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Itaú tem lucro recorde de R$ 1,46 bi no 1º trimestre

O resultado do Itaú no primeiro trimestre de 2006 ficou bem próximo ao de seu principal concorrente, o Bradesco. Com crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2005, o lucro líquido do Itaú alcançou R$ 1,46 bilhão nos primeiros três meses do ano -o melhor resultado trimestral da história do banco, segundo a consultoria Economática.
O Bradesco teve lucro de R$ 1,53 bilhão no primeiro trimestre.
A disputa pelo varejo bancário tem trazido resultados parecidos para as duas maiores instituições financeiras privadas do país. A expansão de suas carteiras de crédito tem sido fundamental para levar os bancos a resultados nunca antes alcançados.
“Operamos no mesmo mercado. É conseqüência da economia brasileira [o resultado dos bancos]”, afirmou o diretor-executivo de controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho.
Rentabilidade em alta
Se o lucro do Itaú tem ficado um pouco abaixo do registrado pelo Bradesco, em outro importante critério de saúde financeira -a rentabilidade sobre patrimônio líquido- o banco tem se mostrado imbatível.
Dados levantados pela consultoria Economática mostram que o Itaú computou no fim de março rentabilidade anualizada (ROE, na sigla em inglês) superior à do Bradesco. Além disso, bateu bancos norte-americanos do porte de Citigroup, Bank of New York e JP Morgan.
O estudo da Economática -que considerou bancos latinos e norte-americanos com ativos acima de US$ 50 bilhões- mostra o Itaú com ROE de 34,8%, seguido por Bradesco (30,9%) e por Citigroup (21,7%).
Segundo a metodologia utilizada pelo próprio banco, o Itaú fechou o primeiro trimestre com rentabilidade anualizada de 36,3% sobre o patrimônio líquido.
Erivelton Rodrigues, presidente da Austin Rating, diz que “os resultados do Itaú e do Bradesco vieram dentro do esperado”. No acumulado do ano, Rodrigues projeta que cada um dos bancos alcance lucro em torno dos R$ 6 bilhões. “A indústria bancária como um todo tem ido muito bem e caminha para bater novos recordes de resultados neste ano”, afirma Rodrigues.
Os balanços divulgados até o momento mostram que a continuidade do crescimento do apetite por crédito segue empurrando os lucros do setor bancário para cima.
A carteira de crédito do Itaú, considerando avais e fianças, teve aumento de 26,4% no trimestre em relação ao mesmo período de 2006, chegando a R$ 72,046 bilhões. O segmento de pessoa física foi destaque, com ampliação de 48,4%. O crédito destinado a grandes empresas teve crescimento menor, de 7,3%.
Essa expansão consistente tem feito com que analistas alertem para o risco de elevação da inadimplência.
O índice de inadimplência do banco -para operações vencidas há mais de 60 dias- subiu de 3,5% em dezembro para 4% em março.
No caso dos empréstimos realizados pela financeira do Itaú, a Taí, o índice de inadimplência registrado no período tem sido elevado, chegando 25%.
“Na Taí é diferente, não conhecemos o perfil dos nossos clientes. O risco de inadimplência é mais alto, e os juros, naturalmente, também”, afirmou Carvalho.
Fonte: Folha de São Paulo

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Itaú tem lucro recorde de R$ 1,46 bi no 1º trimestre

O resultado do Itaú no primeiro trimestre de 2006 ficou bem próximo ao de seu principal concorrente, o Bradesco. Com crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2005, o lucro líquido do Itaú alcançou R$ 1,46 bilhão nos primeiros três meses do ano -o melhor resultado trimestral da história do banco, segundo a consultoria Economática.

O Bradesco teve lucro de R$ 1,53 bilhão no primeiro trimestre.
A disputa pelo varejo bancário tem trazido resultados parecidos para as duas maiores instituições financeiras privadas do país. A expansão de suas carteiras de crédito tem sido fundamental para levar os bancos a resultados nunca antes alcançados.

“Operamos no mesmo mercado. É conseqüência da economia brasileira [o resultado dos bancos]”, afirmou o diretor-executivo de controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho.

Rentabilidade em alta
Se o lucro do Itaú tem ficado um pouco abaixo do registrado pelo Bradesco, em outro importante critério de saúde financeira -a rentabilidade sobre patrimônio líquido- o banco tem se mostrado imbatível.

Dados levantados pela consultoria Economática mostram que o Itaú computou no fim de março rentabilidade anualizada (ROE, na sigla em inglês) superior à do Bradesco. Além disso, bateu bancos norte-americanos do porte de Citigroup, Bank of New York e JP Morgan.

O estudo da Economática -que considerou bancos latinos e norte-americanos com ativos acima de US$ 50 bilhões- mostra o Itaú com ROE de 34,8%, seguido por Bradesco (30,9%) e por Citigroup (21,7%).
Segundo a metodologia utilizada pelo próprio banco, o Itaú fechou o primeiro trimestre com rentabilidade anualizada de 36,3% sobre o patrimônio líquido.

Erivelton Rodrigues, presidente da Austin Rating, diz que “os resultados do Itaú e do Bradesco vieram dentro do esperado”. No acumulado do ano, Rodrigues projeta que cada um dos bancos alcance lucro em torno dos R$ 6 bilhões. “A indústria bancária como um todo tem ido muito bem e caminha para bater novos recordes de resultados neste ano”, afirma Rodrigues.

Os balanços divulgados até o momento mostram que a continuidade do crescimento do apetite por crédito segue empurrando os lucros do setor bancário para cima.

A carteira de crédito do Itaú, considerando avais e fianças, teve aumento de 26,4% no trimestre em relação ao mesmo período de 2006, chegando a R$ 72,046 bilhões. O segmento de pessoa física foi destaque, com ampliação de 48,4%. O crédito destinado a grandes empresas teve crescimento menor, de 7,3%.

Essa expansão consistente tem feito com que analistas alertem para o risco de elevação da inadimplência.

O índice de inadimplência do banco -para operações vencidas há mais de 60 dias- subiu de 3,5% em dezembro para 4% em março.
No caso dos empréstimos realizados pela financeira do Itaú, a Taí, o índice de inadimplência registrado no período tem sido elevado, chegando 25%.

“Na Taí é diferente, não conhecemos o perfil dos nossos clientes. O risco de inadimplência é mais alto, e os juros, naturalmente, também”, afirmou Carvalho.

Fonte: Folha de São Paulo

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