O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (26), ao participar do XX Fórum Nacional na sede do BNDES, no Rio, que “o mundo precisa entender que a Amazônia tem dono e o dono somos nós, brasileiros”.
Ele questionou as condições de países desenvolvidos, mais poluidores, para discutir o tema. “Os países que são responsáveis por 70% da poluição do mundo ficam falando agora da Amazônia”, disse. Lula defendeu a preservação, mas também o desenvolvimento da Amazônia. “Será um debate das próximas duas décadas”, afirmou.
O presidente disse achar “engraçado” que os países mais poluidores queiram falar sobre a preservação da Amazônia sul-americana. “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono, e o dono é o povo brasileiro. São seringueiros, pescadores e nós que somos brasileiros”, disse Lula em tom de recado aos que levantam dúvidas sobre a competência brasileira de gerir e preservar a região.
O presidente também declarou que o Protocolo de Kyoto, para limitação das emissões de gases poluentes, “já faliu”. Sem citar explicitamente os Estados Unidos, maiores poluidores do mundo e que se recusaram a assinar o Protocolo, Lula disse que “quem tinha de tomar as medidas, não referendou”. Já o Brasil, lembrou, firmou o acordo.
O presidente aproveitou a oportunidade para reiterar que o programa brasileiro de biocombustível é uma alternativa para a redução da emissão de gases no planeta. “Nós estamos oferecendo ao mundo um combustível não poluente… Vamos convencer o mundo que o etanol pode ajudar na redução da poluição, na crise energética e na (redução da) inflação”.
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Lula defende Amazônia brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta segunda-feira uma defesa veemente da Amazônia brasileira. Em discuso na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Lula afirmou que “o dono da Amazônia é o povo brasileiro”. “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono, e que o dono da Amazônia é o povo brasileiro. São os índios, são os seringueiros, são os pescadores e também somos nós, que somos brasileiros, e que temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento, é preciso diminuir as queimadas, mas também temos consciência de que precisamos desenvolver a Amazônia”, afirmou.
Lula rebateu artigo do jornal “New York Times”, segundo o qual a Amazônia não seria brasileira, mas sim internacional. O presidente questionou as condições de países desenvolvidos, mais poluidores. “Os países que são responsáveis por 70% da poluição do mundo, ficam falando agora da Amazônia”, disse. Lula defendeu a preservação, mas também o desenvolvimento da Amazônia.
O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) elogiou a postura do presidente Lula. “O presidente demonstrou a visão de estadista que tem. Ele mostrou que conhece a realidade amazônica e que é possível conciliar desenvolvimento com sustentabilidade social e ambiental, sem destruição ou agressão ao ecossistema amazônico”, disse.
Durante o discurso, o presidente Lula disse que o Protocolo de Kyoto, que prevê limitação das emissões de gases poluentes, “já faliu”. “Foi muito bonito assinar, maravilhoso, todo mundo assinou. Agora, quem tinha que tomar medidas para cumprir o protocolo de Kyoto, nem referendou. Fomos nós que referendamos. E fomos nós, com a utilização de 100% de etanol, que tiramos do ar 800 milhões de toneladas”, afirmou.
Lula participou da abertura do XX Fórum Nacional – Um novo mundo nos trópicos. Ele ressaltou que o Brasil está oferecendo ao mundo o etanol, como oportunidade para uma matriz energética limpa.
Por Equipe Informes, com agências.
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