para quem o crescimento do país não se resume a uma “bolha” porque está assentado sobre o câmbio flutuante, uma política fiscal austera e uma política monetária “necessária” para manter a inflação baixa. Ele admitiu que a taxa Selic é “muito elevada”, mas afirmou que o fator “mais perturbador” da economia brasileira hoje é a alta carga tributária, que no caso do sistema bancário alcança 57% do lucro antes dos impostos.

Fonte: Valor Econômico – Sérgio Bueno

Por 10:33 Notícias

HSBC prevê expansão de 20% na carteira de crédito

Salvo acidentes de percurso “imponderáveis” na economia internacional ou doméstica, o cenário de “crescimento sustentado” do Brasil está levando o HSBC a prever nova alta expressiva na carteira de crédito em 2005. Segundo o presidente executivo do banco no país, Emilson Alonso, a estimativa é de uma expansão de 20% sobre o estoque de R$ 15,2 bilhões registrado no ano passado, que já havia avançado 25,7% sobre 2003. Ao mesmo tempo, o nível de inadimplência (empréstimos vencidos há mais de 60 dias) deve recuar de 8,53% para no máximo 7,9%, previu o executivo.
Já a projeção de crescimento da base de correntistas é de 14%, de 3,5 milhões para 4 milhões de contas até o fim de 2005, revelou Alonso, que falou ontem sobre perspectivas da economia brasileira na Federação das Associações Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). Boa parte da expansão será sustentada pela atração de clientes pessoas físicas e lojistas que operam com as financeiras Losango, Valeu e CrediMatone, adquiridas nos dois últimos anos.
Conforme o executivo, pelo menos 6% dos 15 milhões de clientes das financeiras – ou 900 mil pessoas – podem ser captados pelo banco ao longo dos próximos dois ou três anos. Primeiro pela oferta de cartões de crédito e, depois, de contas correntes. Além disso, dos 18 mil lojistas que operam com as três financeiras no país, 5 mil já se tornaram correntistas do HSBC em 2004 e outros 5 mil devem ser agregados durante este ano, afirmou Alonso.
O crescimento previsto na carteira crédito em 2005 corresponde a cinco vezes a projeção do banco para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no período, mesma relação verificada no ano passado, explicou Alonso. “O crédito consignado é o grande filão”, disse o executivo, para quem o aumento da taxa Selic nos últimos meses não deve reverter o quadro. O HSBC tem acordos com o banco gaúcho Matone e o paulista Schahin para o repasse de R$ 75 milhões mensais destinados a linhas de crédito com desconto em folha e juros mais baixos.
Alonso acredita que, embora não devam superar os expressivos resultados de 2004, os bancos brasileiros provavelmente os repetirão neste ano. Para o HSBC, ele previu uma taxa de retorno sobre o patrimônio líquido igual à do ano passado, de 23%, proporcionado pelo lucro recorde de R$ 526,5 milhões no período.
Já os spreads bancários, segundo o executivo, poderiam cair mais com a redução dos depósitos compulsórios e a implantação do cadastro positivo dos clientes. “As grandes financeiras têm um pool de informações positivas mas não podem usá-lo”, comentou.
“O caminho é positivo”, disse o executivo, para quem o crescimento do país não se resume a uma “bolha” porque está assentado sobre o câmbio flutuante, uma política fiscal austera e uma política monetária “necessária” para manter a inflação baixa. Ele admitiu que a taxa Selic é “muito elevada”, mas afirmou que o fator “mais perturbador” da economia brasileira hoje é a alta carga tributária, que no caso do sistema bancário alcança 57% do lucro antes dos impostos.
Fonte: Valor Econômico – Sérgio Bueno

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