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Juiz condena 12 por crime financeiro

Candidato a deputado e outras 11 pessoas são acusadas de participar de operação irregular no Banestado
O candidato a deputado estadual Algaci Túlio (PMDB) e outras 11 pessoas – entre elas, 8 ex-diretores do Banestado – foram condenados à prisão por crime contra o sistema financeiro. Segundo a decisão do juiz da 3.ª Vara Criminal, Nivaldo Brunoni, Algaci Túlio teria se beneficiado de empréstimos irregulares junto ao Banestado. Ele foi condenado a sete anos e cinco meses de detenção em regime semi-aberto e terá de pagar uma multa que equivale a 420 vezes o valor de um terço do salário mínimo vigente em 1996.
De acordo com a sentença, Algaci foi condenado por crimes de falsidade ideológica e gestão temerária, previstos nos artigos 299 do Código Penal e 4.º da lei 7.492/86. Algaci Túlio foi deputado estadual, vice-prefeito de Curitiba e seu último cargo público foi como coordenador-geral do Procon Paraná, de 2003 a 2006, nomeado pelo governador Roberto Requião. Ele tenta agora uma vaga na Assembléia Legislativa e só perde os direitos políticos se for condenado em última instância.
Segundo a sentença, empresas que prestavam serviços de comunicação para a campanha do ex-prefeito Cassio Taniguchi (PFL), em 1996, obtiveram empréstimos junto ao Banestado. No entanto, não tinham lastro financeiro para honrar a dívida. Além de vice na chapa de Taniguchi, Algaci Túlio e seu filho Marcelo Tulio eram donos das empresas que obtiveram o recurso.
De acordo com a decisão, foram mais de 15 renovações de empréstimos e concessões de novos valores. A dívida chegou a R$ 2,3 milhões. Houve um desconto de R$ 443 mil para o pagamento. Os outros R$ 1,9 milhão foram pagos por meio de precatório, com o título sendo comercializado com um desconto de 65%. Desta forma, de acordo com a sentença, teriam sido pagos apenas R$ 681 mil do total. Durante a negociação da dívida, foi autorizado mais um repasse de R$ 670 mil. Esses empréstimos, no entanto, foram zerados, segundo o juiz, “por meio de um estratagema assaz ardiloso”.
A liberação dos empréstimos teria sido facilitada por Arlei Mário Pinto de Lara, diretor do Banestado e sobrinho de Algaci. O processo foi encaminhado à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal (MPF).
Os demais condenados foram Alaor Alvim Pereira, Aldo de Almeida Júnior, Alfredo Sadi Prestes, Arlei Mário Pinto de Lara, Élio Poletto Panato, Émerson Luiz Droppa, Nílton Hirt Mariano, Oswaldo Rodrigues Batata e Sérgio Elói Druszcz, todos ex-diretores do banco. Também terão de cumprir sentença Maria de Lourdes Rufalco, Ismário Bezerra Júnior e Marco Antônio Valverde, por participação no crime.
Almeida Júnior, Alvim Pereira e Elói Druszcz já haviam sido condenados pelo Tribunal Regional Federal (TRT), em fevereiro deste ano, a penas que variam de quatro a seis anos de prisão por gestão fraudulenta e evasão de divisas. As fraudes ocorreram entre 1996 e 1998 e foram descobertas pelo trabalho da Força-Tarefa das CC-5, que reuniu procuradores da República, a Polícia Federal e a Receita Federal em Curitiba.
Dinheiro foi usado na campanha, diz Algaci
Algaci Túlio (PMDB) disse estranhar o fato de o processo do Banestado, que tramita há dez anos, ter sido concluído a menos de dois meses das eleições. Candidato a deputado estadual, ele garante estar com a consciência tranqüila porque o dinheiro, apesar de ter sido emprestado em seu nome, foi usado na campanha do ex-prefeito Cassio Taniguchi (PFL).
Na campanha de 96, Algaci era pré-candidato a prefeito e aparecia com 8% das intenções de voto contra apenas 2% de Taniguchi, mas o grupo político do ex-governador Jaime Lerner (PSB) pediu para ele abrir mão da disputa.
No acordo, Algaci Túlio foi indicado candidato a vice-prefeito de Taniguchi e segundo ele, o grupo assumiu a responsabilidade de pagar dívidas da sua campanha, que já estava na rua. De acordo com Algaci, o mesmo grupo também sugeriu que fosse feito o empréstimo para investir na campanha de Taniguchi. “Eles me disseram para financiar porque depois alguém ia pagar”, disse. Os dois foram eleitos, mas a dívida ficou em aberto.
Algaci Tulio discorda da condenação por gestão temerária porque nunca foi funcionário do Banestado. “Se alguém geriu mal o dinheiro não fui eu”, afirmou. O ex-deputado pretende conceder amanhã uma coletiva à imprensa para esclarecer todos os detalhes da operação. Seu advogado, Julio Militão, afirmou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre.
Por Caio Castro Lima. Publicada no jornal Gazeta do Povo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ondarpc.com.br.

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Juiz condena 12 por crime financeiro

Candidato a deputado e outras 11 pessoas são acusadas de participar de operação irregular no Banestado

O candidato a deputado estadual Algaci Túlio (PMDB) e outras 11 pessoas – entre elas, 8 ex-diretores do Banestado – foram condenados à prisão por crime contra o sistema financeiro. Segundo a decisão do juiz da 3.ª Vara Criminal, Nivaldo Brunoni, Algaci Túlio teria se beneficiado de empréstimos irregulares junto ao Banestado. Ele foi condenado a sete anos e cinco meses de detenção em regime semi-aberto e terá de pagar uma multa que equivale a 420 vezes o valor de um terço do salário mínimo vigente em 1996.

De acordo com a sentença, Algaci foi condenado por crimes de falsidade ideológica e gestão temerária, previstos nos artigos 299 do Código Penal e 4.º da lei 7.492/86. Algaci Túlio foi deputado estadual, vice-prefeito de Curitiba e seu último cargo público foi como coordenador-geral do Procon Paraná, de 2003 a 2006, nomeado pelo governador Roberto Requião. Ele tenta agora uma vaga na Assembléia Legislativa e só perde os direitos políticos se for condenado em última instância.

Segundo a sentença, empresas que prestavam serviços de comunicação para a campanha do ex-prefeito Cassio Taniguchi (PFL), em 1996, obtiveram empréstimos junto ao Banestado. No entanto, não tinham lastro financeiro para honrar a dívida. Além de vice na chapa de Taniguchi, Algaci Túlio e seu filho Marcelo Tulio eram donos das empresas que obtiveram o recurso.

De acordo com a decisão, foram mais de 15 renovações de empréstimos e concessões de novos valores. A dívida chegou a R$ 2,3 milhões. Houve um desconto de R$ 443 mil para o pagamento. Os outros R$ 1,9 milhão foram pagos por meio de precatório, com o título sendo comercializado com um desconto de 65%. Desta forma, de acordo com a sentença, teriam sido pagos apenas R$ 681 mil do total. Durante a negociação da dívida, foi autorizado mais um repasse de R$ 670 mil. Esses empréstimos, no entanto, foram zerados, segundo o juiz, “por meio de um estratagema assaz ardiloso”.

A liberação dos empréstimos teria sido facilitada por Arlei Mário Pinto de Lara, diretor do Banestado e sobrinho de Algaci. O processo foi encaminhado à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal (MPF).

Os demais condenados foram Alaor Alvim Pereira, Aldo de Almeida Júnior, Alfredo Sadi Prestes, Arlei Mário Pinto de Lara, Élio Poletto Panato, Émerson Luiz Droppa, Nílton Hirt Mariano, Oswaldo Rodrigues Batata e Sérgio Elói Druszcz, todos ex-diretores do banco. Também terão de cumprir sentença Maria de Lourdes Rufalco, Ismário Bezerra Júnior e Marco Antônio Valverde, por participação no crime.

Almeida Júnior, Alvim Pereira e Elói Druszcz já haviam sido condenados pelo Tribunal Regional Federal (TRT), em fevereiro deste ano, a penas que variam de quatro a seis anos de prisão por gestão fraudulenta e evasão de divisas. As fraudes ocorreram entre 1996 e 1998 e foram descobertas pelo trabalho da Força-Tarefa das CC-5, que reuniu procuradores da República, a Polícia Federal e a Receita Federal em Curitiba.

Dinheiro foi usado na campanha, diz Algaci

Algaci Túlio (PMDB) disse estranhar o fato de o processo do Banestado, que tramita há dez anos, ter sido concluído a menos de dois meses das eleições. Candidato a deputado estadual, ele garante estar com a consciência tranqüila porque o dinheiro, apesar de ter sido emprestado em seu nome, foi usado na campanha do ex-prefeito Cassio Taniguchi (PFL).

Na campanha de 96, Algaci era pré-candidato a prefeito e aparecia com 8% das intenções de voto contra apenas 2% de Taniguchi, mas o grupo político do ex-governador Jaime Lerner (PSB) pediu para ele abrir mão da disputa.

No acordo, Algaci Túlio foi indicado candidato a vice-prefeito de Taniguchi e segundo ele, o grupo assumiu a responsabilidade de pagar dívidas da sua campanha, que já estava na rua. De acordo com Algaci, o mesmo grupo também sugeriu que fosse feito o empréstimo para investir na campanha de Taniguchi. “Eles me disseram para financiar porque depois alguém ia pagar”, disse. Os dois foram eleitos, mas a dívida ficou em aberto.

Algaci Tulio discorda da condenação por gestão temerária porque nunca foi funcionário do Banestado. “Se alguém geriu mal o dinheiro não fui eu”, afirmou. O ex-deputado pretende conceder amanhã uma coletiva à imprensa para esclarecer todos os detalhes da operação. Seu advogado, Julio Militão, afirmou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre.

Por Caio Castro Lima. Publicada no jornal Gazeta do Povo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ondarpc.com.br.

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