Depois de galgar um degrau, para o quinto lugar no ranking das maiores gestoras de recursos do mercado neste ano, a HSBC Investments faz os planos para atingir a quarta posição em 2006. A estratégia inclui reforçar ainda mais os investimentos em títulos de crédito privado, as grandes apostas para obter retornos diferenciados neste ano. Em janeiro, a asset tinha R$ 28,5 bilhões e deve fechar dezembro com R$ 37 bilhões sob administração.
Para encerrar o ano com chave de ouro, a gestora lançará dois fundos totalmente atrelados a papéis privados, diz Fernando Meibak, diretor superintendente da HSBC Investments. E, no começo de 2006, está prevista uma nova carteira multiestratégia para o varejo.
Na carteira dos dois fundos de ativos privados prestes a sair do forno estarão presentes CDBs, debêntures (títulos de dívida de longo prazo, emitidos por uma empresa) e cotas de fundos de recebíveis (FIDCs), cuidadosamente selecionados pela área de crédito do banco. O primeiro, o HSBC Títulos Privados, será formado por papéis emitidos por empresas e receberá aplicações apenas de outros fundos. O segundo será o HSBC Star, que aplicará 80% dos recursos em títulos privados e os outros 20% em cotas do fundo Multirecebíveis, também do HSBC. Lançado em março, o Multirecebíveis tem patrimônio de R$ 600 milhões e, como o nome diz, aplica em diversos FIDCs. Ao atingir os R$ 800 milhões, essa carteira provavelmente será fechada.
O objetivo é atingir os institucionais e os clientes pessoas físicas de alta renda (private) que, pela legislação, são considerados investidores qualificados – com R$ 300 mil de investimentos financeiros. A aplicação mínima no Star será de R$ 50 mil, com taxa de administração de 0,4% ao ano e liquidez diária. A taxa de performance será de 20% sobre o que exceder 101,5% do CDI. A intenção é garantir 101% do CDI.
Como dependerá de novas emissões de FIDCs para a carteira, o Star ficará aberto para receber recursos durante um determinado período e depois fechará. “Será um fundo de oportunidade, que abrirá pontualmente para captação, conforme a oferta de FIDCs”, diz Leonardo Calixto, diretor de Desenvolvimento de Produtos.
O receio de que o CDB tirasse recursos da área de fundos, principalmente no varejo, não se confirmou para o banco, apesar das taxas desses papéis continuarem atrativas, afirma Meiback. Do total de recursos captados neste ano, cerca de 10% foram de clientes desse segmento, diz o executivo.
Entre os multimercados, a gestora irá complementar ainda a família de fundos batizada como “multiestratégia”, com uma carteira de perfil mais conservador. Esse fundo muda periodicamente a gestão, de acordo com as projeções feitas pelos estrategistas da HSBC. Hoje, a asset conta com duas carteiras, uma mais agressiva e, outra, moderada.
No próximo ano, além dos CDBs garantindo juros atrativos, o setor de fundos vai medir o impacto do fim da CPMF nas aplicações financeiras feitas antes de outubro de 2004. Atualmente, apenas as aplicações feitas via conta-investimento estão isentas da contribuição na movimentação de um banco para outro. Mas a tabela regressiva de imposto de renda sobre os investimentos de renda fixa deve engessar esse benefício, uma vez que quem sacar para reaplicar em outro banco terá de recomeçar a contagem de tempo para conseguir as alíquotas menores. “Não acredito numa forte realocação de ativos”, diz Calixto. “Muitos investidores já terão direito a um imposto menor, será difícil zerar o taxímetro.”
Por Luciana Monteiro e Angelo Pavini – São Paulo – NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoronline.com.br/veconomico.
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Por Mhais• 12 de dezembro de 2005• 17:11• Sem categoria
HSBC QUER A 4ª POSIÇÃO ENTRE AS MAIORES GESTORAS DO PAÍS
Depois de galgar um degrau, para o quinto lugar no ranking das maiores gestoras de recursos do mercado neste ano, a HSBC Investments faz os planos para atingir a quarta posição em 2006. A estratégia inclui reforçar ainda mais os investimentos em títulos de crédito privado, as grandes apostas para obter retornos diferenciados neste ano. Em janeiro, a asset tinha R$ 28,5 bilhões e deve fechar dezembro com R$ 37 bilhões sob administração.
Para encerrar o ano com chave de ouro, a gestora lançará dois fundos totalmente atrelados a papéis privados, diz Fernando Meibak, diretor superintendente da HSBC Investments. E, no começo de 2006, está prevista uma nova carteira multiestratégia para o varejo.
Na carteira dos dois fundos de ativos privados prestes a sair do forno estarão presentes CDBs, debêntures (títulos de dívida de longo prazo, emitidos por uma empresa) e cotas de fundos de recebíveis (FIDCs), cuidadosamente selecionados pela área de crédito do banco. O primeiro, o HSBC Títulos Privados, será formado por papéis emitidos por empresas e receberá aplicações apenas de outros fundos. O segundo será o HSBC Star, que aplicará 80% dos recursos em títulos privados e os outros 20% em cotas do fundo Multirecebíveis, também do HSBC. Lançado em março, o Multirecebíveis tem patrimônio de R$ 600 milhões e, como o nome diz, aplica em diversos FIDCs. Ao atingir os R$ 800 milhões, essa carteira provavelmente será fechada.
O objetivo é atingir os institucionais e os clientes pessoas físicas de alta renda (private) que, pela legislação, são considerados investidores qualificados – com R$ 300 mil de investimentos financeiros. A aplicação mínima no Star será de R$ 50 mil, com taxa de administração de 0,4% ao ano e liquidez diária. A taxa de performance será de 20% sobre o que exceder 101,5% do CDI. A intenção é garantir 101% do CDI.
Como dependerá de novas emissões de FIDCs para a carteira, o Star ficará aberto para receber recursos durante um determinado período e depois fechará. “Será um fundo de oportunidade, que abrirá pontualmente para captação, conforme a oferta de FIDCs”, diz Leonardo Calixto, diretor de Desenvolvimento de Produtos.
O receio de que o CDB tirasse recursos da área de fundos, principalmente no varejo, não se confirmou para o banco, apesar das taxas desses papéis continuarem atrativas, afirma Meiback. Do total de recursos captados neste ano, cerca de 10% foram de clientes desse segmento, diz o executivo.
Entre os multimercados, a gestora irá complementar ainda a família de fundos batizada como “multiestratégia”, com uma carteira de perfil mais conservador. Esse fundo muda periodicamente a gestão, de acordo com as projeções feitas pelos estrategistas da HSBC. Hoje, a asset conta com duas carteiras, uma mais agressiva e, outra, moderada.
No próximo ano, além dos CDBs garantindo juros atrativos, o setor de fundos vai medir o impacto do fim da CPMF nas aplicações financeiras feitas antes de outubro de 2004. Atualmente, apenas as aplicações feitas via conta-investimento estão isentas da contribuição na movimentação de um banco para outro. Mas a tabela regressiva de imposto de renda sobre os investimentos de renda fixa deve engessar esse benefício, uma vez que quem sacar para reaplicar em outro banco terá de recomeçar a contagem de tempo para conseguir as alíquotas menores. “Não acredito numa forte realocação de ativos”, diz Calixto. “Muitos investidores já terão direito a um imposto menor, será difícil zerar o taxímetro.”
Por Luciana Monteiro e Angelo Pavini – São Paulo – NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoronline.com.br/veconomico.
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