O presidente Lula afirmou na quarta-feira, 20, que vai sancionar a lei que amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses. Segundo o presidente, os gastos que serão feitos com a mãe no período pós-parto serão compensados pela redução nos custos com a saúde infantil. “Vai ficar mais barato do que a quantidade de criança que, por falta da mãe para cuidar, ficam doentes e precisam ir para o hospital”, assinalou.
O projeto foi aprovado no dia 13 de agosto pelo Congresso Nacional e prevê licença de 180 dias, sendo que os últimos 60 dias serão opcionais. A empresa receberá incentivos para esses 60 dias no período de afastamento da gestante. O pagamento será feito pelas empresas, mas elas poderão abater do Imposto de Renda o salário bruto dos dois meses extras da licença.
Pela proposta, as empresas que aderirem à ampliação da licença-maternidade vão receber, além dos incentivos, o título de “Empresa Cidadã”. A medida vale tanto para a iniciativa privada como também para o setor público federal, estadual e municipal.
Lula desmentiu boatos de que ele estaria disposto a vetar a lei. “Não sei quem foi que disse que eu ia vetar. Estou achando muito engraçado a capacidade de adivinhação de coisas que eu não digo”, salientou.
Em Juazeiro do Norte (CE), bem à vontade, Lula também criticou quem anda dizendo que o ProUni (Programa Universidade para Todos), programa do Ministério da Educação que distribui bolsas de estudo a estudantes que não podem pagar é uma privatização do ensino. “Os babacas não percebiam que nós estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira”, disse.
Em seguida, condenou a reclamação elitista de que a ampliação do acesso à faculdade aumentava o número de estudantes por sala de aula. “O babaca rico que já estudava não queria que o pobre tivesse a chance de estudar”, resumiu, no popular, o presidente.
A notícia da sanção do projeto que amplia a licença maternidade já havia sido adiantada na manhã de quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O presidente decidiu sancionar a lei mesmo com a informação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o projeto teria um custo importante para o Tesouro. Mantega disse que teve de mostrar ao presidente “quanto custa o negócio”. “O custo disso é de R$ 800 milhões por ano. E eu sou obrigado, como ministro da Fazenda, a dizer ao presidente”, afirmou Mantega. Lula ouviu seu auxiliar e decidiu sancionar a lei. “A extensão do prazo não vai afetar a economia”, concluiu o presidente.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.