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Lucro do HSBC sobe 44% e ajuda instituição a bater recorde

Terceiro maior banco do mundo, o britânico HSBC elevou seu lucro bruto no Brasil em 44% no ano passado, para US$ 406 milhões. A expansão acompanhou a forte alta de lucratividade da instituição nos mercados emergentes, que contribuíram com cerca de metade dos US$ 2 bilhões de aumento nos resultados registrado entre 2004 e 2005.

Apesar da alta significativa, a operação no Brasil representou 2% do lucro global do HSBC, que foi de US$ 20,97 bilhões, 11% acima do obtido no período anterior. O lucro líquido teve expansão mais significativa, de 17%, e atingiu US$ 15 bilhões, segundo o balanço da instituição divulgado ontem em Londres.

A diferença entre os dois dados decorre do pagamento de impostos, no valor de US$ 5,09 bilhões, e da distribuição de US$ 792 milhões a acionistas minoritários.

O lucro de 2005 é recorde e superou a expectativa do mercado, que previa algo em torno de US$ 14,5 bilhões. Também é o maior já obtido por um banco europeu. O anúncio do resultado provocou valorização de 2% das ações da instituição financeira, em um dia de alta no mercado europeu.

O banco britânico tem ativos de US$ 1,5 trilhão, o dobro de todo o PIB brasileiro, e fica atrás apenas do Citigroup e do Bank of America no ranking dos maiores bancos do mundo. No Brasil, está em oitavo lugar entre todas as instituições e em sexto, se forem consideradas apenas as privadas.

Douglas Flint, diretor-financeiro da holding do HSBC, atribuiu o crescimento do resultado no Brasil ao aumento das operações de crédito pessoal e de financiamento à exportação.

Segundo ele, o banco britânico tem espaço para crescer de maneira “orgânica” no país -sem a aquisição de outras instituições financeiras. O principal indício é a disparidade entre a estrutura que possui no Brasil e a participação do país em sua atividade global. Apesar de representar apenas 2% do negócio do HSBC, o Brasil possui 10% dos 284 mil funcionários do banco em todo o mundo.

“Temos uma infra-estrutura que nos permite operar um negócio de varejo muito maior do que o que possuímos hoje”, disse Flint. O HSBC entrou no Brasil em 1997, com a compra do Bamerindus, e, desde então, investiu cerca de US$ 2 bilhões no país.

O problema para o britânico é como tirar mercado dos grandes bancos privados locais. Para Flint, a internacionalização da economia e das empresas brasileiras poderá aumentar a vantagem comparativa do HSBC.

O balanço do HSBC no Brasil será divulgado oficialmente no dia 14 de março, quando será anunciado o valor do resultado líquido local. Por razões contábeis, é provável que o lucro bruto registre pequena diferença em relação ao número anunciado ontem.

Fonte: Folha de São Paulo

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Lucro do HSBC sobe 44% e ajuda instituição a bater recorde

Terceiro maior banco do mundo, o britânico HSBC elevou seu lucro bruto no Brasil em 44% no ano passado, para US$ 406 milhões. A expansão acompanhou a forte alta de lucratividade da instituição nos mercados emergentes, que contribuíram com cerca de metade dos US$ 2 bilhões de aumento nos resultados registrado entre 2004 e 2005.
Apesar da alta significativa, a operação no Brasil representou 2% do lucro global do HSBC, que foi de US$ 20,97 bilhões, 11% acima do obtido no período anterior. O lucro líquido teve expansão mais significativa, de 17%, e atingiu US$ 15 bilhões, segundo o balanço da instituição divulgado ontem em Londres.
A diferença entre os dois dados decorre do pagamento de impostos, no valor de US$ 5,09 bilhões, e da distribuição de US$ 792 milhões a acionistas minoritários.
O lucro de 2005 é recorde e superou a expectativa do mercado, que previa algo em torno de US$ 14,5 bilhões. Também é o maior já obtido por um banco europeu. O anúncio do resultado provocou valorização de 2% das ações da instituição financeira, em um dia de alta no mercado europeu.
O banco britânico tem ativos de US$ 1,5 trilhão, o dobro de todo o PIB brasileiro, e fica atrás apenas do Citigroup e do Bank of America no ranking dos maiores bancos do mundo. No Brasil, está em oitavo lugar entre todas as instituições e em sexto, se forem consideradas apenas as privadas.
Douglas Flint, diretor-financeiro da holding do HSBC, atribuiu o crescimento do resultado no Brasil ao aumento das operações de crédito pessoal e de financiamento à exportação.
Segundo ele, o banco britânico tem espaço para crescer de maneira “orgânica” no país -sem a aquisição de outras instituições financeiras. O principal indício é a disparidade entre a estrutura que possui no Brasil e a participação do país em sua atividade global. Apesar de representar apenas 2% do negócio do HSBC, o Brasil possui 10% dos 284 mil funcionários do banco em todo o mundo.
“Temos uma infra-estrutura que nos permite operar um negócio de varejo muito maior do que o que possuímos hoje”, disse Flint. O HSBC entrou no Brasil em 1997, com a compra do Bamerindus, e, desde então, investiu cerca de US$ 2 bilhões no país.
O problema para o britânico é como tirar mercado dos grandes bancos privados locais. Para Flint, a internacionalização da economia e das empresas brasileiras poderá aumentar a vantagem comparativa do HSBC.
O balanço do HSBC no Brasil será divulgado oficialmente no dia 14 de março, quando será anunciado o valor do resultado líquido local. Por razões contábeis, é provável que o lucro bruto registre pequena diferença em relação ao número anunciado ontem.
Fonte: Folha de São Paulo

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