(Londrina) Hoje, dia 17 de outubro, a privatização do Banestado completa 5 anos. Para que os paranaenses não esqueçam a data da perda deste importante patrimônio do Estado, o Sindicato dos Bancários de Londrina realiza protesto nesta segunda-feira, que vai sair da frente à antiga agência Centro do Banestado (quase na esquina da Rua Hugo Cabral)a partir das 10h30.
De lá, o cortejo vai passar na agência Centro do Itaú (ao lado do Banco do Brasil) e, finalmente, na agência Ouro Verde (na esquina da Av. Rio de Janeiro). Na ocasião, diretores do Sindicato estarão realizando uma performance os “três porquinhos”, numa alusão a um dos símbolos da caderneta de poupança do Banestado, que também foi extinta depois que o antigo banco do Estado do Paraná foi adquirido pelo Banco Itaú.
O diretor-presidente do Sindicato, Geraldo dos Santos (Ceará), afirma que este protesto é uma forma de lembrar à população o mau negócio feito pelo então governador do Estado, Jaime Lerner, que ao seguir as diretrizes do presidente Fernando Henrique Cardoso, privatizou o Banestado a pretexto de reduzir as dívidas do Estado e melhorar os serviços prestados à população. “Passados cinco anos, o que vimos foi a demissão de mais de cinco mil bancários, de milhares de outros trabalhadores que prestavam serviços ao Banestado direta ou indiretamente e a precarização do atendimento nas agências, que muitas vezes contam com apenas um funcionário para dar conta de todo o serviço”, denuncia.
De acordo com Ceará, quando foi encaminhado o processo de privatização, o governador Jaime Lerner prometeu que esta medida era necessária para preservar o emprego dos 7.600 funcionários do Banestado e proporcionar qualidade no atendimento aos paranaenses.
“Nada disso aconteceu. Muito pelo contrário, desde que o Itaú assumiu foram demitidos mais de cinco mil de funcionários, as filas do banco estão entre as maiores do mercado e as condições de trabalho e segurança são as piores possíveis”, afirma o diretor-presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina.
Para ele, essa privatização foi um engodo. “O governo Jaime Lerner entregou o banco de mão beijada para o Itaú, que pagou apenas 1,45 bilhão de reais pelo Banestado, mas deixou uma dívida de 4,5 bilhões para os paranaenses pagarem em 30 anos”, relembra. Ceará acrescenta ainda que o Itaú também ganhou créditos tributários da ordem de R$ 1,7 bilhão ao ter comprado o banco paranaense, além de ter assegurado a exclusividade das contas do Governo do Estado por cinco anos. “Apesar de Lerner ser curitibano e estarmos no Brasil, acredito que esse foi um negócio da China”, finaliza.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Londrina.
Deixe um comentário