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Lula quer participação do Ipea em novo PAC

Pela primeira vez um presidente brasileiro visita o Instituto. Ele motivou os servidores a pensarem o futuro do País

Por ocasião de seu aniversário de 45 anos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recebeu nesta quarta-feira, dia 16, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro vai à sede do Instituto em Brasília. Lula discursou sobre desenvolvimento, anunciou que será lançado um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma consolidação das políticas públicas brasileiras, e reiterou que a receita do pré-sal reduzirá a desigualdade social.

O presidente começou seu discurso lembrando as boas notícias que recebeu nesta semana: seu governo tornou-se o que mais inaugurou universidades federais (11 já estabelecidas e três em processo de criação), e os dados do Caged mostram que o País ganhou mais 242 mil empregos formais em agosto. “Estamos vivendo quase que um momento mágico na história deste País. Há uma confluência de fatores, de coisas boas que estão acontecendo. O desafio, para todos nós, é não jogar fora este momento, como fizemos no século 20”, disse o presidente.

Sobre a exploração do petróleo encontrado na camada pré-sal, Lula foi enfático. “Assumimos o desafio de dizer ao povo brasileiro que mais que em 1953 ou 1954, agora o petróleo é nosso. Porque antes era uma tentativa, e agora temos certeza.” E fez um convite. “Precisamos colocar a inteligência brasileira para pensar o que queremos nos próximos 10, 15 ou 20 anos. Pensar o que vamos construir neste País, porque o grosso do petróleo será explorado lá para 2016, 2017. Precisamos trabalhar agora para poder colher.”

O presidente afirmou que, provavelmente no prazo de 45 dias, será lançado um programa de inclusão digital para levar internet em banda larga a todos os cantos do Brasil. “Espero que o Ipea participe e contribua de forma extraordinária com isso”, afirmou. Também revelou que haverá uma consolidação das políticas públicas do governo, “para transformá-las em políticas de Estado”, e disse aos servidores e convidados que é necessário discutir e definir prioridades para um novo PAC, já visando o orçamento de 2011.

Ao final de sua exposição, Lula parabenizou o Ipea por seu aniversário e fez novos convites ao Instituto. “O Brasil está mudando, isso não tem mais retorno. O Ipea pode, neste novo momento, construir grupos de pensamento sobre o que queremos para o futuro.” Ele enfatizou que o Brasil é o País que melhor saiu da crise global, e isso abre perspectivas para um futuro mais promissor.

“Poderemos ser muito mais agressivos do ponto de vista da capacidade de produção, de incentivar os intelectuais brasileiros a produzirem mais, a escreverem mais, para que possamos transformar este extraordinário País numa grande potência mundial nos próximos 15, 20 anos ou 30 anos”, concluiu o presidente, bastante aplaudido no auditório do Ipea.

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Presidente sugere que o Ipea se instale em outras regiões
(16/09/2009 – 20:49)

Proposta é que os pesquisadores tenham mais oportunidades para conhecer e analisar a realidade do País

No aniversário de 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o presidente Lula sugeriu que o Instituto se instale em várias regiões do Brasil. “Não há como conhecer um País continental como o nosso sem conhecer várias localidades. Ninguém conhece o País somente lendo livros e ou até mesmo as pesquisas de instituições como o Ipea”, afirmou.

Lula disse que aprendeu muito sobre o Brasil durante as Caravanas da Cidadania, realizadas na década passada, quando percorreu o país como candidato à Presidência e visitou 350 cidades brasileiras em 26 estados. “Não há como avaliar o que ocorre no País sentando em um escritório de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. É preciso conhecer outras realidades do Brasil”, declarou.

A proposta do presidente coincide com uma das frentes de trabalho atuais do Ipea. Em evento neste mês com representantes da rede de pesquisa Ipea-Anipes, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, reafirmou a iniciativa de levar técnicos de Planejamento a outras regiões do País, instalando representações fora de Brasília e do Rio de Janeiro. Outra ideia é promover maior intercâmbio dos pesquisadores com nações em desenvolvimento na África, especialmente as de língua portuguesa.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.ipea.gov.br.

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