Investnews
Começa nesta terça-feira a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros. A decisão sairá amanhã após o fechamento dos mercados.
A sondagem realizada pela InvestNews com 20 instituições financeiras mostra que a maioria do mercado aposta na manutenção da Selic, atualmente em 16% ao ano.
Dos bancos consultados, 19 apostam na manutenção e somente 1 acredita em corte de 0,25 ponto percentual.
Para Alexandre Póvoa, diretor da Modal Asset Management, o Banco Central (BC) manterá a taxa Selic em função da mudança de patamar do dólar que interfere nos índices de inflação.
“A aceleração recente dos índices de preços requer uma cautela do Copom”, disse. O executivo prevê novos cortes somente em agosto.
Gustavo Alcantara, gestor de fundos do banco Prosper, também acredita na manutenção da Selic. Ele diz que a última ata divulgada o Copom deixa bem clara a cautela, principalmente em relação ao movimento do preço do petróleo no mercado internacional.
Conforme a ata, divulgada em 27 de maio, caso o movimento de alta do preço do petróleo no mercado internacional se estenda por mais tempo, sem acomodação, os integrantes julgam que será necessário reavaliar as projeções e os possíveis impactos sobre os cenários para a evolução da inflação.
O chefe da mesa de operações do Banco Santos, Rodrigo Boulos, disse que não há clima para reduções nos juros básicos da economia entre junho e julho.
Boulos ressalta que o IPA (Índice de Preços por Atacado), por conta da pressão sobre os alimentos, está em níveis elevados e há também a preocupação com a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no final do mês.
Apenas um banco que prefere não se indentificar aposta em queda de 0,25 ponto percentual.
Para este banco, o BC deve reduzir a Selic pois os índices de inflação continuam sob controle e o governo não desistiu da meta central de inflação deste ano, de 5,5%.
“Outro fator que pode levar a redução da Selic é à atividade econômica que cresce em ritmo lento”, disse o analista.
Notícias recentes
- CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro
- Lula assina projeto 151, que garante negociação e fortalece direitos do servidor
- Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios
- Com presença de Lula, evento em Barcelona desafia a extrema direita
- Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2
Comentários
Por Mhais• 15 de junho de 2004• 10:38• Sem categoria
COPOM DEVE MANTER JUROS NA REUNIÃO QUE COMEÇA HOJE
Investnews
Começa nesta terça-feira a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros. A decisão sairá amanhã após o fechamento dos mercados.
A sondagem realizada pela InvestNews com 20 instituições financeiras mostra que a maioria do mercado aposta na manutenção da Selic, atualmente em 16% ao ano.
Dos bancos consultados, 19 apostam na manutenção e somente 1 acredita em corte de 0,25 ponto percentual.
Para Alexandre Póvoa, diretor da Modal Asset Management, o Banco Central (BC) manterá a taxa Selic em função da mudança de patamar do dólar que interfere nos índices de inflação.
“A aceleração recente dos índices de preços requer uma cautela do Copom”, disse. O executivo prevê novos cortes somente em agosto.
Gustavo Alcantara, gestor de fundos do banco Prosper, também acredita na manutenção da Selic. Ele diz que a última ata divulgada o Copom deixa bem clara a cautela, principalmente em relação ao movimento do preço do petróleo no mercado internacional.
Conforme a ata, divulgada em 27 de maio, caso o movimento de alta do preço do petróleo no mercado internacional se estenda por mais tempo, sem acomodação, os integrantes julgam que será necessário reavaliar as projeções e os possíveis impactos sobre os cenários para a evolução da inflação.
O chefe da mesa de operações do Banco Santos, Rodrigo Boulos, disse que não há clima para reduções nos juros básicos da economia entre junho e julho.
Boulos ressalta que o IPA (Índice de Preços por Atacado), por conta da pressão sobre os alimentos, está em níveis elevados e há também a preocupação com a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no final do mês.
Apenas um banco que prefere não se indentificar aposta em queda de 0,25 ponto percentual.
Para este banco, o BC deve reduzir a Selic pois os índices de inflação continuam sob controle e o governo não desistiu da meta central de inflação deste ano, de 5,5%.
“Outro fator que pode levar a redução da Selic é à atividade econômica que cresce em ritmo lento”, disse o analista.
Deixe um comentário