Levantamento do Procon aponta banco como segundo mais reclamado e primeiro em não atender queixas
São Paulo – O Itaú ficou em segundo lugar na lista total de reclamações feitas por clientes ao Procon no ano passado, divulgada na sexta-feira, dia 14. Na relação de queixas não atendidas pelas empresas, a instituição financeira ficou em primeiro lugar.
No ranking geral, o Itaú somou 1.544 reclamações contra as 4.405 da campeã Telefônica e 744 da Benq (Celular Siemens). Já na lista das reclamações não atendidas, o banco ficou em primeiro lugar com 670. Em segundo está a Benq (Celular Siemens) com 522 e, já distante em terceiro lugar, aparece o Santander com 244. Na listagem específica em que se incluem os bancos, a de Habitação e Instituições Financeiras, o Itaú lidera seguido pelo Santander, Bradesco, Banco Fininvest e Cartão C&A.
Neste ano, o Itaú já havia aparecido em outra lista de reclamações, a do Banco Central. No ranking de janeiro, a instituição financeira ficou em primeiro lugar.
Idec – O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) também coloca os bancos como os mais reclamados em 2007. As instituições ficaram em segundo lugar, com 14% das reclamações, perdendo apenas para os planos de saúde, com 17%, segundo a Gazeta Marcantil.
A presença dos bancos na lista vem de longe. “Eu trabalho nisso há 20 anos e sempre vi os setores de bancos, saúde e telecomunicações se revezando nas primeiras colocações no número de reclamações”, disse Marcos Diegues, gerente jurídico do Idec.
A notícia lembra ainda que até junho de 2006 as instituições financeiras não se enquadravam no Código de Defesa do Consumidor (CDC), sendo subordinadas a ele após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
No Pró-Teste, o cenário é parecido. As instituições financeiras ficaram em terceiro lugar, atrás dos grupos de serviços públicos e produtos. “Os bancos são os que mais crescem em número de dúvidas”, esclarece Maria Inês Dolci, coordenadora institucional do órgão.
“A única forma de os bancos saírem dessas listas é aumentando o quadro de funcionários. Hoje as contratações acontecem de forma muito tímida. Elas têm que aumentar na mesma proporção do crescimento dos lucros”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Por André Rossi – 14/03/2008.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.