
Prossegue nesta quinta-feira (14) o II Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, no Hotel São Francisco, no centro do Rio de Janeiro. Iniciado ontem, o evento é uma promoção da Contraf-CUT em parceria com o Sindicato dos Bancários do Rio e a Fetraf RJ-ES e integra a programação do mês da consciência negra.
Clique aqui para assistir à transmissão ao vivo com apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília.
Para Andrea Vasconcellos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, “todas as entidades sindicais são desafiados a estimular o debate e a reflexão sobre essa temática, bem como participar da mobilização para combater a discriminação racial e conquistar igualdade de oportunidades”.
“O II Fórum é um momento oportuno e ímpar para acumular, compreender e apontar caminhos para o debate e a reflexão no interior das direções e, especialmente junto à categoria”, conclui Andrea.
O evento conta com a participação de intelectuais, pesquisadores, gestores e movimentos sociais que atuam no tema.
Confira a programação desta quinta:
9h: Mesa 2 – Aspectos conceituais e políticos das ações afirmativas no Brasil: Avanços e Lacunas.
Expositores (as):
1. Silvio Luiz de Almeida – Presidente do Instituto Luiz Gama – Advogado, professor universitário, consultor técnico da Federação Quilombola do Estado de São Paulo.
2. Ramatis Jacinto – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial – INSPIR
3. Frei David Raimundo Dos Santos – Educafro
Coordenador (a): Representante da Fetraf RJ-ES
11h: Debate
12h: Almoço
14h: Roda de conversa: Os desafios das políticas antirracistas no Sistema Financeiro, a transversalidade e as negociações coletivas.
Expositores:
Dieese – Bárbara Vasquez – Apresentação dos dados e indicadores
Contraf-CUT – Andréa Vasconcelos – Secretaria de Políticas Sociais
Unegro- Rio – Antônio Carlos dos Santos – Diretor de Formação
CUT-RS – Antônio Barbosa dos Santos – Secretário de Políticas de Igualdade Racial
Glória Ramos – Integrante do Inspir e Ativista Social na promoção da Igualdade Racial
Fenaban
Coordenador(a): Representante da Fetraf RJ-ES
15h30: Debate
16h30: Repactuação da Carta de Compromisso das Entidades.
17h: Encerramento
Leia mais
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Fonte: Contraf-CUT
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Mês da Consciência Negra: comemorar conquistas e avaliar desafios
Por meio das ações afirmativas de combate à discriminação racial, notadamente nos últimos 10 anos, o Brasil tenta resgatar as raízes de nosso povo e, ao mesmo tempo, induzir transformações culturais, implantar a diversidade e ampliar a representatividade dos grupos minoritários em todos os setores da sociedade. A aprovação da Lei 12.711/12, conhecida como Lei das Cotas, é um marco importante dessa estratégia.
Entre os momentos significativos que completam uma década em 2013 está a criação, pelo governo federal, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em março de 2003. No mesmo ano, em São Paulo, foi realizada a 1ª Marcha da Consciência Negra. O evento se repete desde então e, neste ano, a Central Única dos Trabalhadores terá uma ala sob a sua responsabilidade.
CUT pela equidade racial
Há 18 anos, o movimento negro brasileiro, em conjunto com as centrais sindicais e organizações do movimento popular, realizou, em Brasília, a Marcha Zumbi dos Palmares contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida. A manifestação ocorrida em 1995 – que reuniu 30 mil pessoas – representou um momento importante da disputa pela superação do racismo no país.
Nesses anos de resistência e enfrentamento, a Central sempre esteve na luta contra a discriminação racial, uma de suas principais bandeiras. A discussão, contudo, continua, pois apesar das muitas conquistas, a população negra ainda encontra barreiras para a ascensão social, desigualdade no mundo do trabalho, deficiências no atendimento à saúde e à educação. É preciso avançar.
O Mês da Consciência Negra simboliza todos esses embates. Mais do que comemoração, este é um momento de reflexão sobre os muitos desafios a serem enfrentados; de buscar inspiração; de renovar as energias; e de dar continuidade à luta pela justiça social para todos/as.
Rosana Aparecida da Silva
Secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP
Fonte: CUT
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II Fórum discute visibilidade negra nos bancos nesta quarta e quinta
Evento será realizado no Hotel São Francisco, no Rio de Janeiro
A Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e a Fetraf RJ-ES promovem nesta quarta e quinta-feira, dias 13 e 14, o II Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro. O evento, que integra a programação do mês da consciência negra, será realizado no Hotel São Francisco (Rua Visconde de Inhaúma, 95), no centro do Rio.
As inscrições continuam abertas, de acordo com as orientações do comunicado enviado pela Contraf-CUT para os sindicatos e as federações.
Para Andrea Vasconcellos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, “todas as entidades sindicais são desafiados a estimular o debate e a reflexão sobre essa temática, bem como participar da mobilização para combater a discriminação racial e conquistar igualdade de oportunidades”.
A luta contra a discriminação racial está na pauta de reivindicações da categoria. Na 15ª Conferência Nacional dos Bancários, que definiu a minuta negociada com a Fenaban na Campanha 2013, foi aprovada a demanda de contratação de no mínimo 20% de afrodescendentes nos bancos. “Os bancos não aceitaram, mas a luta vai continuar”, destaca Andrea.
O governo federal anunciou na III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, realizada nos últimos dias 5, 6 e 7, o decreto que cria o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e o Projeto de Lei de Cotas no Serviço Público Federal, que irá tramitar sob regime de urgência no Congresso Nacional, destinando 20% das vagas nos concursos públicos do Poder Executivo para afrodescendentes.
“Assim, o II Fórum é um momento oportuno e ímpar para acumular, compreender e apontar caminhos para o debate e a reflexão no interior das direções e, especialmente junto à categoria”, conclui Andrea.
O evento contará com a participação de intelectuais, pesquisadores, gestores e movimentos sociais que atuam no tema.
Confira a programação:
– Quarta-feira, dia 13
Conferência de abertura: As desigualdades sociorraciais no mercado de trabalho: Provocações, limites e tendências.
Mesa 1 – Panorama racial, direitos humanos e a violência contra a população negra no Brasil.
– Quinta-feira, dia 14
Mesa 2 – Aspectos conceituais e políticos das ações afirmativas no Brasil: Avanços e Lacunas.
Roda de conversa (Contraf-CUT, Dieese, CUT Nacional, Unegro-RJ e Fenaban): Os desafios das políticas antirracistas no Sistema Financeiro, a transversalidade e as negociações coletivas.
Repactuação da Carta de Compromisso das Entidades.
Fonte: Contraf-CUT
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Negro com ensino superior ganha 60% do salário do não negro, diz Dieese
Para analisar a persistência da situação desvantajosa vivenciada pelos negros nos mercados de trabalho mais dinâmicos do país, o DIEESE preparou um estudo com base em dados apurados pelo Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego (SPED) que retrata o desequilíbrio existente na valoração do trabalho entre os grupos de cor da força de trabalho ocupada.
O estudo “Os negros nos mercados de trabalho metropolitanos”, que será apresentado nesta quarta-feira (13), às 10h, na sede do Dieese, em São Paulo, destaca que:
– Nas áreas metropolitanas, os negros correspondem a 48,2% dos ocupados, mas, em média, recebem por seu trabalho 63,9% do que recebem os não negros;
– A desvantagem registrada entre a remuneração de negros e não negros é pouco influenciada pela região analisada, horas trabalhadas ou setor de atividade da economia, ou seja, em qualquer perspectiva, os negros ganham menos do que os brancos;
– À medida que acrescentam anos de estudo a sua formação, pretos e pardos melhoram suas condições de remuneração, mas é nos patamares de maior escolaridade que se constatam as discrepâncias mais acentuadas de rendimentos entre negros e não negros;
– Na indústria metropolitana, o confronto de rendimentos-hora de trabalhadores com ensino superior completo indica que, em média, os ganhos dos negros ficam em R$ 17,39, enquanto os dos não negros ficam na ordem de R$ 29,03.
– Os negros ocupam os grupos ocupacionais de menor prestígio e valorização: Na RMSP, enquanto 18, 1% dos ocupados não negros alcançam cargos de Direção e Planejamento, apenas 3,7% dos negros chegam lá.
Fonte: Viomundo
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Discriminação racial persiste no mercado de trabalho, aponta Dieese
A população negra representa dois terços da População Economicamente Ativa. Porém, o espaço dos negros/as no mercado de trabalho permanece marcado pela desigualdade, pois eles são maioria nas ocupações mais precárias: têm menos direitos trabalhistas, salários menores e jornadas maiores.
Também são 60% do total de desempregados na média nacional e 40% em São Paulo, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Dieese/Seade. Como mudar essa situação?
Segundo Cida Bento, coordenadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a qualificação e formação dessa população são necessárias, mas não suficientes, porque a origem do problema está no racismo que persiste no mundo do trabalho.
Ela explica que, quanto maior a formação do negro/a, mais aumenta a desigualdade pois, mesmo com graduação, os/as negros/negras continuam recebendo salário menor e não têm as mesmas chances de contratação e crescimento profissional de um branco.
Para tratar a questão, as soluções passam pela atuação do movimento sindical em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, que têm condições de pressionar judicialmente os patrões para que estes tomem medidas concretas no sentido de impedir a discriminação, seja nas novas contratações ou para aqueles já contratados.
Sindicatos em ação
A CUT e seus sindicatos estão engajados na luta contra o preconceito e a desigualdade no mercado de trabalho e crescem, a cada ano, as conquistas alcançadas por meio da negociação coletiva com as empresas.
Entre as principais cláusulas estão as que determinam igualdade de salário e de oportunidades para crescimento profissional; diversidade e não discriminação racial nas contratações; cotas nas vagas de emprego; campanhas de conscientização; e criação de canais de denúncia de preconceito nas empresas.
Nas agendas de negociação estão também as convenções 100 e 111 da OIT que tratam, respectivamente, da igualdade de remuneração entre os gêneros para trabalho de igual valor e o combate às desigualdades no mundo do trabalho em matéria de emprego e profissão.
Um exemplo está na categoria bancária, que garantiu a realização de um novo mapa da diversidade na campanha nacional 2012, visando avaliar sobretudo as dificuldades de ascensão profissional. Metalúrgicos, químicos, eletricitários e trabalhadores/as de processamentos de dados também são categorias que garantiram cláusulas contra a discriminação em várias regiões do país.
Fonte: CUT-SP