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Por 11:36 Notícias

Banco do BRICS pode ter novo integrante de peso: potência petrolífera quer ampliar participação no bloco

As sanções impostas ao Irã, um das maiores potências petrolíferas do mundo, e as dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional estão acelerando a aproximação de Teerã com as estruturas econômicas do BRICS. O próximo passo pode ser a entrada do país no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Segundo o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati, o processo para que o Irã se torne membro da instituição está próximo de ser concluído. O anúncio foi feito durante uma reunião de autoridades econômicas dos países do bloco na Índia.

A entrada no NDB ampliaria a participação iraniana no BRICS, grupo ao qual o país aderiu em 2024. Desde então, o governo de Teerã tem buscado transformar a presença no bloco em novas possibilidades de comércio, investimento e financiamento.

O banco funciona como uma alternativa multilateral para financiar obras de infraestrutura e projetos de desenvolvimento sustentável. A instituição nasceu em 2015, por iniciativa de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e passou posteriormente a receber novos integrantes.

Para o Irã, a aproximação tem peso adicional. O país enfrenta restrições econômicas impostas principalmente pelos Estados Unidos, que dificultam transações internacionais e o acesso a instrumentos financeiros controlados ou influenciados por Washington.

Nesse cenário, ampliar relações com instituições ligadas ao BRICS reduz a exposição iraniana aos mecanismos tradicionais dominados pelo dólar e abre novas possibilidades de financiamento.

A movimentação também acompanha uma agenda mais ampla do próprio bloco. Nos últimos anos, seus integrantes vêm discutindo maneiras de realizar uma parcela maior do comércio e das operações financeiras em moedas nacionais.

Hemmati classificou o NDB como um dos principais resultados concretos da cooperação entre os países do BRICS e afirmou que a participação iraniana na instituição deve ocorrer em breve.

Texto: Raony Salvador

Fonte: Revista Fórum

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