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Lula diz que taxa básica de juros deve baixar de forma responsável para evitar inflação

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (24), na coluna O Presidente Responde, que a diminuição da taxa básica de juros, a Selic, ocorrerá de forma responsável.

“Todos nós gostaríamos que os juros baixassem muito mais e eles vão baixar. Mas a redução tem que ser feita de forma responsável, para não descuidar da inflação”, afirmou em resposta a uma leitora que pede a queda dos juros.

Lula cita que a Selic já baixou de forma significativa, partindo de 25% ao ano, em 2002, para 8,75%, a menor taxa da série histórica. “Hoje, esse índice está em 10,75%. Descontada a inflação, a taxa real é de 5,8%”, diz o texto.

A coluna O Presidente Responde é publicada semanalmente, sempre às terça-feiras, em jornais interessados em veicular o texto.

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante. ADAPTADA.

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Crédito bancário mantém expansão em julho e registra saldo de R$ 1,5 trilhão

Brasília – O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,548 trilhão, em julho, um aumento de 1,2% em relação ao mês anterior e 18,4% em doze meses, segundo informou hoje (24) o Banco Central (BC).

A relação entre o crédito e o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, chegou a 45,9%, contra 45,7% registrados em junho e de 42,8% de julho de 2009.

Segundo o BC, “o crédito bancário manteve tendência de expansão em julho, embora em ritmo menos acelerado que nos dois meses anteriores”. De acordo com o relatório, o crédito permaneceu mais intenso no crédito direcionado, impulsionado pelas operações vinculadas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à habitação.

Os bancos públicos apresentaram recuo na participação no crédito, com redução de 42,3%, em junho, para 42,2% em julho. As instituições estrangeiras tiveram alta de 0,1 ponto percentual na participação, alcançando 17,7%, enquanto os bancos privados nacionais mantiveram a posição de 40,1%.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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Taxas de juros sobem, enquanto inadimplência fica estável em julho, segundo BC

Brasília – As empresas e famílias pagaram mais caro pelo crédito em julho deste ano, enquanto a inadimplência ficou estável. Segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (24), a taxa de juros média cobrada das empresas subiu 1,4 ponto percentual, de junho para o mês passado, e alcançou a marca de 28,7% ao ano. No caso das pessoas físicas, a alta foi de 0,1 ponto percentual para 40,5% ao ano. Com isso, a taxa média teve aumento de 0,8 ponto percentual para 35,4% ao ano.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, grandes empresas pagaram empréstimos com recursos livres (com taxas de juros livremente pactuadas entre o banco e o cliente) e passaram a buscar financiamentos com recursos direcionados (operações com taxas pré-estabelecidas em normas governamentais), principalmente repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com isso, avaliou Lopes, as empresas que permaneceram na carteira de crédito com recursos livres “têm um potencial de risco mais elevado, portanto um spread [diferença entre a taxa de captação e a cobrada dos clientes] mais elevado”. Assim, as taxas ficam mais elevadas, segundo análise de Lopes.

Lopes acrescentou que a taxa média divulgada pelo BC refere-se às operações com recursos livres e ainda não há dados no relatório sobre os juros mais baixos cobrados pelo BNDES.

Em julho, o spread para as empresas apresentou alta de 1,2 ponto percentual em relação a junho para 18,1% ao ano. No caso das pessoas físicas, o aumento foi de 0,3 ponto percentual para 28,9% ao ano.

A taxa de inadimplência, considerados os atrasos superiores a 90 dias, permaneceu em 3,6% para as empresas e em 6,5% para as pessoas físicas.

Lopes avaliou que no caso da inadimplência para as famílias, a perspectiva é “boa”. Isso porque os atrasos inferiores a 90 dias estão em queda. Essa redução deve se refletir nos dados considerados pelo BC como inadimplência (superiores a 90 dias). “Entretanto, para as empresas esses atrasos inferiores a 90 dias já estão estáveis há algum tempo. Pode haver alguma elevação na inadimplência para as empresas”.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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NOTA PARA A IMPRENSA – 24.8.2010

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro

I – Evolução dos agregados monetários

A base monetária apresentou saldo médio diário de R$166,4 bilhões em julho, observando-se crescimentos de 2,7% no mês e de 20,2% em doze meses. Contribuíram para a variação mensal as elevações de 1,7% no saldo médio do papel-moeda emitido e de 5,7% nas reservas bancárias.

Com relação aos fluxos mensais dos fatores de emissão monetária, destacaram-se os impactos expansionistas resultantes das operações do Tesouro Nacional, R$6,1 bilhões, e das compras líquidas de divisas pelo Banco Central no mercado interbancário de câmbio, R$2,8 bilhões, em contraste aos recolhimentos compulsórios de R$4,7 bilhões. As operações com títulos públicos federais, incluindo a atuação do Banco Central no ajuste de liquidez do mercado monetário, foram contracionistas em R$1,8 bilhão, em função de vendas líquidas de R$23,3 bilhões realizadas no mercado secundário e de resgates líquidos de R$21,5 bilhões no mercado primário.

Os meios de pagamento restritos (M1), avaliados pela média dos saldos diários, alcançaram R$238,5 bilhões em julho, expressando aumento de 1,8% no mês, compreendendo os avanços de 2% no saldo do papel-moeda em poder do público e de 1,7% nos depósitos à vista. Em doze meses, o M1 cresceu 17,2%, com acréscimos respectivos de seus componentes de 17,7% e 16,9%.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos para investimentos, depósitos de poupança e títulos privados, registraram crescimento de 2,1% em julho, totalizando R$1,2 trilhão. Esse resultado deveu-se à expansão de 2,6% observada nos saldos dos títulos privados e depósitos de poupança, que atingiram R$627 bilhões e R$350,7 bilhões, respectivamente.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, elevou-se 2,3% no mês, atingindo R$2,3 trilhões. O resultado reflete, principalmente, a elevação de 1,9% no saldo das quotas de fundos de renda fixa, o qual totalizou R$1 trilhão. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, alcançou R$2,8 trilhões em julho, expandindo-se 1,9% no mês e 16,6% em doze meses.

II – Operações de crédito do sistema financeiro

O crédito bancário manteve tendência de expansão em julho, embora em ritmo menos acelerado que nos dois meses anteriores. O crescimento permaneceu mais intenso no crédito direcionado, que segue impulsionado pelas operações vinculadas ao BNDES e à habitação. O saldo total das operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$1.548 bilhões, ao avançar 1,2% no mês e 18,4% em doze meses. A relação crédito/PIB atingiu 45,9%, comparativamente a 45,7% no mês anterior e a 42,8% em julho de 2009. A distribuição do crédito segundo o controle de capital das instituições financeiras permaneceu relativamente estável, com a participação dos bancos públicos recuando de 42,3% em junho, para 42,2% em julho e a das instituições estrangeiras subindo 0,1 p.p., para 17,7%, enquanto a dos bancos privados nacionais se manteve em 40,1%.

As operações com recursos direcionados totalizaram R$524,2 bilhões, com expansões de 2,3% no mês e de 28,8% em doze meses. Os financiamentos do BNDES, que correspondem a 61,5% do segmento, somaram R$322,2 bilhões, com incrementos de 2,5% no mês e de 30,2% em doze meses, assinalando-se o aumento mensal de 4,7% nas operações concedidas por intermédio de repasses de instituições financeiras. O crédito habitacional, que responde a 21% do crédito direcionado, atingiu R$110,3 bilhões, com evolução mensal de 4% e alta de 51,1% em doze meses.

Os desembolsos efetuados pelo BNDES nos primeiros sete meses do ano totalizaram R$72,7 bilhões, 2% inferiores ao registrado em igual período do ano anterior. Essa queda, porém, é condicionada pelo aumento da base de comparação, tendo em vista o expressivo volume contratado em julho de 2009. O fluxo de recursos alocados na indústria também reflete o peso daquela contratação, destinada ao segmento de coque, petróleo e combustível, registrando recuo de 38,9%, ao totalizar R$23,8 bilhões. As concessões para o segmento de comércio e serviços cresceram 37,9%, com saldo de R$43,2 bilhões, com destaque para as operações de comércio e de transporte terrestre. Os financiamentos às micro, pequenas e médias empresas, que representaram 35,3% do total de desembolsos, alcançaram R$25,6 bilhões, com acréscimo de 128% no período.

Os empréstimos fundamentados em recursos livres, correspondentes a 66,1% do total do sistema financeiro, somaram R$1.024 bilhões em julho, ampliando-se 0,7% no mês e 13,8% em doze meses. Esse desempenho refletiu o aumento mensal de 1% nas operações contratadas com pessoas físicas, saldo de R$510,9 bilhões, que continuam impulsionadas pela demanda por crédito pessoal e por financiamentos para aquisição de veículos. No segmento de pessoas jurídicas, o saldo dos empréstimos atingiu R$512,7 bilhões, com elevação mensal de 0,4%, resultante de comportamentos distintos entre as operações com recursos internos, alta de 0,6%, e dos financiamentos lastreados em moeda estrangeira, que recuaram 1,4%.

II.1 – Distribuição setorial do crédito

As operações de crédito destinadas ao setor privado, incluídos os recursos livres e direcionados, alcançaram R$1.483 bilhões em julho, demonstrando evolução de 1,2% no mês. Considerada a distribuição do crédito por atividade econômica, constata-se que os empréstimos para a indústria cresceram 1,6%, para R$329,2 bilhões, destacando-se as operações relativas a agronegócios e ao segmento automotivo. Os créditos ao comércio, refletindo a maior demanda dos ramos de alimentação e de automóveis, atingiram R$153,7 bilhões, com expansão mensal de 1,2%. Os financiamentos destinados ao setor de serviços aumentaram 0,7%, somando R$266,4 bilhões, com ênfase para as contratações vinculadas às administradoras de cartão de crédito e às empresas de administração de imóveis, além de serviços relacionados a transportes.

A carteira de crédito habitacional, que inclui as operações com pessoas físicas e cooperativas habitacionais, totalizou R$116,1 bilhões em julho, expandindo-se 3,9% no mês e 50,8% em relação a igual período do ano anterior. As operações destinadas ao setor rural, evidenciando queda na demanda por custeio agrícola, recuaram 0,7% no mês, ao atingir R$114,9 bilhões.

Os financiamentos ao setor público somaram R$65,3 bilhões em julho, com avanço mensal de 2%, associado a contratações para as áreas de energia e de infra-estrutura. As carteiras de crédito dos governos estaduais e municipais, saldo de R$29,3 bilhões, aumentaram 3,8% nos mês, enquanto as relativas ao governo federal totalizaram R$36 bilhões, após expansão mensal de 0,7%.

II.2 – Operações com recursos livres – Crédito referencial para taxas de juros

Entre as modalidades do crédito referencial para taxas de juros, os financiamentos para aquisição de veículos permanecem apresentando crescimento acelerado, com evolução de 3,6% no mês e de 36,7% em doze meses, alcançando saldo de R$115,2 bilhões. O crédito pessoal alcançou expansões de 1,9% no mês e de 24,3% em doze meses, condicionadas pelo desempenho do crédito consignado, equivalente a 60,1% do saldo total da modalidade, que cresceu 2% e 31,8%, nas mesmas bases de comparação. As operações com cartão de crédito, que compreendem a utilização de crédito rotativo, parcelamentos com juros e saques em espécie, elevaram-se 1,3% no mês e 15% em doze meses, somando R$28,9 bilhões, ao passo que o saldo da modalidade cheque especial, R$17,4 bilhões, assinalou retração mensal de 3,2% e alta de 1,1% relativamente a julho de 2009.

No que diz respeito às operações destinadas a pessoas jurídicas, a carteira de empréstimos para capital de giro totalizou R$238,3 bilhões, ao apresentar elevações de 1,1% no mês e de 27,4% em doze meses. O saldo da modalidade conta garantida registrou declínio mensal de 0,4% e expansão anual de 12,2%. Por sua vez, os empréstimos lastreados em recursos externos recuaram 1,4%, associado aos efeitos contábeis da apreciação cambial no período e a liquidações de operações de repasses externos.

A taxa de juros média das modalidades que compõem o crédito referencial situou-se em 35,4% a.a., com acréscimo de 0,8 p.p. no mês e redução de 0,6 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse contexto, o spread bancário alcançou 24,3 p.p., assinalando-se incremento de 0,8 p.p. no mês e retração de 2,5 p.p. em doze meses. Nas operações contratadas pelas famílias, a taxa média de juros alcançou 40,5% a.a., com aumento mensal de 0,1 p.p. e retração de 4,4 p.p. em doze meses. A taxa de juros para pessoas jurídicas registrou elevação de 1,4 p.p. no mês e de 2 p.p. em doze meses, atingindo 28,7%.

A inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos superiores a noventa dias, apresentou estabilidade no mês, situando-se em 5%, mantendo, entretanto, a trajetória decrescente em relação ao ano anterior, com queda de 0,8 p.p. no período de doze meses. Os percentuais de atrasos dos segmentos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas mantiveram-se em 6,5% e 3,6%, respectivamente.

Estatísticas complementares às divulgadas nesta nota podem ser obtidas na página do Banco Central, na internet:

* Economia e Finanças – Séries Temporais (http://www.bcb.gov.br/?SERIESTEMP);

* Sistema Financeiro Nacional – Informações sobre operações bancárias – Taxas de operações de crédito – Dados Consolidados (mensal) (http://www.bcb.gov.br/?TXCREDMES).

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOM

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