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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada defende mais investimentos públicos para sustentar taxa de crescimento do país

Rio de Janeiro – O setor público precisa investir mais na economia para estimular o setor privado e elevar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas e serviços do país. A avaliação foi feita pelo coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messemberg, durante a divulgação, hoje (10), da Carta de conjuntura com dados sobre a economia brasileira, como inflação, emprego e PIB. Messemberg disse que a taxa de investimentos (formação bruta de capital fixo) deveria se manter entre 23% e 25%. No acumulado do ano, a taxa está em 26,2%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, o economista lembrou que, diante da retraída base de comparação, já que a taxa reflete efeitos da crise econômica em 2009 (quando fechou em queda de 9,9%), a taxa de investimentos acumulada este ano é considerada alta e deve cair no segundo semestre. Entre abril e junho, o indicador ficou em 17,85% e entre janeiro e março, em 17,96%.

“Se o Estado deve começar, e ele está começando, a ganhar espaço na taxa de investimento da economia, fazendo um Orçamento mais robusto para o ano que vem, aplicando recursos em áreas carentes para provocar um ampliação do potencial produtivo da economia, isso não deixará de ser percebido e explorado pelo setor privado”, disse o coordenador.

Na opinião de Massemberg, o dinheiro do governo deve ser investido em áreas de infraestrutura e bem estar social, como saneamento básico, rodovias e portos. “Os gastos do governo e das estatais poderiam subir de cerca de 4% para cerca de 7%, puxando os investimentos privados, que complementariam o restante da taxa”, afirmou.

Assim, sem pressão da inflação, que apesar das oscilações segue dentro da meta estabelecida pelo governo (de 4,5% com dois pontos percentuais de variação para mais ou para menos), o país não dará “voos de galinha”, explicou o economista. Messemberg alerta que o consumo das famílias, que puxou o PIB na época da crise, tem crescido menos e, sem uma elevação da renda por meio dos investimentos, tende a se estagnar.

No ano, o crescimento do PIB está em 8,9%. A taxa é considerada alta em relação a 2009, quando o produto fechou em queda de 0,2%. E aponta para um crescimento menor nos próximos meses. O Ipea estima em 6,5% a taxa do PIB em 2010.

Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil . Edição: Vinicius Doria.

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Ipea: mais da metade dos brasileiros estão otimistas com economia do país

Rio de Janeiro – Mais da metade dos brasileiros estão otimistas em relação à situação econômica do país. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que calculou o Índice de Expectativa das Famílias, apresentado hoje (31/08), no Rio de Janeiro.

A pesquisa mostra que mais de 58% da população acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses. Mais de 55% acreditam que o cenário otimista também se repetirá nos próximos cinco anos.

A confiança é maior entre as pessoas com melhores rendimentos e os mais jovens, e entre os entrevistados que se declararam negros, os que têm nível de escolaridade superior incompleto, e os que recebem benefícios do governo. As maiores proporções de otimistas foram constatadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

De acordo com o Ipea, o otimismo pode estar relacionado à melhoria da situação do orçamento das famílias, já que 73% dos entrevistados indicaram estar em melhores condições financeiras do que há um ano.

“Quatro entre cinco famílias revelaram que a situação financeira melhorou. Essa melhoria foi registrada com maior proporção na Região Centro-Oeste [81,75% dos entrevistados] e a Região Sul foi a que concentrou um menor número de famílias com melhorias no orçamento [67,39%]”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.

Por Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.

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Próximo governo terá de expandir investimentos sociais, avalia Ipea

Brasília – O próximo governo brasileiro deverá manter um grande volume de gastos para ampliar a cobertura de direitos sociais. A previsão é do diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Jorge Abrahão de Castro.

Na avaliação do diretor, é preciso aumentar o número de crianças nas creches e pré-escolas, elevar o número de adolescentes no ensino médio e melhorar a qualidade de toda a educação básica, além de incrementar o financiamento da saúde pública e o acesso à terra e à moradia urbana.

Para Jorge Abrahão, também será necessário ampliar o direito à Previdência Social. “Há uma parcela da população brasileira que, por não estar no mercado de trabalho, não está coberta pelo sistema previdenciário”, disse ele à Agência Brasil.

Segundo os dados do Ipea, o gasto público com políticas sociais aumentou de 13,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1980 para 21,9% em 2005. Os gastos principais são com a Previdência Social (11,3% do PIB); Educação (4,1%) e Saúde (3,3%).

Conforme o instituto, o aumento dos gastos sociais, a política de ganho real do salário mínimo e a transferência de renda fizeram com que o crescimento da renda domiciliar dos 10% mais pobres da população brasileira fosse, entre 2001 e 2008, mais de quatro vezes maior do que o aumento da renda dos 10% mais ricos.

Jorge Abrahão acredita que essas ações terão continuidade. “Qualquer país precisa de um programa de reposição de renda para as famílias mais pobres. Isso é básico. É um acordo da sociedade. A sociedade não aceita que seus membros morram de fome ou vivam na pobreza”, disse, acrescentando que “o país vai continuar precisando do Programa Bolsa Família”.

A opinião do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, é de que a ampliação dos gastos sociais foi fundamental para o Brasil atravessar a crise financeira internacional que teve epicentro em setembro de 2008. Processos semelhantes estariam ocorrendo na China e na Índia, que, juntos com o Brasil, deverão ser responsáveis por dois de cada três empregos gerados no mundo em 2010.

“Os países que estão puxando o crescimento mundial são os que estão avançado nos direitos. Há experiências verificadas no âmbito do Sul que podem apontar para uma perspectiva que a saída da crise seja um mundo menos desigual”, disse ele, ao sair do Fórum Internacional sobre Direitos Sociais, promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, na última sexta-feira (13/08).

Apesar das melhorias dos últimos anos, Jorge Abrahão assinala que o país para ser mais justo socialmente precisará de um sistema tributário que desestimule a concentração de patrimônio e riqueza e incida proporcionalmente menos nos trabalhadores de menor ganho.

Convencido da necessidade da reforma tributária, Abrahão pondera que o país não conseguiu criar um sistema mais justo durante a Assembleia Constituinte (1987-1988) e nem nos governos Fernando Henrique e Lula.

Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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