fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:00 Sem categoria

Inadimplência nos cartões é a maior em dois anos

Brasileiros carregam uma dívida R$ 2,97 bilhões no cartão de crédito ou 10,1% do saldo a receber até maio

A inadimplência no cartão de credito está no nível mais elevado dos últimos dois anos. Em maio, os brasileiros deviam R$ 2,97 bilhões no cartão ou 10,1% do saldo de créditos a receber de R$ 29,4 bilhões. Em maio de 2005, o atraso nas faturas superior a 90 dias estava em 8,3% e beirava R$ 2 bilhões.

Os números foram estimados pelo consultor em varejo financeiro, Boanerges Ramos Freire, com base nos dados do Banco Central. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Serviços (Abecs), Jair Scalco, não tem dados exatos sobre a inadimplência do setor. Mas ele confirma que houve um aumento nos indicadores. “A inadimplência neste ano está mais alta, cerca de 2 pontos porcentuais acima da média do mercado”, diz Scalco. Nas suas contas, o indicador está hoje em 9,6%.

Segundo Scalco, a inadimplência preocupa porque as taxas de juros estão elevadas. “Gostaríamos de ter uma taxa de juros menor”, diz o executivo. Ele argumenta que a segmentação das taxas de juros de acordo com o risco do cliente é uma tendência do mercado.

O aumento da inadimplência reflete não apenas os juros elevados, mas também o maior uso dos cartões. O setor como um todo, que engloba cartões de crédito, débito e de loja, fechou o primeiro semestre deste ano faturando R$ 113,7 bilhões, R$ 22 bilhões a mais do que no mesmo período de 2005. Isso representou um acréscimo de 24% nas vendas, de 22% no número de transações e de 17% na base cartões. O setor encerrou o semestre com 358 milhões de plásticos, entre débito, crédito e cartão de loja.

“Nosso foco agora está na ativação dos cartões, pois temos muitos plásticos na praça”, diz o diretor da Abecs, Antonio Rios. A perspectiva é faturar este ano quase R$ 250 bilhões, 22% a mais do que em 2005. Já em números de plásticos, as projeções indicam um acréscimo anual de 15% na base de cartões, que deve encerrar 2006 com 387 milhões de unidades.

Com o avanço dos cartões, a Abecs projeta que, nos próximos meses, a proporção das transações com cartões deverá superar a casa de 80%, enquanto as com cheque devem encolher para 20%, levando-se em conta as duas formas de pagamento. Hoje as fatias são de 79% e 21%, respectivamente.

Outro dado relevante deste semestre foi o aumento de 25% dos gastos com cartão de crédito no exterior. No sentido inverso, os gastos de estrangeiros no Brasil cresceram só 2,4% no período, por causa do câmbio.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Por 10:00 Notícias

Inadimplência nos cartões é a maior em dois anos

Brasileiros carregam uma dívida R$ 2,97 bilhões no cartão de crédito ou 10,1% do saldo a receber até maio
A inadimplência no cartão de credito está no nível mais elevado dos últimos dois anos. Em maio, os brasileiros deviam R$ 2,97 bilhões no cartão ou 10,1% do saldo de créditos a receber de R$ 29,4 bilhões. Em maio de 2005, o atraso nas faturas superior a 90 dias estava em 8,3% e beirava R$ 2 bilhões.
Os números foram estimados pelo consultor em varejo financeiro, Boanerges Ramos Freire, com base nos dados do Banco Central. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Serviços (Abecs), Jair Scalco, não tem dados exatos sobre a inadimplência do setor. Mas ele confirma que houve um aumento nos indicadores. “A inadimplência neste ano está mais alta, cerca de 2 pontos porcentuais acima da média do mercado”, diz Scalco. Nas suas contas, o indicador está hoje em 9,6%.
Segundo Scalco, a inadimplência preocupa porque as taxas de juros estão elevadas. “Gostaríamos de ter uma taxa de juros menor”, diz o executivo. Ele argumenta que a segmentação das taxas de juros de acordo com o risco do cliente é uma tendência do mercado.
O aumento da inadimplência reflete não apenas os juros elevados, mas também o maior uso dos cartões. O setor como um todo, que engloba cartões de crédito, débito e de loja, fechou o primeiro semestre deste ano faturando R$ 113,7 bilhões, R$ 22 bilhões a mais do que no mesmo período de 2005. Isso representou um acréscimo de 24% nas vendas, de 22% no número de transações e de 17% na base cartões. O setor encerrou o semestre com 358 milhões de plásticos, entre débito, crédito e cartão de loja.
“Nosso foco agora está na ativação dos cartões, pois temos muitos plásticos na praça”, diz o diretor da Abecs, Antonio Rios. A perspectiva é faturar este ano quase R$ 250 bilhões, 22% a mais do que em 2005. Já em números de plásticos, as projeções indicam um acréscimo anual de 15% na base de cartões, que deve encerrar 2006 com 387 milhões de unidades.
Com o avanço dos cartões, a Abecs projeta que, nos próximos meses, a proporção das transações com cartões deverá superar a casa de 80%, enquanto as com cheque devem encolher para 20%, levando-se em conta as duas formas de pagamento. Hoje as fatias são de 79% e 21%, respectivamente.
Outro dado relevante deste semestre foi o aumento de 25% dos gastos com cartão de crédito no exterior. No sentido inverso, os gastos de estrangeiros no Brasil cresceram só 2,4% no período, por causa do câmbio.
Fonte: O Estado de S.Paulo

Close