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LULA DEFENDE A CRIAÇÃO DE UM NOVO PLANO MARSHALL

INVERTIA, com informações da Reuters Investor e Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a criação de um programa semelhante ao plano Marshall, que ao final da Segunda Guerra Mundial restabeleceu a ordem econômica na Europa.
A proposta do presidente é a retomada das negociações para redução das tarifas comerciais entre os países em desenvolvimento.
“Nessa 11ª Unctad, vamos dar novos passos. Um deles é a reativação do Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC), criado nos anos 80”, afirmou ele na cerimônia de abertura da 11ª Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento.
O acordo permite que os países em desenvolvimento possam eliminar barreiras comerciais recíprocas sem a necessidade de estender iguais concessões às nações desenvolvidas, disse Lula.
Lula enfatizou, durante seu discurso, a importância da integração do comércio, levando em conta a necessidade particular dos países em desenvolvimento e principalmente das condições dos mais pobres.
De acordo com Lula, nos últimos cinco anos, 55 países em desenvolvimento obtiveram menos de 5% de crescimento em suas economias.
A renda per capita dos países mais pobres, por sua vez, continou girando em torno de US$ 260.
“O desenvolvimento que queremos não é automático”, disse Lula. “A tarefa é gigantesca para superar as desigualdades. Só o comércio não é suficiente”.
O presidente também fez uma homenagem ao economista Celso Furtado, propondo a criação de um centro voltado para a erradicação da pobreza.
Na cerimônia oficial de abertura da Unctad XI, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, fez o discurso de boas vindas às delegações nacionais e internacionais que participam do evento.
“A realização da Unctad no Brasil é um reconhecimento ao governo Lula pelas iniciativas de comércio internacional”, disse a prefeita.
Crítica de Annan
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, criticou os países desenvolvidos que pregam a liberação do comércio, mas praticam políticas econômicas que impedem o crescimento dos países em desenvolvimento.
“Além de falta de coerência, esses países também praticam políticas comerciais discriminatórias”, disse o secretário-geral da ONU, que também defendeu a ampliação do comércio sul-sul.
“É preciso reduzir as tarifas em 50% para alcançarmos o que o presidente Lula chama de nova geografia do comércio.”
Também presente na abertura da conferência, o primeiro-ministro da Tailândia, Takshin Shinawatra, foi outro a ressaltar a importância do comércio entre estes países. “A cooperação Sul-Sul nunca foi tão necessária e tão premente”, disse.
Annan aproveitou a o discurso para pedir um minuto de silêncio em memória do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Melo, morto em agosto do ano passado em Bagdá, no Iraque. “A morte do Sérgio foi uma tragédia para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

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LULA DEFENDE A CRIAÇÃO DE UM NOVO PLANO MARSHALL

INVERTIA, com informações da Reuters Investor e Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a criação de um programa semelhante ao plano Marshall, que ao final da Segunda Guerra Mundial restabeleceu a ordem econômica na Europa.

A proposta do presidente é a retomada das negociações para redução das tarifas comerciais entre os países em desenvolvimento.

“Nessa 11ª Unctad, vamos dar novos passos. Um deles é a reativação do Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC), criado nos anos 80”, afirmou ele na cerimônia de abertura da 11ª Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento.

O acordo permite que os países em desenvolvimento possam eliminar barreiras comerciais recíprocas sem a necessidade de estender iguais concessões às nações desenvolvidas, disse Lula.

Lula enfatizou, durante seu discurso, a importância da integração do comércio, levando em conta a necessidade particular dos países em desenvolvimento e principalmente das condições dos mais pobres.

De acordo com Lula, nos últimos cinco anos, 55 países em desenvolvimento obtiveram menos de 5% de crescimento em suas economias.

A renda per capita dos países mais pobres, por sua vez, continou girando em torno de US$ 260.

“O desenvolvimento que queremos não é automático”, disse Lula. “A tarefa é gigantesca para superar as desigualdades. Só o comércio não é suficiente”.

O presidente também fez uma homenagem ao economista Celso Furtado, propondo a criação de um centro voltado para a erradicação da pobreza.

Na cerimônia oficial de abertura da Unctad XI, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, fez o discurso de boas vindas às delegações nacionais e internacionais que participam do evento.

“A realização da Unctad no Brasil é um reconhecimento ao governo Lula pelas iniciativas de comércio internacional”, disse a prefeita.

Crítica de Annan

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, criticou os países desenvolvidos que pregam a liberação do comércio, mas praticam políticas econômicas que impedem o crescimento dos países em desenvolvimento.

“Além de falta de coerência, esses países também praticam políticas comerciais discriminatórias”, disse o secretário-geral da ONU, que também defendeu a ampliação do comércio sul-sul.

“É preciso reduzir as tarifas em 50% para alcançarmos o que o presidente Lula chama de nova geografia do comércio.”

Também presente na abertura da conferência, o primeiro-ministro da Tailândia, Takshin Shinawatra, foi outro a ressaltar a importância do comércio entre estes países. “A cooperação Sul-Sul nunca foi tão necessária e tão premente”, disse.

Annan aproveitou a o discurso para pedir um minuto de silêncio em memória do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Melo, morto em agosto do ano passado em Bagdá, no Iraque. “A morte do Sérgio foi uma tragédia para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

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