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Lucro recorde do Bradesco salta 80%

“Estamos todos em estado de graça, hoje, aqui”. Com essas palavras o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, começou, ontem, a entrevista para explicar o salto de 80,2% do lucro líquido do banco em 2005 para R$ 5,514 bilhões, recorde de mercado e o maior de sua história de 62 anos.
O bom resultado teve a mesma receita dos outros bancos: forte crescimento do crédito, especialmente para pessoa física, e expansão da receita de tarifas. Mas, o Bradesco tem a vantagem de estar colhendo os frutos da segmentação da clientela e consolidação das 18 aquisições feitas desde 1999.
Com isso, o retorno do Bradesco também subiu de patamar, atingindo 32,1% em comparação com 22% em 2004.
A carteira total de crédito cresceu 28%, para R$ 90,8 bilhões, incluindo avais e fianças, garantindo 32% do lucro, em linha com os 33% de 2004. Desse total, 40,9% são operações com pessoas físicas, 30,3% com grandes corporações, e 28,8% com pequenas e médias empresas. A fatia das pessoas físicas era de 28,8% há dois anos.
Calçado em acordos de cessão de carteira e parcerias com bancos e redes de varejo, o Bradesco aumentou em 69,9% financiamento ao consumo, que atingiu R$ 27,792 bilhões. Desde o final de 2004, o Bradesco fez parcerias de cessão de carteira de crédito consignado com os bancos BMG, BMC, Bonsucesso, Cruzeiro do Sul, Banco Industrial, Cruzeiro do Sul, Schahin, Pine, Paranabanco e Panamericano; cessão de carteira de veículos com o Panamericano e Morada; e financiamento ao consumo com as redes de varejo Pernambucanas, Casas Bahia, Salfer e Dudoney.
Essas acordos contribuíram com R$ 6,38 bilhões da carteira de crédito em comparação com R$ 1,485 bilhão de dezembro de 2004. Só o crédito consignado saltou de R$ 76 milhões em 2004 para R$ 2,2 bilhões no final de 2005.
O novo diretor de relações com investidores, o vice-presidente Milton Vargas, chamou a atenção para a melhoria da qualidade do crédito. Os créditos classificados de AA a C representavam, ao final do ano, 93,2% da carteira em comparação com 92% em 2004, que é a mesma taxa registrada atualmente pelos demais bancos privados.
As operações em atraso há mais de 60 dias representavam 3,33% no final de dezembro, abaixo dos 3,42% de 2004. “Monitoramos diariamente esses dados e não estamos vendo nenhum sinal amarelo”, disse Vargas, atribuindo a situação confortável aos mecanismos de avaliação de riscos e ao mix da carteira, com a ênfase em linhas mais garantidas como o consignado e o financiamento de veículos, além das parcerias em que as redes de varejo arcam com o risco.
Apesar disso, o Bradesco aumentou em 22,77% as despesas com provisões para crédito para R$ 2,507 bilhões, elevando em 19,6% o saldo das provisões para R$ 4,959 bilhões, com R$ 1,014 bilhão acima do exigido pelas regras do Banco Central (BC).
Cypriano afirmou que o crescimento econômico e a melhoria do nível de emprego e renda favoreceram a expansão do crédito com qualidade. Na sua expectativa, o quadro deve se repetir neste ano, quando, prevê, o PIB deve crescer 3,5% , e o crédito, 25%.
O presidente do Bradesco também espera ganhos com a criação, neste mês, do Bradesco Banco de Investimento (BBI), consolidando operações de banco de investimento como administração de recursos e montagem de operações de mercado de capitais, sob o comando do vice-presidente José Luiz Acar Pedro.
Com o projeto de reestruturação e contenção de custos, o Bradesco limitou em 6,9% o crescimento das despesas com pessoal, que atingiram R$ 5,312 bilhões; e em 4,15% para R$ 4,937 bilhões a de despesas administrativas.
A combinação da contenção de despesas e expansão das receitas garantiu um dos melhores índices de eficiência do mercado: 44,8% no final de 2005 em comparação com 55,5% no final de 2004.
Fonte: Valor Online

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Lucro recorde do Bradesco salta 80%

“Estamos todos em estado de graça, hoje, aqui”. Com essas palavras o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, começou, ontem, a entrevista para explicar o salto de 80,2% do lucro líquido do banco em 2005 para R$ 5,514 bilhões, recorde de mercado e o maior de sua história de 62 anos.

O bom resultado teve a mesma receita dos outros bancos: forte crescimento do crédito, especialmente para pessoa física, e expansão da receita de tarifas. Mas, o Bradesco tem a vantagem de estar colhendo os frutos da segmentação da clientela e consolidação das 18 aquisições feitas desde 1999.

Com isso, o retorno do Bradesco também subiu de patamar, atingindo 32,1% em comparação com 22% em 2004.

A carteira total de crédito cresceu 28%, para R$ 90,8 bilhões, incluindo avais e fianças, garantindo 32% do lucro, em linha com os 33% de 2004. Desse total, 40,9% são operações com pessoas físicas, 30,3% com grandes corporações, e 28,8% com pequenas e médias empresas. A fatia das pessoas físicas era de 28,8% há dois anos.

Calçado em acordos de cessão de carteira e parcerias com bancos e redes de varejo, o Bradesco aumentou em 69,9% financiamento ao consumo, que atingiu R$ 27,792 bilhões. Desde o final de 2004, o Bradesco fez parcerias de cessão de carteira de crédito consignado com os bancos BMG, BMC, Bonsucesso, Cruzeiro do Sul, Banco Industrial, Cruzeiro do Sul, Schahin, Pine, Paranabanco e Panamericano; cessão de carteira de veículos com o Panamericano e Morada; e financiamento ao consumo com as redes de varejo Pernambucanas, Casas Bahia, Salfer e Dudoney.

Essas acordos contribuíram com R$ 6,38 bilhões da carteira de crédito em comparação com R$ 1,485 bilhão de dezembro de 2004. Só o crédito consignado saltou de R$ 76 milhões em 2004 para R$ 2,2 bilhões no final de 2005.

O novo diretor de relações com investidores, o vice-presidente Milton Vargas, chamou a atenção para a melhoria da qualidade do crédito. Os créditos classificados de AA a C representavam, ao final do ano, 93,2% da carteira em comparação com 92% em 2004, que é a mesma taxa registrada atualmente pelos demais bancos privados.

As operações em atraso há mais de 60 dias representavam 3,33% no final de dezembro, abaixo dos 3,42% de 2004. “Monitoramos diariamente esses dados e não estamos vendo nenhum sinal amarelo”, disse Vargas, atribuindo a situação confortável aos mecanismos de avaliação de riscos e ao mix da carteira, com a ênfase em linhas mais garantidas como o consignado e o financiamento de veículos, além das parcerias em que as redes de varejo arcam com o risco.

Apesar disso, o Bradesco aumentou em 22,77% as despesas com provisões para crédito para R$ 2,507 bilhões, elevando em 19,6% o saldo das provisões para R$ 4,959 bilhões, com R$ 1,014 bilhão acima do exigido pelas regras do Banco Central (BC).

Cypriano afirmou que o crescimento econômico e a melhoria do nível de emprego e renda favoreceram a expansão do crédito com qualidade. Na sua expectativa, o quadro deve se repetir neste ano, quando, prevê, o PIB deve crescer 3,5% , e o crédito, 25%.

O presidente do Bradesco também espera ganhos com a criação, neste mês, do Bradesco Banco de Investimento (BBI), consolidando operações de banco de investimento como administração de recursos e montagem de operações de mercado de capitais, sob o comando do vice-presidente José Luiz Acar Pedro.

Com o projeto de reestruturação e contenção de custos, o Bradesco limitou em 6,9% o crescimento das despesas com pessoal, que atingiram R$ 5,312 bilhões; e em 4,15% para R$ 4,937 bilhões a de despesas administrativas.

A combinação da contenção de despesas e expansão das receitas garantiu um dos melhores índices de eficiência do mercado: 44,8% no final de 2005 em comparação com 55,5% no final de 2004.

Fonte: Valor Online

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