Com os ganhos das instituições financeiras em elevação ininterrupta, bancários querem aumento da retribuição das empresas, com divisão linear, compatível com desempenho.
Na próxima segunda-feira, 29, quando o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban fazem a primeira negociação da atual campanha salarial da categoria, estará em debate também a proposta de elevar a PLR de cada bancário para um salário integral mais uma parcela fixa de R$ 788, acrescidos do equivalente a 5% do lucro líquido da empresa dividido igualmente pelo número de seus funcionários.
O objetivo é que a remuneração pela contribuição dos bancários acompanhe a crescente lucratividade dos bancos, que continua batendo recordes, como mostram os balanços do primeiro semestre deste ano, divulgados recentemente.
A nova proposta valoriza todos os funcionários da empresa, além de se enquadrar na regra atual da PLR expressa na Convenção Coletiva Nacional da categoria, determinando aos bancos destinar entre 5% e 15% do seu lucro líquido para serem distribuídos entre os colaboradores.
Dando exemplos – O setor financeiro está entre os que registram os maiores lucros da economia do País, mas tal desempenho não é acompanhado pela devida distribuição de renda.
Prova disso é a PLR paga aos trabalhadores por empresas de outros ramos de atividade, como mostram levantamentos feitos pelo Dieese entre os metalúrgicos e os petroleiros.
Os primeiros têm um salário médio em torno de R$ 2.200 e os acordos de PLR são fechados por empresa. A Volkswagen, por exemplo, pagou R$ 4.217 para cada funcionário no ano passado. A Chrysler R$ 5.620 e a Scania, R$ 5.162, apenas para citar alguns exemplos.
Na Petrobras, 36 faixas salariais de nível médio receberam R$ 14.280 a título de PLR em 2004. Naquela empresa, o menor valor pago foi de R$ 13.075,66.
Importante frisar que em ambos os setores de atividade, o montante destinado à divisão entre os funcionários cresce na mesma medida em que aumentam os lucros. E nessa campanha salarial, os bancários querem o mesmo tratamento.
A proposta dos bancários a ser debatida com a Fenaban eleva ainda o teto da PLR em 25% em relação ao do ano passado, resultando em mais faixas salariais contempladas com uma parcela maior dos lucros das empresas. Importante lembrar ainda que não deve haver desconto dos programas internos de remuneração (PPR, Agir e outros) da PLR.
Participação nos lucros
Outros setores
Exemplos de PLR/2004 na Petrobras*
R$ 13.075,66
R$ 14.280,00
R$ 15.413,88
R$ 16.637,79
R$ 17.958,88
R$ 18.658,26
R$ 19.384,88
R$ 20.139,79
R$ 21.738,95
R$ 22.585,54
*Os valores são calculados com base no número de funcionários (cerca de 39 mil) e variam conforme as faixas salariais previstas no PCS da empresa.
Fonte: Petrobras S. A.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Por Mhais• 25 de agosto de 2005• 00:00• Sem categoria
Lucros crescentes têm de elevar valor da PLR
Com os ganhos das instituições financeiras em elevação ininterrupta, bancários querem aumento da retribuição das empresas, com divisão linear, compatível com desempenho.
Na próxima segunda-feira, 29, quando o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban fazem a primeira negociação da atual campanha salarial da categoria, estará em debate também a proposta de elevar a PLR de cada bancário para um salário integral mais uma parcela fixa de R$ 788, acrescidos do equivalente a 5% do lucro líquido da empresa dividido igualmente pelo número de seus funcionários.
O objetivo é que a remuneração pela contribuição dos bancários acompanhe a crescente lucratividade dos bancos, que continua batendo recordes, como mostram os balanços do primeiro semestre deste ano, divulgados recentemente.
A nova proposta valoriza todos os funcionários da empresa, além de se enquadrar na regra atual da PLR expressa na Convenção Coletiva Nacional da categoria, determinando aos bancos destinar entre 5% e 15% do seu lucro líquido para serem distribuídos entre os colaboradores.
Dando exemplos – O setor financeiro está entre os que registram os maiores lucros da economia do País, mas tal desempenho não é acompanhado pela devida distribuição de renda.
Prova disso é a PLR paga aos trabalhadores por empresas de outros ramos de atividade, como mostram levantamentos feitos pelo Dieese entre os metalúrgicos e os petroleiros.
Os primeiros têm um salário médio em torno de R$ 2.200 e os acordos de PLR são fechados por empresa. A Volkswagen, por exemplo, pagou R$ 4.217 para cada funcionário no ano passado. A Chrysler R$ 5.620 e a Scania, R$ 5.162, apenas para citar alguns exemplos.
Na Petrobras, 36 faixas salariais de nível médio receberam R$ 14.280 a título de PLR em 2004. Naquela empresa, o menor valor pago foi de R$ 13.075,66.
Importante frisar que em ambos os setores de atividade, o montante destinado à divisão entre os funcionários cresce na mesma medida em que aumentam os lucros. E nessa campanha salarial, os bancários querem o mesmo tratamento.
A proposta dos bancários a ser debatida com a Fenaban eleva ainda o teto da PLR em 25% em relação ao do ano passado, resultando em mais faixas salariais contempladas com uma parcela maior dos lucros das empresas. Importante lembrar ainda que não deve haver desconto dos programas internos de remuneração (PPR, Agir e outros) da PLR.
Participação nos lucros
Outros setores
Exemplos de PLR/2004 na Petrobras*
R$ 13.075,66
R$ 14.280,00
R$ 15.413,88
R$ 16.637,79
R$ 17.958,88
R$ 18.658,26
R$ 19.384,88
R$ 20.139,79
R$ 21.738,95
R$ 22.585,54
*Os valores são calculados com base no número de funcionários (cerca de 39 mil) e variam conforme as faixas salariais previstas no PCS da empresa.
Fonte: Petrobras S. A.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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