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Lula diz que eleição presidencial de 2010 será a melhor pela ausência de candidato de direita

Brasília – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje (16) que a eleição presidencial de 2010 será melhor que as anteriores porque não haverá candidatos de direita. “Pela primeira vez, não vamos ter candidato de direita na campanha. Não é fantástico isso?”. Para Lula, a eleição presidencial do próximo vai ter esse caráter inédito dos candidatos.

“Se apresentarem os candidatos que estou vendo aí, vai ser uma coisa inédita. Se tiverem quatro ou cinco candidatos, todos têm o espectro de esquerda. Uns podem não ser mais tão à esquerda quanto eram, mas não tem problema. A história e a origem dão credibilidade ao presente das pessoas”, afirmou Lula ao participar da cerimônia de comemoração dos 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) .

Para o presidente, a ausência de um candidato de direita vai melhorarr o nível da campanha eleitoral, pois as campanhas eleitorais anteriores eram sempre disputadas por candidatos de esquerda, centro-esquerda contra os “trogloditas” da direita. “Começou a melhorar comigo e com Fernando Henrique Cardoso, já foi um nível elevado. Depois, eu e o Serra [José Serra, governador de São Paulo]. Depois, eu e o Alckmin [Geraldo Alckmin], baixou o nível, por conta dele e não por conta minha”, disse Lula.

Lula enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas eleições de 1994 e 1998, perdendo as duas. Em 2002, a disputa foi com o também tucano José Serra, atual governador de São Paulo. Em 2006, ele derrotou Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Para o presidente da República, as mudanças climáticas e a exploração do petróleo da camada pré-sal serão os principais temas de debates nas próximas eleições, ficando de fora a dívida externa, a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o desemprego, que Lula classificou como “tabus ficando para trás”.

“Qual é a grande discussão da próxima campanha? O futuro. Quem vai fazer a melhor proposta de futuro para este país?”, afirmou.

Lula voltou a defender as suas viagens pelo país. Ele alegou que ao visitar várias cidades o governante passa a tomar decisões mais acertadas. “O Brasil não é a cara de São Paulo. O país precisa ser visto pelas pessoas que querem governar”, disse.

Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Ipea está pronto para o futuro, diz Pochmann
(16/09/2009 – 20:43)

Presidente do Instituto ressalta a superação das políticas de curto prazo. Ministro Daniel Vargas exalta troca da “pobreza por inclusão”

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) celebrou nesta quarta-feira, dia 16, seus 45 anos com uma cerimônia oficial que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas. O evento ocorreu no auditório do Instituto em Brasília e contou com a presença de mais de 200 convidados entre parlamentares, ex-presidentes do Ipea e economistas que passaram pela fundação pública e tiveram papel relevante na elaboração de políticas econômicas e sociais no País.

A ocasião foi história para o Instituto, que pela primeira vez recebeu a visita de um presidente da República. Marcio Pochmann foi o primeiro a discursar na cerimônia, depois da leitura de uma mensagem enviada pelo economista João Paulo dos Reis Velloso, um dos fundadores do Instituto e seu primeiro presidente, que não pôde comparecer ao Ipea para o aniversário. Pochmann ressaltou a evolução do País no século passado até chegar ao momento atual, em que se mostra mais preparado para projetar um futuro notável.

“A passagem para a nova sociedade do conhecimento se tornou adequada somente mais recentemente, quando a coordenação das políticas públicas abandonou a lógica do curto-prazismo que aprisionava a economia nacional por quase duas décadas”, afirmou o presidente do Ipea. “A base de onde partir para a viagem do futuro já existe, e o Ipea e todos os seus servidores estão prontos para colaborar decisivamente, assim como procurou fazer nos últimos 45 anos.”

Ministro Daniel Vargas

Em seguida, o ministro interino Daniel Vargas deu exemplos que comprovam como o Brasil atravessou a crise internacional sem sofrer grandes consequências. “É a primeira vez que a classe média já é maioria da população brasileira (…) Conseguimos trocar pobreza por inclusão e essa contribuição já vai ficar para a história. Abre-se agora um leque de oportunidade que não podíamos imaginar, nem no melhor de nossos sonhos, até muito pouco tempo”, afirmou o ministro.

Segundo Vargas, o Brasil “pode consolidar sua posição na geopolítica internacional, aproveitando o debate climático que posiciona o País, naturalmente, como líder nessa discussão”. Para isso, explicou o ministro, é preciso que o Brasil resgate a cultura do planejamento de longo prazo que, de acordo com ele, se perdeu ao longo do tempo. “Ao Ipea, cabe fornecer o suporte técnico e institucional para a formulação de alternativas ao desenvolvimento de longo prazo no País”, concluiu.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ipea.gov.br.

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